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Plano de
Emergência: Eficácia na Redução de Impacto
Metodologia de Treinamento para o Homem de
segurança
Planejamento estratégico em Segurança Empresarial
Plano de Emergência Empresarial: Eficácia na Redução do Impacto
Combatendo situações emergenciais com treinamentos e preparo de
equipes especializadas.
As emergências acontecem sem qualquer aviso. Quando ocorrem,
normalmente não há tempo para a elaboração de medidas, organização
de equipes e muito menos a realização de treinamento específicos.
No último artigo descrevemos a importância sobre o treinamento das
simulações emergenciais, para que na hora da contigência
empresarial, não hajam surpresas do tipo como e onde agir.
O grande problema da contigência empresarial é a aceitação de que o
risco existe e que este pode vir a acontecer. Por ser uma incerteza,
normalmente as empresas negligenciam as medidas preventivas,
acreditando que nunca sofrerão qualquer tipo de agressão.
Um plano de emergência empresarial diferencia-se de um plano de
segurança, quando a prevenção falha, quando a segurança não
consegue, não importa o motivo, cumprir sua principal missão: evitar
que o risco seja concretizado!
O maior problema da emergência é a avaliação do potencial de perigo
do sinistro. É uma dificuldade natural encarar o que a empresa
poderá enfrentar no gerenciamento da crise. No Brasil pouca ou
nenhuma atenção é dada ao planejamento para emergência.
A minimização dos danos só será alcançada quando a empresa elaborar
um plano de emergência. Este irá orientar os respectivos
responsáveis, de maneira eficaz, graças às ações e normas refletidas
e apropriadas.
A falta de providências prévias para enfrentar situações de crise
pode resultar em danos sérios e até mortes, destruição de
propriedades e instalações, e mesmo em paralização das atividades da
organização, aumentando os prejuízos.
Sobe
As situações de emergência podem ser causadas por um acidente
industrial (incêndio e explosão), por acidentes ambientais
(terremoto ou tempestade) ou por indivíduos (ameaça de bomba,
seqüestro, assalto, distúrbios, etc.).
O plano de emergência deve dar condições para que a empresa possa
dar continuidade, mesmo em situações precárias, às suas operações
industriais e comerciais consideradas críticas.
A instituição deve levantar quais são seus verdadeiros riscos e
chances de reais ocorrências, priorizando-os num investimento
contínuo e preventivo.
A obtenção da clareza dos verdadeiros riscos só é alcançada quando
se averigua as condições, circunstâncias, atividades e objetos que
possam colaborar para sua ocorrência.
É necessário estudar e levantar como a empresa irá responder ao
sinistro. Qual será a intensidade da reação perante a situação
emergencial. Esta é a questão básica que as medidas emergenciais
deverão responder obrigatoriamente.
A elaboração de um plano de emergência exige da alta gestão um
esforço integrado, pois todas as áreas estarão envolvidas neste
processo.
Pode-se resumir nos seguintes passos:
A - Formação da equipe responsável pela elaboração do plano - A
formação desta equipe deve incluir representantes de todas as áreas
da empresa.
B - Levantamento dos riscos e impacto - Cada área da empresa deverá
levantar quais são os principais riscos (causas e conseqüências) que
possibilitariam a paralização de suas atividades.
C - Avaliação das atividades prioritárias - A equipe formada deve
escolher as principais atividades empresariais sem as quais a
empresa não poderia sobreviver.
Sobe
D - Lista das equipes necessárias - Elaborar e manter atualizadas
equipes de pronta resposta. Podemos citar como exemplo as equipes:
- Inspeção e avaliação de risco;
- Recursos móveis e remoção de bens;
- Controle de materiais;
- Assistência médica;
- Suprimentos;
- Operações;
- Orientação aos funcionários;
- Comunicações;
- Avaliação de Danos e Seguro.
Estas equipes serão estruturadas em função das atividades que a
empresa opera. O importante é estarem listados os nomes, endereços e
telefones de todo o pessoal para dar suporte às atividades
essenciais.
E - Equipamentos e materiais necessários - Dimensionar os
equipamentos e materiais necessários para que as equipes possam
operar. Neste item há necessidade de alocar esses recursos junto às
empresas vizinhas através de acordos mútuos.
F - Manuais de contigência - Todo o plano deve ser normatizado e ao
alcance das pessoas certas, no momento certo, e com a atualização
rigorosamente em dia. É ideal que os procedimentos de emergência
possuam, pelo menos, mais de uma linha de ação para cada tipo de
risco.
G - Treinamento e teste - É de suma importância testar o plano
visando identificar quais os pontos deficitários e poder corrigí-los
a tempo. O treinamento das equipes deve ter a simulação da situaçào
emergencial que será vivenciada, sob todos os aspectos.
Sobe
Conclusão - O plano de emergência será uma conseqüência da cultura
empresarial voltada para a segurança. A segurança não pode ser
encarada como um ato isolado, mas sim uma interação de conceitos e
normas a serem assimiladas por toda a empresa, englobando todos os
segmentos.
É importante frisar que a sobrevivência de uma empresa não está
calçada só na rentabilidade mas também na manutenção dos seus
sistemas operacionais. Estes devem estar preparados para enfrentar
todos os riscos levantados e analisados.
Os sete tópicos aqui apresentados orientam a elaboração, a nível
global, de um plano de emergência, necessitando prioritariamente
conhecer as características físicas e conjunturais do ambiente onde
a corporação está inserida, envolvendo suas variáveis internas e
externas.
Sobe
Metodologia de Treinamento para o Homem de Segurança: Elaboração de
Objetivos Individuais - Eficácia no Desempenho
Este artigo tem por objetivo salientar a importância da metodologia
de treinamento do homem de segurança. Esta importância está calcada
na visão simplista que o mercado consumidor do serviço de
vigilância, escolta, possui sobre a eficácia do serviço em si.
A pedra fundamental da eficácia é o treinamento, que no nosso ponto
de vista, deve ser voltado, exclusivamente, para a função específica
que o homem de segurança irá desempenhar.
Este tipo de treinamento permite ao segurança aprender, realizando
sua tarefa. Condenamos a famosa formação "genérica", onde o homem,
teoricamente, é um doutor em generalidades, não conseguindo obter um
padrão satisfatório de conduta de situações contigenciais.
A grande maioria dos tomadores de serviço não consegue admitir que o
problema da segurança está embasado no treinamento e não no homem
propriamente dito.
Essa metodologia, moderna e atual, direciona, de maneira incisiva, o
treinamento para o real objetivo, que é a descrição real de cada
cargo e tarefa que a segurança terá de desempenhar. Por esta razão,
é importante a elaboração de normas e procedimentos. A descrição irá
expressar todas as atividades e responsabilidades do segurança na
função de seu cargo, em qualquer situação.
Dentro deste enfoque, há necessidade de definir em primeiro lugar,
quais serão os objetivos individuais que desejamos atingir para cada
tipo de matéria e assunto, durante a formação do segurança. A
definição dos objetivos individuais constituirão os critérios de
acionamento da atividade ensino-aprendizagem. Os objetivos
individuais relacionam-se com as áreas cognitiva
(intelecto-conhecimento) e psicomotora (destreza e habilidade)
resultando, como produto final, o "comportamento" do aluno.
O comportamento do segurança deverá ser definido para cada
assunto, expressando-se como fator terminal e identificado por três
elementos:
A) Tarefa a ser executada:
A tarefa deve expressar, claramente, quais os conhecimentos que o
aluno deve adquirir durante seu treinamento. A pergunta que devemos
realizar é: O que o segurança precisa saber? As aulas voltadas para
o desempenho são orientadas para a execução dessas tarefas. Assim, o
aluno aprenderá.
B) Condições de execução:
Estas delimitarão quais as circunstâncias em que a tarefa deve ser
executada. As circunstâncias devem aproximar-se, o máximo possível,
da realidade, ou seja, estar dentro das reais situações do cargo e
função. As condições de execução são os parâmetros para o objetivo e
realismo da metodologia do treinamento.
C) Padrão Mínimo:
Este é o fator que discrimina, ao segurança, o que lhe é exigido
para caracterizar ou demonstrar a aquisição do conhecimento,
habilidade e/ou destreza. Padrão mínimo é o elemento de verificação,
sendo o critério de avaliação do desempenho individual. O objetivo
individual é o verdadeiro parâmetro para que se saiba se o segurança
realiza, ou não, sua tarefa a contento.
Na realidade, para cada assunto, cada situação, deve-se ter um
objetivo individual atingido.
Sobe
Exemplo:
Matéria: Controle de Acesso
Assunto: Identificação de documento.
Tarefa: Identificar visitantes para adentrar na empresa
Objetivo: Comparar a fotografia, via documento confiável,
carteira de identidade, com a pessoa.
Condição de Execução: O segurança estará em uma portaria
simulada, com pessoas à sua volta circulando, deverá realizar a
identificação.
Padrão Mínimo: Realizar a identificação, comparando a
fotografia, somente da carteira de identidade, no prazo máximo de 45
segundos.
O quadro acima é só um exemplo, mas demonstra com clareza as metas a
serem atingidas, tanto pelo segurança, como pelo instrutor. Se
conseguirmos estabelecer os objetivos individuais para cada tarefa
básica que o homem terá que desempenhar, teremos um excelente meio
para controlar sua ação, proporcionando um eficaz sistema de
correção da sua conduta.
O desempenho ideal é aquele em que o homem adquire reflexos
condicionados para respostas a determinadas situações e só é
possível esta aquisição quando se executa a tarefa continuadamente.
Somente após a aquisição do padrão mínimo é que o homem de segurança
estará formado e preparado para sua função.O nível do padrão mínimo
dependerá, exclusivamente, da filosofia da empresa na aquisição de
condutas e procedimentos.
A instrução individual é a primeira fase da formação do homem de
segurança. Em artigos posteriores trataremos da segunda fase que é o
treinamento coletivo, dentro da sua equipe, no conjunto, e não mais
no comportamento isolado.
O Crime de dentro para fora
Muitos não sabem ou não acreditam, mas o excesso de confiança pode
acarretar muitos prejuízos
No deslinde de crimes patrimoniais já não causa mais surpresa a
participação de pessoas estreitamente ligadas às vítimas, sejam
empregados domésticos ou funcionários antigos e insuspeitos que,
valendo-se das informações obtidas pela confiança neles depositada,
atentam contra seus bens. Em outras oportunidades, fazendo uso de
seus cargos, atacam o patrimônio dos clientes de seus empregadores.
Estando à frente da 4ª Delegacia da Divisão de Investigações Sobre
Crimes Patrimoniais do DEPATRI há quase três anos, e tendo atuado em
inúmeros fatos delituosos dessa natureza, passo a relatar
sucintamente, e até mesmo sem ordem cronológica, algumas
investigações versando sobre furtos, roubos e estelionatos que
resultaram na descoberta de que "a culpa era do mordomo".
Sobe
O furtador que abusa da confiança
1- Crime de repercussão, que extrapolou nossas fronteiras, foi
o caso do golpe praticado contra uma agência de uma grande
instituição bancária, localizada no interior do Estado, que teve
como mentor o próprio gerente e que resultou em um prejuízo acima de
R$ 150 milhões. Todos os envolvidos foram presos e condenados;
2 - A investigação sobre a subtração de quase um milhão de
tíquetes-leite, do interior de um órgão do governo estadual,
resultou na descoberta de que um dos autores do delito foi um
ex-vigilante que lá prestava serviços através de uma empresa
contratada;
3 - A enfermeira-chefe do setor de radiologia de um grande hospital
público foi presa em flagrante subtraindo remédios do seu próprio
setor de trabalho;
E houve ainda os casos do gerente de uma oficina de "karts" que
tinha em depósito na sua casa cinco veículos furtados da empresa; do
zelador de uma malharia, com mais de 30 anos de casa, que todos os
fins-de-semana vendia tecidos a compradores habituais, sendo preso
quando realizava mais uma venda.
O mentor do roubo travestido de funcionário
1 - Em menos de 36 horas foram presos todos os
integrantes de uma quadrilha que roubou caminhão e medicamentos de
um órgão público municipal, sendo a carga totalmente recuperada. O
idealizador do roubo, também preso, foi um ex-funcionário municipal,
que trabalhara no próprio setor atacado, e que já havia sido
demitido a bem do serviço público;
2 - O segurança de uma casa noturna da moda, em São Paulo, em
conluio com três indivíduos, deixou aberto o cadeado do portão
lateral do imóvel. Após dominarem diversos empregados, os meliantes
carregaram o cofre que, após a prisão de todos, foi localizado
dentro de um córrego da zona sul da cidade;
3 - Uma churrascaria foi assaltada por uma quadrilha num dia e
horário que somente funcionários poderiam saber que a casa mantinha
maior volume de dinheiro. Esclarecido o crime, um ex-garçom foi
identificado como um dos autores.
O fraudador infiltrado
1 - Uma empresária através de um produto bancário denominado
"home-banking", transferiu fraudulentamente dinheiro da conta de um
jornalista para outras três contas de pessoas as quais induziu a
erro. Quando os fatos foram esclarecidos, apurou-se que a indiciada
tivera no passado um vínculo profissional com a vítima;
2 - Uma dentista de Niterói consultou uma prestadora de serviços de
cartão de crédito através do fone 0800. Atendida pela operadora,
forneceu seus dados cadastrais e números de suas contas bancárias.
Foi o suficiente para que essa funcionária desonesta, em parceria
com o namorado, urdisse um plano para fazer a vítima trocar sua
senha bancária, e transferisse R$ 80 mil para uma conta falsa em São
Paulo. O namorado foi preso em flagrante no momento em que sacava o
dinheiro;
3 - O contador de uma grande empresa de segurança, aproveitando-se
do grande número de funcionários da empresa, por volta de 400,
elaborava duas folhas de pagamentos diferentes, ou seja, na via que
ia para o banco para serem efetuados os créditos nas contas dos
funcionários constavam pelo menos cinco ex-empregados. Na via
arquivada na empresa, alguns funcionários tinham seus rendimentos
acrescidos de forma fictícia criando assim diferença de valores que
na via bancária eram endereçados aos "fantasmas". Os saques eram
feitos pelo próprio contador que ficava com os cartões bancários dos
empregados demitidos.
Sobe
Crimes hediondos e traumáticos
O "crime de dentro para fora" atinge muitas vezes as
raias da crueldade e são praticados com requintes de perversidade. A
mídia notificou exaustivamente os crimes dos jardineiros que
atacaram e mataram uma artista plástica e uma estudante, ambos
ocorridos na zona sul de São Paulo, sendo que o primeiro caso
tratou-se de um latrocínio - matar para roubar - e o segundo teve
conotação passional. E também o crime praticado pelo ex-segurança de
um comerciante que, após seqüestrar seu filho, um menino de apenas
oito anos, o matou fria e covardemente. Mais recentemente, no
município de Vargem Grande Paulista, uma senhora de oitenta e três
anos de idade foi estuprada pelo próprio genro. Revoltada, fez
questão de dar publicidade ao crime do qual fora vítima.
Manoel Camassa é Delegado de Polícia Titular da 4ª Delegacia da
Divisão de Crimes Contra o Patrimônio do Depatri.
Atenção e Treinamento
Estar atento a tudo o que ocorre ao nosso redor e treinar as
equipes de segurança para enfrentar diversas situações é um meio
eficaz de proteger nosso patrimônio e o da empresa para a qual
trabalhamos.
Nós, profissionais de segurança, devemos estar sempre atentos a tudo
o que ocorre à nossa volta e também no mundo. Aquela notícia de que
alguém, em qualquer parte do nosso planeta, praticou algum tipo de
incoerência seja ela qual for, será lida, ouvida, etc. e com certeza
imitada ou até mesmo "melhorada".
Cabe ao profissional da nossa área perceber o que pode influenciar
na "vida" cotidiana de sua empresa. O que estou dizendo fica um
pouco difícil de definir, mas muito fácil de exemplificar, então
vejamos:
Aquele show que acontecerá no final de semana no estádio de futebol
que está situado no bairro da nossa empresa é, quase sempre, um
motivo para que fiquemos preocupados e, com certeza, deveremos
adotar medidas preventivas objetivando diminuir aquele risco que
identificamos como possível.
Outro exemplo que vivenciamos é aquela greve de motoristas e
cobradores de ônibus ou metrô que pode ter seus efeitos minimizados
se acompanharmos o movimento sindical e nos prepararmos,
antecipadamente, para a greve que está para ocorrer.
Os exemplos seriam muitos e a experiência profissional faria com que
muitos de nós até escrevêssemos livros sobre o assunto ou
passássemos horas contando nossos casos...
Fato é que tudo o que movimenta o mundo à nossa volta tem, de uma
maneira ou de outra, correlação com o mundo da segurança e da nossa
empresa.
Os jornais noticiaram maciçamente as alterações do código de
trânsito que, diga-se de passagem, traz uma grande evolução para a
segurança no trânsito, mas também alguns pontos que deverão ser
rediscutidos muito em breve, acredito.
Cabe a nós, não só nos exemplos citados acima, nos anteciparmos e
estarmos preparados para a grande diversidade de situações que
enfrentamos e um caminho do qual faço muito uso é o treinamento.
Resgatando o exemplo do código de trânsito, praparei uma síntese das
novas normas e após estudá-la, repassei seus principais pontos com o
meu pessoal a fim de que tivéssemos o mínimo de problemas possível
em relação ao mesmo.
Sobe
Planejamento Estratégico em Segurança Empresarial
Definição da filosofia e política de segurança da Empresa
Qualquer tipo de planejamento, realizado no nível institucional da
empresa, recebe o nome de planejamento estratégico. Os dirigentes
das empresas estão hoje em dia focados em administrar as incertezas,
estas geradas pelos incontroláveis e imprevisíveis fatores externos
ao seu ambiente.
O lucro de uma empresa não é considerado como causa, mas sim uma
conseqüência - resultado do desempenho da empresa em marketing,
inovação e produtividade. É um resultado necessário, a serviço de
funções econômicas essenciais. O lucro é o primeiro teste do
desempenho - o único teste eficaz, que uma empresa possui para poder
mensurar o resultado.
A segurança entra como uma das ferramentas que vai ajudar a
sustentar este desempenho. A segurança empresarial hoje tem por
função ajudar a cumprir as obrigações e metas pré-definidas,
integrada e afinada com a missão da empresa.
Dentro desse enfoque é que o departamento de segurança possui também
seu próprio planejamento estratégico. É uma abordagem global
envolvendo toda a empresa, como sistema integrado de recursos,
capacidades, potencialidades, e sobretudo, a segurança precisa
utilizar decisões baseadas em julgamento, em vez de decisões
baseadas em dados.
O planejamento estratégico em segurança empresarial deve possuir as
seguintes características:
- é projetado a longo prazo, pelo menos em termos de efeitos e
conseqüências;
- está voltado para as relações entre a empresa e seu ambiente,
sujeito portanto às incertezas a respeito dos riscos de seu ambiente
externo e interno;
- envolve a empresa como um todo, abarcando todos os seus
recursos, no sentido de obter um efeito sinérgico de todas as
capacidades e potencialidades da empresa.
Sobe
O planejamento estratégico em segurança envolve um comportamento
global e sistêmico. Este nível de planejamento não se preocupa em
antecipar decisões a serem tomadas no futuro, mas sim em considerar
as implicações futuras de decisões que devem ser tomadas no
presente.
O planejamento estratégico em segurança procura especificar como
fazer para alcançar seus objetivos. Trata-se de estabelecer o que a
empresa deve fazer antes da necessária ação.
A elaboração do planejamento estratégico em segurança exige duas
etapas básicas:
1) Análise da Cultura Existente na Empresa;
2) Elaboração da Política e Filosofia de Segurança - Missão da
Segurança Empresarial.
O planejamento estratégico em segurança é o primeiro passo que
qualquer homem de segurança deve exigir de sua alta gestão para que
possa de fato e de direito implantar um verdadeiro SIS - Sistema
Integrado de Segurança, com o objetivo de otimizar os recursos e
cumprir suas metas de redução das ameaças que estão atrapalhando as
metas empresariais: Lucratividade e Competitividade.
"Quando o Estrategista Erra, o Soldado Morre" (Lincoln)
Nada de mais objetivo e prático significa a importância do
planejamento estratégico como esta frase de Lincoln, quando foca que
o estrategista é a peça fundamental para que os soldados possam
chegar à vitória. Ou seja, se a área de segurança não tiver uma boa
definição de sua missão e uma política bem definida e clara, como
que o departamento de segurança vai conseguir planejar suas táticas?
Com base em quais objetivos? Daí a relevância de se possuir uma
política bem clara e aceita pela alta gestão.
No Brasil, eu, em quase dez anos de consultoria, vi somente quatro
empresas com políticas formalizadas e difundidas. Mesmo as
multinacionais, embora possuam diretrizes de fora, não foram
tropicalizadas integralmente.
Sobe
Análise da Cultura Existente na Empresa
Toda organização possui características diferenciadas
que fazem com que a implantação de uma política em segurança assuma
formas e conteúdos não-padronizados. Pessoas diferentes, formas
diferentes de ver os problemas, histórias próprias, "regras do jogo"
específicas, como por exemplo, quem manda e como realiza o processo
decisório.
Todas estas características são importantes para que a política de
segurança esteja bem integrada com a cultura da empresa. É
impossível implantar uma política de segurança quando esta entra em
choque com a cultura empresarial existente. Por essa razão é
necessário realizar um sobre vôo dentro da empresa, antes de sugerir
ou assessorar a alta gestão na formulação da política de segurança.
Este é um dos principais erros que a segurança no Brasil comete.
Pois como não há uma política bem definida e principalmente
formalizada, a segurança fica sendo quase como imposta, ou seja,
acaba caindo logo em descrédito ou acaba, como se diz no linguajar
burocrático, indo para a "sexta gaveta", o limbo.
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