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Segurança do trabalho

 

Segurança no Escritório 

Fator Humano

Acidentes & Prevenção

Segurança no Lar

Acidentes no Trânsito 

Dicas de Ergonomia 

Lesões por Esforços Repetitivos

Acidentes - Investigar Porque?

Prevenir Incêndios é tão importante quanto saber apagá-los


Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo

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Guia de Produtos Químicos

Fichas Técnicas

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Proteção Auditiva - Apresentação em PowerPoint


 

Segurança no Escritório

A - Objetivos

Todo programa de segurança tem pelo menos três objetivos :

  • Proteger a saúde do funcionário .

  • Proteger o patrimônio do empregador, que é a fonte de obtenção de retorno econômico da empresa.

  • Assegurar que o trabalho do funcionário que é a contrapartida do salário recebido não tenha sua eficiência afetada por acidentes .

O potencial de acidentes pessoais e danos à propriedade nos escritórios é muito menor que o de uma área de manufatura. Entretanto esta não seria uma argumentação para dedicar menor ênfase a um programa preventivo de segurança, pois uma perna quebrada no escritório afeta o indivíduo da mesma maneira que se a quebrasse em qualquer outro lugar.

Os funcionários dos escritórios necessitam estar bem orientados para agir em situações de emergência, como eliminar condições inseguras, como tornar as estações de trabalho efetivas de maneira a não ultrapassarem as limitações do corpo humano e como controlar os fatores ambientais envolvidos no ambiente do trabalho.

NOTA - o termo escritório, aqui utilizado, é muito abrangente sendo que os conceitos a ele associados podem ser utilizados em escolas, bibliotecas, igrejas, escritórios de empresas etc.

B - Responsabilidades

Ao contrario do que muitas pessoas pensam a responsabilidade pela implementação e execução de um programa de segurança não é só da CIPA (quando existente), todos devem ser responsáveis: Diretores; Gerentes; Supervisores; Auxiliares etc.

C - Etapas

Um programa eficaz de segurança nos escritórios deve abordar alguns itens básicos e outros específicos de cada localidade.

 Sobe 

Planos de Ação para Emergências

Tais planos tem por objetivo minimizar a gravidade de situações adversas criadas por eventos inesperados ou previsíveis. Como exemplo podemos citar: incêndios; inundações; desmoronamentos; terremotos; explosões etc.

Infelizmente a eficácia destes planos depende de algo que "entra em choque" com o temperamento de grande parte dos latino-americanos PLANEJAMENTO. Planejamento é a antítese do tão conhecidos slogan " time que está ganhando não se modifica".

Equipes de emergência devem ser organizadas com funcionários dos escritórios e treinadas teoricamente e praticamente.

Alguns pontos de ênfase (dentre outros):

  • Rotas de fuga - ponto de encontro e contagem de funcionários

  • Métodos de evacuação, sistemática de comunicação com Bombeiros ou Resgate.

  • Primeiros socorros a feridos e métodos de remoção dos mesmos.

  • Uso de extintores e hidrantes.

  • Ameaças de bombas.

  • Proteção de informações criticas da empresa etc

    Sobe

Segurança em sistemas elétricos

Hoje com a utilização crescente de equipamentos elétricos eletrônicos, o dimensionamento e manutenção de sistemas elétricos tornam-se cada vez mais críticos. No Brasil é comum a utilização de uma única tomada para a instalação de diversos equipamentos e com conseqüente sobrecarga dos circuitos. Vários eventos perigosos podem originar desta situação: incêndio; choques elétricos, curto circuitos etc.

O programa de segurança deverá prever:

  • Utilização de tomadas adequadas e aterradas para cada equipamento.

  • Não permitir a passagem de extensões elétricas em baixo de carpetes.

  • Não permitir o uso de equipamentos sem o devido aterramento.

  • Verificar se no local existe um quadro de disjuntores identificados por setores.

  • Testar periodicamente os disjuntores verificando se ao serem manualmente desligados desativam o setor esperado.

  • Não instalar novos equipamentos sem que um técnico verifique suas características em relação ao sistema elétrico existente.

  • Funcionários de escritórios nunca devem tentar fazer reparos em equipamentos elétricos.

Ergonomia

Ciência também conhecida como engenharia de fatores humanos é utilizada para adaptar a maquina ao homem. Com o advento dos computadores, os funcionários de escritórios passaram a desenvolver atividades limitadas a movimentos repetitivos e com utilização de apenas alguns sistemas do organismo humano. Tal pratica tem dado origem a lesões e doenças profissionais.

O programa de segurança nos escritórios deverá abordar pontos como:

  • Escolha de estações de trabalho adequadas para cada tipo especifico de trabalho e segundo o biótipo do funcionário.

  • Verificação das estações de trabalho já existentes segundo o item anterior.

  • Estipular interrupções periódicas ( segundo normas vigentes) para trabalhos repetitivos.

  • Treinamento de relaxamento para todos os funcionários, em função do tipo de trabalho e em função da duração do trabalho.

Controle as condições ambientais

Esta parte do programa de segurança tem por objetivo assegurar o conforto dos funcionários e remover poluentes do local de trabalho. Quando o ambiente do escritório apresenta se muito frio ou muito quente, excessivo nível de ruído, contaminado com fumaça de cigarro ,odores ou microorganismo, ele torna-se agressivo à saúde e ao estado emocional dos funcionários e conseqüentemente reduzindo a eficiência do trabalho.

 

Exemplo de algumas fontes de poluentes em escritórios:

  • Vapores e gases oriundo de maquinas copiadoras;

  • Gás liquefeito de petróleo proveniente de mini cozinhas;

  • Emanações de substancias químicas usadas na cola de carpetes;

  • Monóxido de carbono proveniente de cigarros;

  • Emanações conduzidas de outras áreas de atividade por meio do sistema de ar condicionado;

  • Microorganismos oriundo de pessoas gripadas etc.

    Sobe

Avaliações

O programa de segurança nos escritórios para ser efetivo deve contar com verificações rotineiras que permitam avaliar "riscos e condições perigosas ou de risco" que possam surgir no ambiente do trabalho e isto pode ser obtido por meio de :

  • Inspeções semanais onde podem ser verificados: acesso a extintores; validade de carga dos extintores; situação de saídas de emergência ( é muito comum encontrarmos saídas de emergência obstruídas por material de escritório etc); presença de material inflamável; presença de quantidade anormal de material combustível etc.

  • Auditorias mensais onde deve ser feita uma avaliação mais detalhada com participação de um maior número de funcionário.

  • Auditorias semestrais, normalmente deveriam ser conduzidas pelo executivo de maior nível , sendo aproveitada esta ocasião para estender a inspeção para todo o edifico e sistemas auxiliares como, elevadores, ar condicionado, água potável etc.

Gerenciamento do "stress"

Finalmente um programa de segurança eficaz deverá acessar fatores que eventualmente possam vir a prejudicar o equilíbrio emocional dos funcionários resultando em diminuição da eficiência do trabalho.

Considerando-se apenas fatores internos e não considerando a parte salarial da relação entre empregador e funcionário, algumas causas comuns do "stress" são :

  • Falta de definição da função; inexistência de políticas definidas e claras.

  • Instruções confusas e não objetivas.

  • Falta de entendimento das metas e objetivos da empresa

  • Falta de programa de treinamento.

  • Não participação do funcionário em decisões que o afetam diretamente.

  • Ausência de um procedimento objetivo de avaliação de desempenho.

  • Ausência de planos de carreiras ou progresso pessoal.

Muitos níveis hierárquicos e falta de liderança de gerentes e supervisores etc.

Sobe

Fator Humano

"Um mecânico de manutenção acionado para reparar uma bomba de número 8, em uma unidade com 12 bombas de uma planta petroquímica, se enganou e iniciou a desmontagem da bomba de número 8 A."

 

As conseqüências foram graves queimaduras por fluído térmico que estava a alta temperatura. Embora pareça impossível, o acidente acima realmente aconteceu.

Como poderíamos classificar tal erro?

 

Certamente assumir que o mecânico não prestou atenção ou não estava devidamente treinado são conclusões precipitadas e desprovidas de fundamento técnico.

 

A situação acima descrita é típica do que hoje denominamos "situação de indução ao erro" ,

 

Em uma situação de indução ao erro, diversos fatores contribuem para que a pessoa faça a opção incorreta e cometa o erro. As estatísticas   indicam que cerca de 80% dos acidentes na industria química são causados por este tipo de situação.

 

Situações de indução ao erro são previsíveis e  evitáveis!

 

Alguns dos fatores que contribuem para tais situações são:

  • Inexistência de procedimentos falhos ou inexistentes; falha em seguir procedimentos por estarem em formato ou linguagem confusa.
  • Falha de comunicação: manutenção e produção falam linguagens diferentes; a troca de turnos e feita sem a qualidade e quantidade de detalhes necessários; instruções dadas em "mão única" sem a necessária checagem da compreensão etc.
  • Equipamentos impropriamente identificados (pratica de usar letras para identificar a bomba reserva, 8 A reserva da 8); pintura de identificação deteriorada etc.
  • Treinamento inadequado - funcionários aprendem com outros funcionários e não por meio de instruções previamente elaboradas e testadas.
  • Conflito de interesses: produção tem uma demanda a manutenção outra diferente, a segurança fica entre os dois e os trabalhadores ficam confusos.
  • Equipamentos deficientemente projetados e contrariando o estereótipo; automação excessiva com múltiplos alarmes e sinalização que extrapolam a capacidade de avaliação do operador etc.

    Sobe

Medidas preventivas

  • Na fase de detalhamento do projeto, promover revisões visando identificar eventuais "situações de indução ao erro". Eliminar uma "situação de indução ao erro" na fase de projeto e muito mais efetivo sob o ponto de vista custo que repara-la no futuro.
  • Elabore projetos levando em consideração futuras necessidades de manutenção, acesso para reparos e sistema de identificação de equipamentos.
  • Incluir mecânicos e operadores na equipe de revisão de novos projetos.
  • Estabeleça uma equipe de elaboração e revisão de procedimentos. Teste os quanto a aplicabilidade, compreensão e entendimento.
  • Na fase de projeto certifique-se de que o estereotipo não está sendo contrariado e que a automação não está desconsiderando as limitações humanas.
  • Utilize programas como STOP (pare, observe, pratique) e STAR (pare, pense, aja, revise), pois desenvolvem a capacidade imaginar potenciais "situações de indução ao erro" antes que as mesmas ocorram.

Finalmente resta lembrar que "situações de indução ao erro", são insidiosas, pois os fatores que as desencadearam muitas vezes ficam encobertos e são de difícil identificação.

Sobe

Acidentes & Prevenção

ACIDENTE 

Muitas são as definições de acidente, e variam segundo o enfoque: legal, prevencionista, ocupacional, estatístico, previdenciário etc. 

 
Uma definição abrangente e genérica apresenta o seguinte enunciado: 

ACIDENTE é um evento indesejável e inesperado que produz desconforto, ferimentos, danos, perdas humanas e ou materiais. 

 

Um acidente pode mudar totalmente a rotina e a vida de uma pessoa, modificar sua razão de viver ou colocar em risco seus negócios e propriedades. 

 

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o acidente não é obra do acaso e nem da falta de sorte. 

 

Denomina-se SEGURANÇA, a disciplina que congrega estudos e pesquisas visando eliminar ou reduzir os efeitos de fatores perigosos que conduzem ao acidente. 

 
Seu campo de atuação vai desde uma simples residência até complexos conglomerados industriais. 

 

Sob o ponto de vista dos especialistas em Segurança, os acidentes são "causados" por fatores conhecidos, previsíveis e controláveis. 

 

Fatores determinantes do acidente

Milhares podem ser as causas de um simples acidente, entretanto todas elas podem ser agrupadas em duas categorias: 

·        Condição Insegura  

·        Ato Inseguro

Sobe

As pessoas reconhecem com maior facilidade as "condições inseguras", que os "atos inseguros". 

 

Um indivíduo ao abalroar o veiculo que vai a sua frente, facilmente atribuirá a causa do  acidente a: defeito nos freios; parada brusca do veiculo dianteiro; pista molhada etc. Este mesmo indivíduo terá muita dificuldade em admitir que a causa foi um "ato inseguro" decorrente de não ter mantido a mínima distancia necessária, em relação ao veiculo da frente, para uma parada de emergência. 

 

Estatisticamente sabe-se que os "atos inseguros" são responsáveis por mais de 90% dos acidentes das mais diversas naturezas. 

 

Uma "condição insegura" normalmente é o resultado do "ato inseguro" de alguém ao longo do desencadeamento do acidente. 

 

A implosão parcial de um shopping center, devido ao vazamento de GLP, é o resultado de uma "condição insegura" criada pelo "ato inseguro" daqueles que não deram tratamento técnico adequado ao projeto e ao local. 

 

O ato inseguro normalmente decorre de situações tais como: 

  • excesso de confiança . 
  • agir sem ter conhecimento especifico do que está fazendo .
  • não valorizar medidas ou dispositivos de prevenção de acidentes .
  • exceder limites de : maquinas, veículos ou do corpo humano .
  • uso de veículos para fins de demonstração e não transporte .
  • imprudência e negligencia . 
  • improvisações. 

No Brasil os acidentes nas rodovias, são causadores de milhares de mortos e feridos vindo a seguir acidentes na construção civil e na industria.

 

Nos países desenvolvidos medidas preventivas e de segurança de caráter  individual ou coletivo, são aplicadas e praticadas pela a maioria de seus cidadãos, ao passo que nos países em desenvolvimento ainda são largamente inexistentes ou ignoradas. 


Em alguns destes países a legislação apresenta alguns absurdos como compensação monetária pela exposição ao risco (periculosidade, insalubridade), fazendo com que empregados e empregadores concentrem suas atenções no "custo" da exposição e não na eliminação da mesma. 

Sobe 

Fatores limitantes da conscientização em Segurança

  • Baixa valorização da vida - a morte por acidente é tão freqüente, que consiste fato natural. 
  • Legislação deficiente omissa, burocratizante e fiscalização inexistente ou corrupta .
  • Baixo nível cultural e alto nível de crença no inevitável e na comunicação com  "mundo divino" .
  • Alto grau de confiança - nada vai dar errado e no final tudo dá certo .
  • Visão obtusa - usa o cinto de segurança apenas para evitar ser multado. 
  • Baixo grau de expectativa - o indivíduo mora em uma favela e sobrevive diariamente a balas perdidas, como irá exigir um dispositivo de segurança para reparar uma janela a 100 metros de altura. 
  • Baixo grau de planejamento - só sobra tempo para fazer o que dá dinheiro. 
  • Falta de recursos monetários - os recurso são suficientes só para a gasolina, e não sobram para a manutenção do carro. 
  • Governantes e órgãos responsáveis por segurança não possuem credibilidade - tradicionalmente demonstraram incompetência e baixo nível técnico. 
  • Mentalidade empresarial obtusa - os recursos devem ser canalizados para atividades diretamente produtivas. 
  • Mentalidade empresarial irresponsável - fica mais barato não fazer nada e gastar só quando algo acontecer. 

CONCEITOS  DE SEGURANÇA QUE JÁ  SALVARAM  VIDAS

 

Reconheça suas limitações: 

Não tente realizar um trabalho para o qual você não está qualificado. A faltade conhecimentos e o "jeitinho" podem trazer conseqüências lamentáveis.

 
Seu corpo também tem limitações, ele só pode alcançar até determinada altura e levantar determinado peso.

 

Leia os manuais antes de operar alguma máquina.  Entenda a intenção do fabricante de determinado dispositivo e para que e dentro de que limites foi projetado para atuar. Os manuais não foram feitos para serem usados só em caso de dúvidas e sim permitir a correta utilização de determinado dispositivo. 

 

Use ferramentas apropriadas: 

Cada ferramenta tem limitações e um propósito específico de utilização. As ferramentas e maquinas têm uma maneira inesperada e violenta de protestarem quando ao seu uso inadequado. 

 

Use o método apropriado: 

NÃO UTILIZE  IMPROVISAÇÕES. 

Siga regulamentos, sinalizações e instruções, pois foram idealizadas para protege-lo. Um sinal de "pare", pode indicar que naquele local muitas pessoas já se acidentaram. 

 

Use bom senso e moderação: 

Existe uma grande diferença entre eficácia e pressa. Um ritmo consistente e progressivo permitirá atingir os objetivos a médio e longo prazo. 

 

Haja e pense como "humano", não permita que o instinto "bestial" prevaleça. 

 

Seu novo carro não lhe dá o direito de desrespeitar as leis, sinalizações e o direito das outras pessoas. 


Seu problema sexual, salarial, ou conjugal nada tem a ver com a velocidade de seu veículo. 

 

Valorize sua vida e a dos outros: 

Provavelmente você encontrará boas razões para continuar vivo. Diminuir a velocidade de seu carro e aumentar o tempo de viagem em 10 minutos lhe permitirá ouvir mais duas músicas.

Sobe

Segurança no Lar

Introdução

Nosso  lar deveria ser o local mais seguro de nosso meio ambiente, entretanto a falta de cuidado e atenção fazem que seja transformado em um dos locais mais perigosos.

 

Estatísticas de acidentes compiladas nos Estados Unidos indicam que acidentes fatais no lar são mais freqüentes do que imaginamos.

 

#    números estes expressos como percentual do número total de acidentes fatais na América.
 

quedas

28%

queimaduras 

19%

envenenamento

17%

choques

14%

asfixia

6%

outros

16%

 

Nossas casas podem virar verdadeiras armadilhas quando não damos a devida  atenção a determinados detalhes de sua construção ou de sua mobília. 

 

Escadas são projetadas não considerando a presença de crianças e nem que os habitantes da casa irão envelhecer. Daí a razão que as quedas, mesmo em  paises desenvolvido, são repensáveis pelo maior número de acidentes no lar que resultam em fatalidades.

 

Em um  lar comum  uma infinidade de substancias químicas são usadas e manipuladas e sobre as quais quase nada sabemos, e  por esta razão na maioria das vezes são tratadas e utilizadas como substancias inofensivas.

 

Um simples armário pode apresentar uma concentração de material químico por metro quadrado, as vezes maior que o encontrado em muitas industrias. 

 

Nas industrias as substancias químicas são conhecidas por seus nomes e características, sendo suas propriedades estudadas para que possam ser manipuladas com segurança evitando assim o acidente. Entretanto o mesmo não ocorre em nossos lares pois as substancias químicas são introduzidas por meio de produtos com nomes que representam as marcas dos fabricantes. Tais marcas estão unicamente ligadas à ação que o produto exerce (detergente, removedor, amaciante etc) e não às suas propriedades, por esta razão o aspecto preventivo ao mal uso é totalmente ignorado.

Sobe

 Algumas substancias químicas que estão presentes em nosso lar:

·        Detergentes que lavam mais branco possuem em sua composição: soda caustica, ácidos graxos, fosfatos, cloro. 

·        Desinfetantes e limpadores: ácido clorídrico, amônia.

·        Álcool,vinho,wisky,aguardente : álcool etílico.

·        Refrigerantes : ácido fosfórico 

·        Desodorantes: tetracloroidróxido de alumínio; estearato.

·        O agradável pinho silvestre pode conter: amônia e compostos benzênicos.

·        Inseticida "spray" que mata todos os insetos: ésteres ácidos como: permetrina, piridina.

·        Perfumes e loções - encobertos pelo agradável aroma poderão ser encontrados: derivados cianídricos; derivados benzênicos, tolueno.

 

Todas estas substancias químicas quando manuseadas e utilizadas com critério contribuem para o bem estar e conforto do ser humano entretanto quando utilizadas ou consumidas sem as devidas precauções, tornam-se potentes agentes danosos à saúde de seres humanos e animais. 

 

A seguir você saberá onde estão os principais riscos de nossa casa, avalia-los, pensar a respeito e decidir por evitar acidentes com seus familiares. Também conhecerá algumas “dicas” que já  SALVARAM VIDAS.

Avaliando os riscos

Crianças aprendem por imitação e podem aprender coisas perigosas da mesma maneira que coisas úteis, nos primeiros anos de vida não fazem distinção entre uma coisa e outra.

Este fato seria uma boa razão para que adultos evitassem fazer na presença de crianças coisas que não gostariam que elas imitassem (tomar remédios, fumar, colocar objetos estranhos na boca etc.).

No lar existem muitas possibilidades das crianças encontrarem objetos que não foram feitos  para serem manipulados por elas, principalmente porque nossas residências não são projetadas levando em conta a presença de crianças e nem de idosos.

Sobe

Onde estão os riscos?

Cozinha - apresenta um grande potencial de acidente principalmente em razão de ser o local onde as pessoas permanecem a maior parte do tempo durante o período em que a criança está acordada e por concentrar: chama; temperatura; eletricidade, equipamentos rotativos, dispositivos cortantes etc. Normalmente os adultos neste local estão ocupados, preparando alimentos com horário determinado para ficarem prontos, e deixam a criança livre para exercer sua criatividade exploratória.

Dispensa e área de serviço - neste local existe muito material atraente às crianças pelas cores, formato das embalagens e boa sensação ao toque. Caixas de detergentes com cores e desenhos vivos, desinfetantes com aroma atraente e muitas vezes condicionantes, garrafas de desinfetantes transparente e revelando um liquido semelhante ao leite, esponjas macias e ótimas para coçar as gengivas etc.

Banheiros - normalmente neste local são guardados os remédios da residência. Remédios particularmente são atrativos para as crianças pelas cores e formatos e fáceis se serem colocados na boca, no nariz e nos ouvidos.

Animais - os animais conhecem as crianças, porém as crianças não conhecem as reações dos animais. O cãozinho mais dócil irá dar uma mordida quando seu olho for apertado.

Sobe

Um pouco de estatística

Nos Estados Unidos:

  • Acidentes são a principal causa de morte de crianças, evidentemente que no Brasil é a subnutrição. 
  • Acidentes com crianças no lar produziram 10.4 milhões de atendimento em emergência. 
  • Anualmente 8.000 crianças sofrem fatalidades, e 50.000 invalidez permanente por acidentes possíveis de serem evitados. 
  • Nove dentre 10 acidentes no lar são evitáveis.

A única maneira de evitar o acidente é a prevenção pelo conhecimento e controle dos riscos.

 

A falta de tempo ou interesse dos pais em dedicar atenção ao aspecto segurança de seus lares poderá resultar em um acidente que poderá comprometer o futuro da criança.

 

Algumas dicas de prevenção

·        Não tome medicamentos na frente das crianças.

·        Mantenha todo medicamento em reservatório fechado.

·        Não coloque canetas, lápis na boca na presença de crianças.

·        Não compre brinquedos que possibilitem o desmonte em partes pequenas. Inspecione com freqüência o estado dos brinquedos.

·        Coloque protetores em todas as tomadas elétricas da casa. Evite que a criança tenha acesso a qualquer objeto metálico pontiagudo.

·        Elimine o uso de abajures em cima de mesas e que estejam ao alcance das mãos da criança.

·        Não deixe bocais de lâmpadas sem as mesmas.

·        Não permita que a criança brinque com botões de televisores ou aparelhos de som.

·        Evite que a criança tenha acesso à cozinha, principalmente durante as horas em que estão sendo preparados os alimentos.

·        Mantenha panelas com os cabos voltados para a face interna do fogão.

·        Só use liquidificadores, torradeiras longe da presença de crianças.

·        Mantenha facas e garfos em gaveta fechada e fora do alcance da criança.

·        Mantenha o cilindro de gás em compartimento ventilado e fora do alcance de crianças.

·        Mantenha cordões de cortinas a uma altura 1metro acima da altura da criança.

·        Mantenha todo material de limpeza trancado e fora do alcance de crianças.

Sobe

 

Acidentes no Trânsito 

No Brasil mais de 40.000 pessoas perdem a vida anualmente em acidentes de transito, porém acredita-se que estes números são maiores pois as estatísticas são falhas. Só nas rodovias paulistas em 2001 ocorreram 61.000 acidentes com 2.300 mortes e 23.000 pessoas gravemente feridas. Até 15 de fevereiro já morreram 703 pessoas nas rodovias federais, resultado de 13.400 acidentes.  Em todo o mundo o transito ceifa vidas, porém os números brasileiros são alarmantes e disparam na frente de qualquer pais do mundo. 

CAUSAS MAIS COMUNS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO

Erro humano, em todo o mundo, é responsável por mais de 90% dos acidentes registrados.

Principais imprudências determinantes de acidentes fatais no Brasil: por ordem de incidência:

  • Velocidade excessiva
  • dirigir sob efeito de álcool
  • distancia insuficiente em relação ao veiculo dianteiro
  • desrespeito à sinalização
  • dirigir sob efeito de drogas 

Fatores determinantes das imprudências:

  • impunidade / legislação deficiente
  • fiscalização corrupta e sem caráter educativo
  • baixo nível cultural e social
  • baixa valorização da vida
  • ausência de espírito comunitário e exacerbação do caráter individualista
  • uso do veículo como demonstração de poder e virilidade

ELEMENTO HUMANO NA DIREÇÃO

O veículo a motor, como qualquer outra máquina, exige que o ser humano esteja qualificado tecnicamente e mentalmente para opera-lo seguramente. 

 

O cidadão comum não dispõe de qualquer outra maquina ou dispositivo que lhe dê a sensação de tanto poder.

 

Um indivíduo com um carro importado de alto valor pode cometer todo tipo de infração apenas para satisfazer seu ego, ao passo que um indivíduo com carro velho e de baixo valor pode cometer os mesmos tipos de infrações também para satisfazer seu ego.

  • No mundo atual o veículo a motor é o meio mais barato e mais fácil que o cidadão comum possui para extravasar seu estado emocional, tanto para o bem como para o mal. Como nos países subdesenvolvidos ( até pela própria natureza de subdesenvolvimento) o número de pessoas dotadas de estado emocional voltado para ações negativas é muito grande, por esta razão o transito transforma-se em verdadeira carnificina.
  • A velocidade fascina o ser humano, a ponto de correr simplesmente pelo prazer de correr, mesmo que não tenha nenhum objetivo a ser atingido.

    Sobe

Tempo de Reação

Para que uma pessoa responda adequadamente a determinado estimulo, é necessário que esteja "alerta", caso contrário poderá causar um acidente. Este estado de "alerta" é afetado por muitos fatores, fazendo com que as pessoas respondam com maior ou menor rapidez em situações de emergências.

 

O intervalo de tempo entre o reconhecimento de uma situação perigosa e a ação de resposta a esta situação é chamado de tempo de reação, e depende da condição física e do estado emocional do indivíduo. 

 

O tempo médio de reação de uma pessoa jovem em bom estado de saúde é de aproximadamente 0,75 segundos. Este é praticamente o tempo que o cérebro necessita para processar as informações que está recebendo e definir uma ação.

 

Fatores que influenciam o tempo de reação:

  • Definitivos: idade, deficiência física ( visão, audição, paralisias etc.)
  • Temporários: enfermidades passageiras ( resfriado comum, dor de cabeça etc.) , álcool, drogas, medicamentos, estado emocional

ÁLCOOL E DROGAS - podem retardar consideravelmente o tempo de reação. As estatísticas americanas de acidentes no transito indicam que o álcool está envolvido em quase 50 % dos acidentes com mortes. Alguns especialistas indicam que dependendo da pessoa, apenas dois copos de cerveja podem fazer seu tempo de reação aumentar para 2 segundos.

ESTADO EMOCIONAL - também pode retardar os reflexos e o tempo de reação de um motorista. O indivíduo que trás para o volante suas preocupações de : emprego, salário, conjugais, e frustrações decorrentes de seu dia a dia, poderá alterar muito seu tempo de reação principalmente em função do baixo nível de concentração na atividade de dirigir.

Indivíduos imaturos também constituem um grupo de grande propensão para o acidente no transito uma vez que sua necessidade de auto-afirmação faz com que hajam impulsivamente e agridam e desrespeitem os direitos e a vida das outras pessoas. Este tipo de comportamento é altamente difundido no transito brasileiro.

 

Distância mínima necessária para parar um veículo com base no tempo de reação e na velocidade do veículo.

VELOCIDADE (km/h)

NORMAL

(0.75 segs.)

RETARDADO

(2 segs.)

 

DISTANCIA (m)

DISTANCIA (m )

50

10

28

80

16

44

90

18

37

100

20

41

110

22

45

120

25

66

 

Sobe

CONDIÇÃO PROVOCADA DE ACIDENTE INEVITÁVEL

Muitos indivíduos ao conduzirem seus veículos criam condições ideais e irreversíveis para que o acidente ocorra, isto normalmente ocorre em função da completa ignorância em relação aos fatores causadores dos mesmos. Usando a tabela acima facilmente identificaremos tais fatores que proliferam em grande intensidade nas rodovias e ruas brasileiras.

  • Reação normal + distancia incompatível com a velocidade - tornado impossível a parada de emergência, no momento necessário.
  • Reação retardada + não reconhecimento de tal situação + distância incompatível com velocidade. Parada impossível e situação irreversível.
  • Reação retardada + reconhecimento da situação + distância incompatível com a velocidade. Parada impossível.

No Brasil o número de acidentes causados pela imprudência dos motoristas, batendo na traseira do veiculo que vai a frente, é tão grande, que a jurisprudência considera quem bate atrás como culpado. A mídia está repleta de depoimentos de motorista causadores acidentes que afirmam que os "freios" de seu veículo não funcionaram a tempo de evita-lo.

 

PROCEDIMENTOS QUE JÁ SALVARAM MUITAS VIDAS

  • Jamais dirija após ingerir bebidas alcoólicas, - porém se desejar fazê-lo, reconheça que seu "tempo de reação" ficará alterado e, portanto procure dirigir em velocidades muito mais baixas do usual na via que estiver trafegando.
  • Não utilize drogas antes e nem durante a condução de veículos. Embora algumas drogas sejam usadas para estimular habilidades, com relação ao "tempo de reação" produzem efeito comprovadamente contrário.
  • Reduza a velocidade quando seu estado emocional estiver comprometido ou evite dirigir.
  • Mantenha sempre distancia de segurança em relação aos outros veículos.
  • Utilize sempre e adequadamente os dispositivos de segurança.
  • Respeite e procure entender a razão da sinalização de transito, isto poderá evitar um acidente.
  • Evite colocar - se em uma condição causadora de acidente.
  • Finalmente, considere que todo acidente pode e deve ser evitado.

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Dicas de Ergonomia 

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1 - De Olho no Conforto Visual! - Para garantir o conforto visual, mantenha seu monitor entre 45 e 70 cm de distância e regule sua altura no máximo, até sua linha de visão (Veja fig. acima). Isto pode ser feito através de um suporte de monitor, ou pela utilização de mesas dinâmicas. Sempre que possível procure "descansar" a vista, olhando para objetos (quadros, plantas, aquários, etc...) e paisagens a mais de 6 metros.

2 - Punho Neutro é fundamental! - Assim como a altura do monitor, a do teclado também deve poder ser regulável. Ajuste-a até que fique no nível da altura dos seus cotovelos. Durante a digitação é importante que o punho fique neutro (reto) como na figura acima. Mantenha o teclado sempre na posição mais baixa e digite com os braços suspensos ou use um apoio de punho!

3 - Pés bem apoiados! - É importante que as pessoas possam trabalhar com os pés no chão. As cadeiras devem, portanto, possuir regulagens compatíveis com as da população em questão. Para o Brasil, o ideal seria cadeiras com regulagem de altura a partir de 36 cm. Quando a cadeira não permite que a pessoa apóie os pés no chão, a solução é adotar um apoio para os pés, que serve para relaxar a musculatura e para melhorar a circulação sanguínea nos membros inferiores.

 

4 - Dê um descanso para as costas! - Com exceção de algumas atividades, as cadeiras devem possuir espaldar (encosto) de tamanho médio. Uma maior superfície de apoio, garante uma melhor distribuição do peso corporal, e um melhor relaxamento da musculatura. É recomendável ainda, que as cadeiras não tenham braços (o apoio deve estar nas mesas, para garantir um apoio correto) e o revestimento deve ser macio e com forração em tecido rugoso.

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Dicas Gerais

A - Iluminação - Para evitar reflexos, as superfícies de trabalho, paredes e pisos, devem ser foscas e o 

monitor deve possuir uma tela anti-reflexiva. Evite posicionar o computador perto de janelas e use luminárias com proteção adequada.

B - Cores - Equilibre a luminância usando cores suaves em tons mate. Os coeficientes de reflexão das superfícies do ambiente, devem estar em torno de: 80% para o Teto; 15 a 20% para o Piso; 60% para a Parede (parte alta); 40% para as Divisórias, para a Parede (parte baixa) e para o Mobiliário.

C - Temperatura - Como regra geral, temperaturas confortáveis, para ambientes informatizados, são entre 20 e 22 graus centígrados, no inverno e entre 25 e 26 graus centígrados no verão (com níveis de umidade entre 40 a 60%).

D - Acústica - É recomendável para ambientes de trabalho em que exista solicitação intelectual e atenção constantes, índices de pressão sonora inferiores à 65 dB(A). Por esse motivo recomenda-se o adequado tratamento do teto e paredes, através de materiais acústicos e a adoção de divisórias especiais.

E - Humanização do ambiente - Sempre que possível humanize o ambiente (plantas, quadros e quando possível, som ambiente). Estimule a convivência social entre os funcionários. Muitas empresas que estão adotando políticas neste sentido vêm obtendo um aumento significativo de produtividade. Lembre-se que o processo de socialização é muito importante para a saúde psíquica de quem irá trabalhar nele.

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Lesões por Esforços Repetitivos 

"DORT ou LER - Lesões causadas por esforços repetitivos
ou traumas no sistema músculo-esquelético."

Está síndrome é relatada desde 1700 quando Ramazzini - o pai da medicina do trabalho - a descreve como "doença dos escribas e notórios". Mais tarde aparece como "doença das tecelãs" (1920) ou "doença das lavadeiras" (1965). O problema se amplia a partir de 1980, quando a doença - que atinge várias profissões que envolvem movimentos repetitivos ou grande imobilização postural - torna-se um fenômeno mundial, devido a grande evolução do trabalho humano e o aumento do ritmo na vida diária.

Hoje, a síndrome que é mais associada ao trabalho informatizado, já representa quase 70% do conjunto das doenças profissionais registradas no Brasil. A prevenção foi e continua sendo a melhor forma de combate a este tipo de patologia. A adoção de posturas e ritmos de trabalho mais adequados (com a adoção de pausas ao longo da jornada de trabalho) são fundamentais.

Quando existe uma suspeita de lesão, o acompanhamento de um profissional torna-se primordial para a correta avaliação e tratamento do funcionário.  

Algumas das patologias mais freqüentemente associadas ao trabalho informatizado são:

 
Tendinite - Inflamação aguda ou crônica dos tendões. Manifestam-se com mais freqüência nos músculos flexores dos dedos, e geralmente são provocados por dois fatores; movimentação freqüente, e período de repouso insuficiente.

Manifesta-se principalmente através de dor na região que é agravada por movimentos voluntários. Associados à dor, manifestam-se também edema e crepitação na região.

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Tenossinovite - Inflamação aguda ou crônica das bainhas dos tendões. Assim como a tendinite os dois principais fatores causadores da lesão são; movimentação freqüente, e período de repouso insuficiente.

Manifesta-se principalmente através de dor na região que é agravada por movimentos voluntários. Associados à dor, manifestam-se também edema e crepitação na região.

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Síndrome de DeQuervain - Constrição dolorosa da bainha comum dos tendões do longo abdutor do polegar e do extensor curto do polegar. Estes dois tendões têm uma característica anatômica interessante: correm dentro da mesma bainha; quando friccionados, costumam se inflamar.

O principal sintoma é a dor muito forte, no dorso do polegar.

Um dos principais fatores causadores deste tipo de lesão está no ato de fazer força torcendo o punho.

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Síndrome do Túnel do Carpo - Compressão do nervo mediano no túnel do carpo.

As causas mais comuns deste tipo de lesão são a exigência de flexão do punho, a extensão do punho e a tenossinovite ao nível do tendão dos flexores - neste caso, os tendões inflamados levam a uma compressão crônica e intermitente da estrutura mais sensível do conjunto que compõe o túnel do carpo: o nervo mediano

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Acidentes - Investigar Porque? 

Acidentes – Investigar Porque?

Podemos determinar dois grupos importantes para a Prevenção de Acidentes, o primeiro e maior, estão todas as atividades que compões o controle de riscos; o segundo, as atividades que investigam os acidentes e seus desdobramentos.

É imprescindível que os acidentes sejam bem investigados, desde os primeiros dados que se tenha em mãos até a seleção de medidas corretivas das falhas que o causaram.
Podemos comparar como um ciclo, que, deve ter um começo, meio e fim.

Devemos inclusive aproveitar a experiência da investigação concluída, estendendo-a para situações de perigo semelhantes que possam existir em outras áreas ou trabalhos na empresa. Alguns equívocos ainda existem ou são cometidos na interpretação conceitual e na prática das investigações de acidentes do trabalho.

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Todo acidente deve ser investigado; mesmo aquele que causa um afastamento ou aquele que não causa afastamento da vítima.

Nas investigações de acidente de trabalho, a finalidade é apurar suas causas diretas e indiretas determinado medidas, que, aplicadas, possam prevenir a repetição de casos semelhantes, não somente na atividade onde o acidente ocorreu, mas também em outras com perigos e características semelhantes.

Começar o mais cedo possível, este deve ser o processo; logo após o acidente, pois podem ocorrer alterações no local do acidente que certamente dificultarão a investigação, ou até mesmo desviá-la para uma elucidação precisa dos fatos.

Grande parte do sucesso de uma investigação está na pessoa encarregada pela sua elaboração. Para isso é bom que essa pessoa possua alguns atributos para melhor desenvolvimento do trabalho.

  • Domínio do assunto; 
  • Sensibilidade na busca e uso das informações – aceite ou rejeição; 
  • Habilidade de comunicação para no envolvimento de pessoas que devem participar e fornecer informações.

Uma habilidade importante do investigador é a de fazer perguntas. As perguntas devem ser objetivas para se obter respostas satisfatórias. Perguntas que ensejam respostas “sim” ou “não” podem não acrescentar dados ou informações úteis e até criar barreiras ou constrangimento entre os interlocutores.

A Investigação de Acidente pertence ao grupo das inúmeras ferramentas utilizadas pela Segurança do Trabalho, para oferecer, principalmente, melhores condições ao trabalhador.

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Prevenir Incêndios é tão importante quanto saber apagá-los

Prevenir incêndios é tão importante quanto saber apagá-los ou mesmo saber como agir corretamente no momento em que eles ocorrem !!


Início de incêndio e outros sinistros de menor vulto podem deixar de transformar-se em tragédia, se forem evitados e controlados com segurança e tranqüilidade por pessoas devidamente treinadas. Na maioria das vezes, o pânico dos que tentam se salvar faz mais vítimas que o próprio acidente.


Uma das principais providências que a Comissão Interna de Biossegurança pode tomar, para que qualquer acidente seja controlado, é alertar todos os trabalhadores sobre as devidas precauções quando ocorrer algum distúrbio ou tumulto, causados por incidentes, como por exemplo vazamentos de gás, fumaça, fogo e vazamento de água. O primeiro passo é detalhar em procedimentos operacionais padrões que deverão ser distribuídos para todos os trabalhadores, contendo informações sobre todas as precauções necessárias, como: os cuidados preventivos; a conscientização sobre o planejamento de como atuar na hora do abandono do local de trabalho; a indicação de medidas práticas sobre o combate e a retirada.


Segundo o Corpo de Bombeiros, o mais correto inclusive é que todos os trabalhadores ou usuários da edifícação coloquem em prática as normas estabelecidas sobre os cuidados preventivos e o comportamento diante do incidente, promovendo exercícios, através da simulação de incêndios. Esse tipo de prática contribui suficientemente para a prevenção e a segurança de todos. Mas para efetuar essa operação é necessário um fator indispensável, a existência - em perfeito estado de uso e conservação - de equipamentos destinados a combater incêndios.


A prudência também é outro fator primordial no combate aos incêndios. Todos sabem que qualquer instalação predial deve funcionar conforme as condições de segurança estabelecidas por lei, que vão desde a obrigatoriedade de extintores de incêndios, hidrantes, mangueiras, registros, chuveiros automáticos (sprinklers) e escadas com corrimão. Entre esses equipamentos, o mais utilizado no combate a incêndios é o extintor, que deve ser submetido a manutenção pelo menos uma vez por ano, por pessoas credenciadas e especializadas no assunto. É importante também, além de adquirir e conservar os equipamentos de segurança, saber manuseá-los e ensinar a todos os trabalhadores como acionar o alarme, funcionar o extintor ou abandonar o recinto, quando necessário, sem provocar tumultos.

Regras Básicas

* Mantenha sempre à vista o telefone de emergência do Corpo de Bombeiros - 193

* Conserve sempre as caixas de incêndios em perfeita condições de uso e somente as utilize em caso de incêndio.

* Os extintores devem estar fixados sempre em locais de fácil acesso, devidamente carregados e revisados (periodicamente).

* Revisar periodicamente toda a instalação elétrica do prédio, procurando inclusive constatar também a existência de possíveis vazamentos de gases.

* Evitar o vazamento de líquidos inflamáveis.

* Evitar a falta de ventilação.

* Não colocar trancas nas portas de halls, elevadores, porta corta-fogo ou outras saídas para áreas livres. Nem obstruí-las com materiais ou equipamentos.

* Tomar cuidado com cera, utilizada nos piso,s quando dissolvida. Não deixar estopas ou flanelas embebidas em óleos ou graxas em locais inadequados.

* Alertar sobre o ato de fumar em locais proibidos (como elevadores) e sobre o cuidado de atirar fósforos e pontas de cigarros acessos em qualquer lugar.
 

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* Aconselhar os trabalhadores para que verifiquem antes de sair de seus locais de trabalho, ao término da lornada de trabalho, se desligaram todos os aparelhos elétricos, como estufas, ar condicionado, exaustores, dentre outros.

* Em caso de incêndio, informar o Corpo de Bombeiros o mais rápido possível: a ocorrência, o acesso mais fácil para a chegada ao local e o número de pessoas acidentadas, inclusive nas proximidades.

* Nunca utilizar os elevadores no momento do incêndio.

* Evitar aglomerações para não dificultar a ação do socorro e manter a área junto aos hidrantes livre para manobras e estacionamento de viaturas.

Normas de Segurança

Entre as normas de segurança estabelecidas por lei para as instalações prediais, estão a conservação e a manutenção das instalações elétricas. Existem vários tipos de sistemas de proteção das instalações elétricas, como fusível tipo rolha, disjuntor, entre outros. Todos devem estar funcionando perfeitamente, pois qualquer princípio de incêndio pode ser ocasionado por descargas de curto-circuíto.

Qualquer edificação possui um projeto de circuito elétrico, que dimensiona tipos e números de pontos de corrente (tomadas) ou luz, conforme suas características de consumo. Quando na presença de uma sobrecarga este circuito não dimensionado para uma corrente de curto-circuito eleva-se em muito a temperatura, iniciando o processo de fusão do fio, ou pior, o início de um incêndio. Por este motivo cuidado com a utilização de benjamins.

Todos os trabalhadores devem estar sempre atentos às normas básicas de segurança contra incêndio para evitar acidentes. Prevenir é a palavra de ordem e todos devem colaborar, pois é mais importante evitar incêndios do que apagá-los.


Alarme Geral

Ao primeiro indício de incêndio, transmita o alarme geral e chame imediatamente o Corpo de Bombeiros.


Combate ao Fogo

Desligue a chave elétrica geral, em caso de curto-circuito. Procure impedir a propagação do fogo combatendo as chamas no estágio inicial.

Utilize o equipamento de combate ao fogo disponível nas áreas comuns da edificação.

Evacuação da Edificação

Não sendo possível eliminar o fogo, abandone o edifício rapidamente, pelas escadas. Ao sair, feche todas as portas atrás de si, sem trancá-las..

Não utilize o elevador como meio de escape.

Não sendo possível abandonar o edifício pelas escadas, permaneça no pavimento em que se encontra, aguardando a chegada do Corpo de Bombeiros.

Somente suba ao terraço se o edifício oferecer condições de evacuação pelo alto, ou se a situação o exigir.

Instruções complementares

- Desligue imediatamente o equipamento que estiver manuseando e feche as saídas de gás.

- Procure sempre manter a calma e não fume. Não tire as roupas. Dê o alarme.

- Mantenha, se possível, as roupas molhadas.

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- Jogue fora todo e qualquer material inflamável que carregue consigo.

- Em situações críticas feche-se no banheiro, mantendo a porta umedecida pelo lado interno e vedada com toalha ou papel molhados.

- Em condições de fumaça intensa cubra o rosto com um lenço molhado.

- Não fique no peitoril antes de haver condições de salvamento, proporcionadas pelo Corpo de Bombeiros. Indique sua posição no edifício acenando para o Corpo de Bombeiros com um lenço.

- Aguarde outras instruções do Corpo de Bombeiros.

- Em caso de incêndio, se você se encontra em lugar cheio de fumaça procure sair, andando o mais rente possível do piso, para evitar ficar asfixiado.

- Em regra geral, uma pessoa cuja roupa pegou fogo procura correr. Não o faça: a vítima deve procurar não respirar o calor das chamas. Para o evitar, dobre os braços sobre o rosto, apertando-os: jogue-se ao chão e role, ou envolva-se numa coberta ou num tecido qualquer.

- Vendo correr uma pessoa com as roupas em chamas, não a deixe faze-lo. Obrigue-a a jogar-se ao chão e rolar lentamente.

- Use de força, se necessário, para isso.

- Se for possível, use extintor ou mangueira sobre o acidentado.

- No caso de não haver nada por perto, jogue areia ou terra na vítima, enquanto ela está rolando. Se puder, envolva o acidentado com um cobertor, lona ou com panos grossos.

- Envolva primeiro o peito, para proteger o rosto e a cabeça. Nunca envolva a cabeça da vítima, pois assim você a obriga a respirar gases.

- Ao perceber um incêndio não se altere; estando num local com muitas pessoas ao redor, não grite nem corra. Acate as normas de prevenção e evite acidentes.

- Trate de sair pelas portas principais ou de emergência, de maneira rápida, sem gritos, em ordem, sem correrias. Nunca feche com chaves as portas principais e as de emergência.

- Não guarde panos impregnados de gasolina, óleos, cera ou outros inflamáveis.

- Após o uso do extintor, notificar o serviço de segurança para recarregamento.

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