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Responsabilidade Social

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- Segurança Alimentar e Nutricional - Segurança Alimentar - a contribuição das universidades
   
- Como as empresas podem investir na saúde da mulher - O que as empresas podem fazer pela erradicação da pobreza
   
- O que as empresas podem fazer pela inclusão das pessoas deficientes - Como as empresas podem participar de programas de segurança alimentar com a mobilização dos funcionários
   
- Manual da Aprendizagem - o que é preciso saber para contratar o jovem aprendiz - Como as empresas podem (e devem) valorizar a diversidade
   
- O compromisso das empresas com a promoção da igualdade racial - O que as empresas podem fazer pela inclusão digital
   
- O que as empresas podem fazer pela criança e pelo adolescente - A cartilha do cidadão
   
- O que as empresas podem fazer pela educação  
   

Cliping das principais notícias sobre responsabilidade social e terceiro setor que sai na mídia:

Encontro busca parceria para reduzir pobreza em 70 municípios do CE, “O Povo” (11/08/2005)
“Unir três vertentes com um objetivo, parcerias. Pensando assim, empresas, prefeituras e instituições sem fins lucrativos reuniram-se ontem na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) para participar do encontro Parcerias para Sustentabilidade de Comunidades e Municípios do Ceará. O evento envolveu 70 prefeituras e pretende colaborar com o cumprimento das metas do milênio no Brasil. Eleudson Queiroz é superintendente executivo do Instituto Elo Amigo, uma organização não-governamental (ONG) que trabalha com jovens na região do Médio Jaguaribe, educando para o desenvolvimento local. Segundo Eleudson, um dos maiores problemas enfrentados pela instituição é a falta de financiamento de maior durabilidade para que se possam planejar as atividades com antecedência e mantê-las por mais tempo. ''Não é um trabalho rápido, ele precisa de mudanças sociais'', explica. Foi pela possibilidade de encontrar parceiros que queiram contribuir com sua instituição que Eleudson resolveu participar do evento. ''É um encontro importante para proporcionar a ligação entre os três setores'', justifica.”

 Sobe 

'Ninguém vê o lado bom da favela', “Jornal do Brasil” (10/08/2005)
“Nascido e criado na favela do Vidigal, Ricardo Macedo, de 46 anos, sentiu na pele as dificuldades de sua região. Esse conhecimento é o trunfo do novo administrador estadual de São Conrado, Rocinha e Vidigal. Casado e pai de quatro filhos, ele ganhava a vida como taxista até o senso de responsabilidade social falar mais alto e o levar para a política. Hoje, ele toca os projetos sociais do Estado dentro das duas comunidades e acumula a função de presidente da Comunidade Parque Residencial Novo Recreio, onde reside com a família.”


CAIXA promove eventos para debater os Objetivos do Milênio, “Arandu News” (09/08/2005)
 “O Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade foi criado em 2004 para conscientizar e mobilizar a sociedade civil e os governos para o alcance, até 2015, dos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) estabelecidos em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU) em conjunto com 191 países, inclusive o Brasil. Hoje, são 46 parceiros do Movimento e a CAIXA é um deles. Pelo segundo ano consecutivo, a CAIXA promove, como parte da Semana Nacional pela Cidadania e Solidariedade, uma série de eventos para debater os Objetivos do Milênio. Enquanto em 2004 o debate foi voltado para o público interno da empresa, para 2005 o objetivo é ampliar o escopo do evento, dando ênfase a incentivar o apoio da sociedade brasileira a projetos sociais de geração de emprego e renda. Cartazes foram enviados às agências de todo ao país, com o objetivo de informar os clientes sobre os 8 Objetivos do Milênio. Além disso, os 2,8 milhões de extratos de clientes pessoas física enviados em agosto trazem mensagem alusiva aos ODMs.”


Orquestra de Flautas do Pantanal ganha destaque, “A Gazeta” (09/08/2005)
“A Orquestra de Flautas do Pantanal, composta por crianças e adolescentes de baixa renda, continua ganhando destaque nacionalmente. Depois de faturar prêmios importantes e fazer apresentações em outros estados e até na França, o projeto vai receber cerca de R$ 95 mil do Criança Esperança e terá a oportunidade de se apresentar ao vivo, pela televisão, para milhões de brasileiros. É mais uma recompensa para o grupo que começou de forma tímida, num dos birros mais carentes da Capital. Fundado em 1998, no Jardim Vitória, o projeto Orquestra de Flautas do Pantanal, do Instituto Cultural Flauta Mágica, vem colhendo - pelo menos fora do Estado - os louros pela dedicação e força de vontade de seus 40 membros, orientados pelo maestro Gilberto Mendes. O prêmio do Criança Esperança é mais uma mostra de que o trabalho está no caminho certo. A nova experiência deverá torná-los conhecidos em todo o país, já que se apresentarão no Domingão do Faustão, no dia 14 de agosto, o lado do cantor Leonardo. As 40 crianças e adolescentes estão entre os beneficiados de 40 iniciativas selecionadas, em todo o País, para receber doações do projeto nacional que este ano completa duas décadas. Premiado nacional e internacionalmente, o grupo é considerado a única orquestra estruturada de flauta doce do Brasil. Sua função, porém, é muito maior do que formar músicos. O projeto do Instituto Cultural Flauta Mágica há sete anos promove a inclusão de jovens, entre 10 e 20 anos.”


Durante uma semana, país recebe ações de solidariedade e cidadania, “Cidade Internet” (05/08/2005)
“Pelo segundo ano, empresas e organizações da sociedade civil realizam a Semana Nacional pela Cidadania e Solidariedade, uma série de eventos em todo o país destinados a sensibilizar, mobilizar e estimular os governos e a sociedade brasileira. Neste ano, a solenidade de abertura da semana será no Sesi de Belo Horizonte e contará com a presença do presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Oded Grajew, do governador de Minas Gerais, Aécio Neves. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado para a abertura do evento. A campanha brasileira também inspirou o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) da Bósnia Herzegovina a produzir ícones para cada um dos objetivos. Cidadania e solidariedade são os pilares para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Herbert de Souza, o Betinho, que dedicou grande parte de sua vida à promoção de um Brasil mais justo, é o símbolo e inspiração da semana.”

 Sobe 

Brasil recebe US$ 1,3 milhão para melhorar consciência social, “Último Segundo” (04/08/2005)
“O Fundo Multilateral de Investimentos (FOMIN) anunciou nesta quinta-feira que doará US$ 1,3 milhão para melhorar a consciência social de 120 pequenas e médias empresas do Brasil. "A responsabilidade social corporativa se define como comportamentos de negócios baseados em valores éticos, princípios de transparência e melhora contínua na relação entre a empresa e outras partes interessadas", disse em comunicado Daniel Shepherd, chefe da equipe do FOMIN. O projeto prevê que um grupo de companhias grandes ajude financeiramente e preste assessoria às pequenas e médias empresas com as quais têm contratos de abastecimento ou serviços para que estas apliquem medidas de responsabilidade social empresarial. Entre as preocupações nesta área estão os direitos humanos, o respeito ao meio ambiente, as medidas contra a corrupção, as boas condições de trabalho e a cooperação com organizações da sociedade civil. As empresas que participarão do projeto pertencem aos setores de metalurgia, mineração, construção, comércio varejista e produção de álcool, eletricidade e energia, segundo o FOMIN.”


Medida provisória amplia possibilidades de contratação de jovens aprendizes, “GIFE” (01/08/2005)
“Entre suas principais resoluções, a recém-publicada Medida Provisória 251 institui o Projeto Escola de Fábrica – que visa apoiar a formação profissional de jovens de baixa renda dentro de empresas, inspirado em iniciativas bem-sucedidas de organizações da sociedade civil, como as fundações Iochpe e Projeto Pescar –, e altera os artigos 428 e 433 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que dispõem sobre o contrato de aprendizagem. Até então, os contratos se extinguiam no seu termo final ou quando o jovem completasse 18 anos. A nova MP amplia para 24 anos a idade máxima para contratação de aprendizes. Outra novidade é a referência a pessoas com deficiência, que pela medida não entram no limite de faixa etária para admissão. Mesmo já sendo possível que um jovem com deficiência pudesse ser incluído na cota de aprendiz da empresa, antes este público não era identificado na lei. “Com a nova MP, hoje é possível incluir um adulto com deficiência na cota de aprendiz, contemplando uma população que tem poucas oportunidades de ingresso no mercado de trabalho”, explica advogada Laís de Figueiredo Lopes, integrante do Núcleo de Estudos Avançados de Terceiro Setor (Neats – PUC/SP). Ela acredita que a maior vantagem trazida pela medida, tanto para o empregador quanto para os jovens que querem ingressar no mercado de trabalho, é a ampliação das possibilidades de preenchimento da cota reservada ao aprendiz. A Lei de Aprendizagem (10.097/00) determina que as empresas médias e de grande porte devem ter em seu quadro de 5% a 15% de aprendizes em funções que demandem formação técnico-profissional e não sejam perigosas e insalubres. Além de oferecer a oportunidade do primeiro emprego, a lei garante formação técnico-profissional metódica, compatível com o desenvolvimento físico, moral e psicológico do jovem. O contrato assegura ao aprendiz os direitos trabalhistas aplicáveis aos contratos por prazo determinado, incluindo registro em carteira e o salário-mínimo hora.”


Fórum debate sobre desarmamento, “O Cotidiano” (26/09/2005)
“Desarmamento Segurança ou Insegurança? A pergunta serve de ponto de partida logo mais à noite, às 19 horas, para um fórum aberto à participação da sociedade civil. O projeto Fóruns O POVO vai promover hoje, no auditório Murilo Aguiar da Assembléia Legislativa, um debate sobre o desarmamento e a violência. A idéia é que sociedade seja melhor informada sobre o referendo, do dia 23 de outubro, que permite ao cidadão poder dizer sim ou não à pergunta: O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil? Para discutir essa questão polêmica, participam de palestras o deputado federal João Alfredo (PSOL), da Frente Parlamentar Brasil sem Armas, e o deputado estadual Pedro Uchôa (PMDB), do Comitê de Defesa do Cidadão, do Patrimônio e da Vida. Os jovens, maiores vítimas da violência, também estarão no debate, com a participação da ONG Enxame, que cuida de adolescente em situação de risco. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), nos últimos 20 anos, o número de brasileiros assassinados aumentou 273%. (...)”


Itaú incentiva plantio de árvores em todo o país, “Tribuna do Povo” (22/09/2005)
“Para comemorar seus 60 anos em 2005, o Banco Itaú ampliou a campanha “Plante a Primavera”. Este ano 700 agências de todo o Brasil estão distribuindo mais de 130 mil kits com mais de meio milhão de sementes de Tinguaciba para celebrar a chegada da Primavera. Com a campanha, o Itaú estimula a consciência ecológica e a integração das comunidades. Esta é a décima sétima edição da campanha que foi iniciada em 1989 por Olavo Egydio Setúbal, atual presidente do Conselho de Administração do Banco Itaú. Desde o dia 19 de setembro, até hoje (23), funcionários das agências do Itaú estão realizando eventos com a participação das comunidades locais no plantio de árvores em praças públicas, jardins e pontos históricos. A criatividade de cada agência fala mais alto. São realizados desde cafés-da-manhã e palestras até passeios em parques. Esta diversidade é importante para que cada comunidade se reconheça na campanha. Na edição de 2004 participaram 350 agências com a distribuição de mais de 50 mil kits com sementes de plantas nativas em todo o país. Também foram distribuídas em São Paulo 10 mil mudas de café. (...)”

 Sobe 

Doca é área crítica para menor de rua, “O Liberal” (22/09/2005)
“O “Programa Conquistando a Vida” começa a intensificar suas ações para resgatar até o final de 2006 pelo menos 70% dos 150 meninos e meninas que perderam o vínculo com a família e que tem na rua seu lar. Apesar do número pequeno, o desafio é grande. A maioria tem entre 14 e 17 anos, usa maconha, cocaína ou substâncias inalantes, como a cola de sapateiro. Eles vivem nas praças e avenidas dos bairros de Nazaré, Batista Campos, Reduto e Comércio. Entre os motivos que o levaram para as ruas estão a violência doméstica e a falta de oportunidades. Uma das áreas da cidade que deve receber atenção imediata dos técnicos do “Conquistando a Vida”, nesta nova fase, é a avenida Doca de Souza Franco. A coordenadora-geral do programa, Laura Rossetti, relata que a via pública que mais atrai os jovens da classe média também é a mais crítica para os meninos e meninas em situação de rua. Eles são atraídos pela movimentação durante a madrugada e a mendicância às proximidades dos bares e restaurantes. Segundo ela, já há investigações que apontam, inclusive, quais são os lugares de comercialização de drogas na área da Doca. “Mas por motivo de segurança ainda não pode ser divulgado”, afirma.”


Future reunirá 50 mil a partir de amanhã, “Diário do Nordeste” (21/09/2005)
“Durante quatro dias, a Future 2005 - Feira de Rumos e Atitudes - apresentará à sociedade diferentes caminhos para a construção do futuro, através da integração entre a juventude e os vários setores da sociedade. Amanhã, a partir das 19 horas, começa a quinta edição do evento, no Centro de Convenções do Ceará, com a participação especial do cantor Gabriel O Pensador, em conversa especial com os participantes. A proposta é gerar uma maior reflexão entre os jovens, com a discussão de temas atuais - tecnologia, esporte, economia, turismo, políticas públicas, desenvolvimento rural, espiritualidade e responsabilidade social - e a troca de experiências vividas por cada um - nos grêmios juvenis, programas educacionais e mercado de trabalho. Dividido em cinco áreas principais, representadas pelos elementos fogo (bloco E - arte e cultura), terra (bloco G - trabalho e renda, educação, direitos e participação social), água (bloco F - esporte, aventura, saúde e meio ambiente), ar (auditório - família espiritualidade) e tempo (bloco C - Mundo do Futuro), o Centro de Convenções receberá, até domingo, cerca de 50 mil pessoas, conforme os organizadores.” (...)


Certificação dá mais fôlego ao Cinturão Verde, “Gazeta de Alagoas” (11/09/2005)
“Os 50 coqueiros existentes na época ainda estão lá, mas passados 18 anos têm muita companhia. Com eles existem hoje espécies como a amendoeira, leucena, algodão de praia, pau-brasil, cedro, peroba, angico e craibeira, árvore símbolo de Alagoas, em quantidade suficiente para transformar o que antes podia ser visto como terra devastada num bosque em pleno centro de Maceió. Seguros e bem alimentados, animais silvestres como emas, sagüis, cotias, tatus, macacos-prego, jacarés-do-papo-amarelo completam o cenário. Tamanha variedade de espécies da Mata Atlântica está no Centro de Educação Ambiental da indústria química Braskem, no Pontal da Barra, mais conhecido como o Cinturão Verde da Salgema, nome original da fábrica, mudado depois que a empresa, antes pertencente à estatal Petroquisa, foi privatizada.(...)”.

 Sobe 

El Paso celebra seus investimentos sociais com festa multimídia e lançamento de balanço social, “Instituto Ethos” (08/09/2005)
“Com uma celebração multimídia, que prevê exposição de fotos, apresentação de esquetes teatrais e shows musicais para contar a história de responsabilidade corporativa da empresa, a El Paso do Brasil lança no dia 14 de setembro seu segundo balanço social, no qual detalha as ações para as quais já destinou mais de R$ 50 milhões. O evento acontece na sede da empresa, no Rio de Janeiro, com a participação de todos os funcionários, além de fornecedores que realizam alguma contribuição social: o bufê será de uma cooperativa organizada pela ONG Ação Comunitária do Brasil e os fotógrafos, do projeto Alfabetizando o Olhar, por exemplo. Alunos e professores do Instituto Imagem e Cidadania,  projeto social apoiado pela empresa, farão registros do evento com máquinas pinhole (do inglês pin hole, furo de alfinete), montadas com caixas de sapato e latas de leite. As fotos serão reveladas durante o evento em um estúdio portátil, para distribuição aos convidados. Com o apoio da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Cultura e a Ciência), o Instituto, entre outras atividades educacionais e de cidadania, ajuda jovens estudantes da Grande Tijuca (zona norte do RJ) a ingressarem no mercado profissional de fotojornalismo, fotografia artística e publicitária.”


Responsabilidade social é tema de curso, “Jornal de Piracicaba” (02/09/2005)
“Com o objetivo de difundir conceitos sobre responsabilidade social entre as empresas do setor sucroalcooleiro, a Unica (União das Agroindústrias do Estado de São Paulo) realizou ontem, no Hotel Antonio's, a primeira aula do curso Responsabilidade Social Corporativa e Competitividade Sustentável. O evento, resultado de uma parceria com o Instituto Banco Mundial (World Bank Institute), reuniu cerca de 100 representantes do setor na aula inaugural. A organizadora, Isa Barbosa, informa que o curso será realizado entre agosto e dezembro e oferecerá uma visão geral do tema, cada dia mais importante na ordem econômica mundial. "O curso é um instrumento importante na tarefa de envolver governos e empresários em projetos de capacitação e desenvolvimento de lideranças. Hoje, qualquer empresa deve manter os conceitos econômico, ambiental e social atrelados", afirma. Isa destaca que o curso reúne áreas atraentes para quem investe em qualidade, para quem tem interesse no crescimento sustentável e justo e cuja atividade beneficia todos os setores da sociedade. "Trata-se de uma oportunidade ímpar para demonstrar à sociedade o forte compromisso do setor sucroalcooleiro com um modelo de desenvolvimento que alia crescimento econômico e produtividade", diz a organizadora.”


Pará Voluntário reúne 3o setor em Belém, “O Liberal” (25/08/2005)
“O Centro Integral de Serviços de Necessidades Especiais (Cisne), em Belém, entidade que também recebe voluntários, sedia a partir de hoje o III Pará Voluntário, promovido pelo PAC - Programa de Articulação pela Cidadania do Governo do Estado. Palestras, oficinas e debates serão ofertados aos participantes até domingo, 28, quando o evento encerra com a Feira Social, na Praça Batista Campos. Dados do Censo do Terceiro Setor do Pará, realizado pelo PAC na Grande Belém, indicam que os voluntários correspondem a 90% da força de intervenção das organizações não governamentais. O evento pretende reunir voluntários de todo o Estado e promover a troca de experiências entre as entidades. Espera-se, por exemplo, que os grupos paraenses relatem uns aos outros as formas encontradas para conseguir recursos e transformar o desejo inicial de ajudar em benefícios efetivos”.

 Sobe 

Unigente realizará ações voltadas para o social, “Jornal da Paraíba” (03/12/2005)


“A Unimed de João Pessoa lançou ontem, em solenidade realizada em sua sede, no bairro da Torre, em João Pessoa, o Unigente, um instituto de responsabilidade social, que executará as ações nas áreas de promoção da saúde, desenvolvimento sustentável, cidadania e meio ambiente. Entre os convidados, estavam médicos, funcionários da cooperativa, representantes de empresas parceiras e autoridades paraibanas. “Esse instituto visa a promover a valorização humana. Através dele serão desenvolvidas ações para melhoria da qualidade de vida e para a inclusão social”, disse o presidente da Unimed, Aucélio Gusmão. O Unigente terá uma direção independente e coordenará ações voltadas para garantir a cidadania e a qualidade de vida da população. Nas ações voltadas para preservação do meio ambiente, ele fará reciclagem e reaproveitamento de alguns tipos de resíduos. Também deverá ser implantado um projeto de coleta seletiva para o Hospital Unimed e o de controle de desperdício. O instituto coordenará ainda ações de incentivo ao primeiro emprego na área de saúde e apoiará estudos que contribuam para a melhoria da saúde da população. “A responsabilidade social também faz parte da Unimed. Por isso, o instituto desenvolverá trabalhos voltados para os menos favorecidos”, contou o vice-presidente da cooperativa, João Modesto.”


Bovespa lança índice de sustentabilidade empresarial, “Gazeta Mercantil” (02/12/2005)
"São Paulo, 2 de Dezembro de 2005 - Elétricas e bancos são destaques; três papéis mais líquidos ficaram de fora da carteira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) lançou ontem o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), indicador que inclui empresas comprometidas com responsabilidade social, ambiental e sócio-econômica, o chamado "triple bottom line" (TBL). A carteira é composta por 34 papéis de 28 companhias, escolhidos entre as 150 ações mais líquidas da Bolsa. A definição das eleitas foi feita por um conselho do qual também participaram Abrapp, Apimec, Anbid, IBGC, IFC (braço financeiro privado do Banco Mundial), Instituto Ethos e o Ministério do Meio Ambiente, que avaliaram as respostas de um questionário elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Além do TBL, as entidades também avaliaram a governança corporativa e a natureza dos produtos produzidos pelas empresas. Este último item adiou pelo menos duas vezes o lançamento do ISE, em meio a uma disputa de bastidores em torno da metodologia do índice. Membro do conselho, o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), junto com algumas organizações não-governamentais, defendeu barrar a entrada no índice de fabricantes de produtos considerados nocivos, como bebidas alcoólicas e fumo, a exemplo do que ocorre em carteiras similares criadas em países como Inglaterra e África do Sul. O debate ganhou força com a intenção declarada da Souza Cruz e da AmBev de se esforçarem para entrar no ISE.”


ONU: China realiza 1ª cúpula do Global Compact, “Tribuna da Imprensa” (01/12/2005)
“ A China realiza, em Xangai, sua primeira cúpula da iniciativa Global Compact, da ONU, uma associação entre as Nações Unidas e o setor privado internacional para fomentar o desenvolvimento. Cerca de 800 diretores de grandes empresas internacionais, membros do Governo e de organizações civis assistiram ontem ao primeiro dia do Global Compact China. A iniciativa procura promover o envolvimento do setor privado mundial em iniciativas ligadas ao meio ambiente, condições trabalhistas dignas, direitos humanos e luta contra a corrupção, proposta em Davos (Suíça), em 1999, e lançada pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em julho de 2000. "Já são cinco anos de atividades desde que foi lançada, e acho que está começando a ser conhecida como uma plataforma para que o setor privado se envolva no desenvolvimento de uma sociedade melhor e mais moderna", disse Khalid Malik, coordenador da ONU no país asiático. "O setor privado é uma parte essencial da sociedade, e tem uma grande responsabilidade social, como bom empregador, e em outros aspectos. Se esta parte da sociedade for produtiva e ajudar, talvez poderemos progredir de verdade nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio", acrescentou. Malik qualificou a realização deste encontro em Xangai como "bastante apropriada, porque a China está crescendo muito rapidamente e também está avançando nos desafios sociais, e o Governo chinês se comprometeu em conseguir uma 'sociedade harmoniosa' até 2020".

 Sobe 

Prêmio para quem luta para as crianças ficarem mais tempo na escola, “Diário do Comércio” (30/11/2005)
“A Fundação Itaú Social, responsável pelos projetos de responsabilidade social do Banco Itaú, anunciou na segunda-feira os vencedores da 6ª edição do Prêmio Itaú-Unicef. Foram agraciados, mais uma vez, os projetos educacionais que atuam em parceria com as escolas públicas e que dão ênfase em ações que estimulam a criação de políticas públicas voltadas para a implantação de um sistema global de ensino integral. Para Antonio Matias, vice-presidente da Fundação Itaú Social e do banco Itaú, o prêmio é uma contribuição para aproximar as escolas e as Organizações Não Governamentais (ONGs). Segundo ele, esta edição ensinou à Fundação que ela tem de ter um olhar regional e a premiação reflete essa nova tendência. A representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirer, disse que acompanhou de perto a evolução do prêmio desde a sua primeira edição. Segundo ela, "a história do prêmio é a história de esperanças. Há muita coisa acontecendo no Brasil e o trabalho do prêmio é descobrir experiências e contar histórias. Esta iniciativa estimula a capacidade e a criatividade".


Marcos Túlio defende projeto de proteção ambiental para o Brasil, “Jornal Pequeno” (27/11/2005)
“Em campanha para a presidência do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), o presidente licenciado do Crea de Minas Gerais, engenheiro civil Marcos Túlio de Melo, defendeu ontem em São Luís a elaboração de um projeto nacional de desenvolvimento sustentável. Ele conclamou os profissionais da área tecnológica a se engajarem na discussão dos problemas ambientais do país e sugeriu que o Confea e o Crea de todos os Estados despertem a sociedade para uma maior preocupação com a questão da proteção ambiental. “O Brasil tem potencial para ser uma grande Nação”, afirmou Marcos Túlio, explicando que as condições de país tropical, que permitem a produção de energia limpa e renovável, podem fazer do Brasil o país do futuro em matéria de desenvolvimento sustentável. “O nosso país tem todas as condições para elaborar um projeto soberano de desenvolvimento, que assuma um papel construtivo e importante, no plano internacional”, frisou Marcos Túlio, destacando a responsabilidade social e a responsabilidade ambiental dos profissionais da área tecnológica.”


Açominas emprega 25% da população, “O Tempo” (26/11/2005)
“OURO BRANCO – O município de Ouro Branco, localizado na região Central de Minas, viu sua economia deslanchar e a qualidade da população mudar a partir da década de 70, época em que a então Açominas – do grupo Siderbrás – deu início às suas operações no município, promovendo a geração de emprego e renda. As atividades de responsabilidade social e os lucros da siderúrgica se intensificaram com a entrada do Grupo Gerdau no capital da empresa, em 1997, e posteriormente a total integração da usina mineira junto ao player gaúcho, no final de 2003. “Sabemos que somos a principal referência de Ouro Branco. Daí a nossa responsabilidade de estar sempre buscando o desenvolvimento local”, ressalta o vice- presidente executivo da Gerdau Açominas, Luiz André Rico Vicente. Aproximadamente 80% da arrecadação de Ouro Branco é referente às atividades da Gerdau Açominas. Dos 32 mil habitantes da cidade, quase um quarto é funcionário, de forma direta (4.550) ou indireta (3.400), da principal usina do Grupo Gerdau das Américas.”

 Sobe 

 

Recuperação de presos com trabalho em fundição, “Valor Econômico” (26/11/2005)
“O compromisso é com a responsabilidade social, mas a iniciativa surpreende pelo ineditismo. Marcello Cominato, 36 anos, proprietário da Fabinject Indústria Plástica Ltda, investiu R$ 1,5 milhão na construção de um galpão e de uma unidade de energia primária para a montagem de uma fundição dentro do Presídio Edgard Magalhães Noronha, situado no município de Tremembé, a 150 km da capital paulista. A fábrica, segundo Cominato, "a única no mundo dentro de uma prisão", integra o projeto "Papel da Iniciativa Privada na Recuperação do Detento" idealizado pelo empresário, que emprega 100 presidiários e enfrenta uma fila de inscritos, aguardando uma vaga. Na entrada do pavilhão de segurança máxima, uma placa anuncia que o passado ficou para trás. No galpão, detentos que cumprem pena por variados delitos estão concentrados no trabalho. Eles operam três fornos de fundição por indução magnética, 20 tornos, seis centros de usinagem e oito sopradores, entre outros equipamentos. São responsáveis pela produção de mais de 100 tipos de torneiras e registros de metal para uso comercial e residencial, distribuídos e vendidos em todo o país. "A complexidade da fábrica nos obrigou a dividi-la em duas unidades, ambas dentro do presídio, para abrigar macharia, fundição, rebarbação, usinagem, polimento, controle de qualidade, montagem e embalagem dos produtos", diz Cominato.”


Jovens empreendedores se reúnem em São Paulo, “Estado de São Paulo” (22/11/2005)
“O Brasil vai sediar a 10ª edição do Congresso Mundial de Jovens Empreendedores, que acontecerá entre 15 e 17 de março de 2006, no Parque Anhembi, em São Paulo. Será a primeira edição do evento na América do Sul. O diretor da Unidade Especial da ONU, Yiping Zhou, e o secretário-geral do congresso e presidente da Universidade Mundial do Comércio (WTU - World Trade University), Sujit Chowdhury, estiveram no Brasil na semana passada para auxiliar a organização - realizada pelo Fórum de Jovens Empreendedores da Câmara de Comércio de São Paulo - e têm boas expectativas. 'São Paulo é a 20ª maior economia do mundo', disse Chowdury, 'e um lugar assim é perfeito para realizar este evento'. O Congresso reunirá jovens de todas as partes do mundo interessados em realizar negócios. 'Na hora da inscrição, cada participante diz que tipo de produto ou serviço oferece e o que quer encontrar. Os dados serão cruzados e, antes de o evento começar, cada jovem será informado sobre quem são os negociantes presentes que atendem às suas necessidades', disse Zhou. Apesar de ser um evento mundial, será dada atenção especial às características brasileiras durante o evento. 'Para as mesas-redondas, convidamos representantes de setores fortes no Brasil, e trabalharemos também com a questão dos empreendedores por necessidade, que são grande parte dos empreendedores brasileiros.' No Brasil, de cada 100 pessoas que iniciam um negócio, 46 o fazem por necessidade de trabalho.”


Desafios e sugestões para a atuação das empresas no combate ao racismo, “GIFE” (16/11/2005)
 “Cidinha da Silva é personagem reconhecida no terceiro setor, especialmente por sua atuação voltada às questões racial e da mulher. Ex-presidente da ONG Geledés – parceira da Fundação BankBoston no Projeto Geração XXI –, neste ano ela criou o Instituto Kuanza, que trabalha para a formação, intervenção e pesquisa em educação, raça, gênero e juventude. “É necessário dizer que o Movimento Negro, setor que representa a população negra organizada, não é um bloco monolítico, e isso é muito salutar”, afirma. Segundo ela, é preciso se pautar por três “questões inequívocas”: 1) existe racismo no Brasil e ele afeta, prioritariamente, à população negra; 2) as desigualdades raciais, produzidas pelo racismo e pela discriminação racial, têm sido demonstradas por diversas pesquisas, de instituições como IBGE, Ipea e Instituto Ethos; 3) é preciso que todos os setores da sociedade brasileira comprometam-se em construir relações sociais livres de racismo e combater, por meio de ações específicas, seus efeitos duradouros.”


Serviço Social da Indústria amplia campo de atuação, “DCI” (16/11/2005)
“Para atender a demanda social e por ações de desenvolvimento sustentável no setor industrial — uma das prioridades apontadas no Mapa Estratégico da Indústria, lançado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) neste ano — o Serviço Social da Indústria (Sesi), ampliou o seu campo de atuação e além da comunidade, intensifica agora os projetos que atendem às necessidades corporativas de responsabilidade social. Empresas como Dedini , Alcan , Volkswagen , Ultrafértil e Knorr-Bremse já desenvolvem projetos para o terceiro setor em parceria com a entidade. Segundo Maria José de Melo, coordenadora estadual do Sesi de São Paulo, a consolidação da responsabilidade social corporativa pôde ser notada na prática com a reestruturação realizada neste ano no Prêmio Sesi de Qualidade no Trabalho (PSQT), que contemplou vinte empresas que se destacaram pelas suas ações voltadas à sustentabilidade empresarial. “Já realizamos este programa há dez anos. Entretanto, sentimos a necessidade de dar um suporte para empresas para possíveis melhorias de seus projetos. Por esta razão, implantamos um sistema de consultoria, onde apontamos para aos participantes do prêmio todos os possíveis pontos de melhoria e discutimos seus resultados”, explica. A coordenadora também ressalta que a imagem do Sesi está diretamente relacionada aos projetos sociais voltados para a comunidade. “Daremos continuidade a todas essas ações, só que agora temos uma preocupação maior: desenvolver projetos que auxiliem as empresas em seus programas sociais”, afirma Melo.

 Sobe 

Projeto deve criar escola de arte e tecnologia para jovens de comunidades carentes de Recife, “Agência Brasil” (14/11/2005)
 “Recife - Jovens de 16 a 19 anos, de comunidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da capital pernambucana, serão beneficiados com uma escola de formação em arte e tecnologia. A unidade deve funcionar em um prédio, no bairro do Recife Antigo, a partir de março do próximo ano. O projeto Kabum é resultado de parceria firmada entre a prefeitura do Recife, uma empresa da iniciativa privada, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco e a organização não-governamental Auçuba. A idéia é disponibilizar cursos de qualificação profissional, com duração de um ano e meio, nas áreas de computação gráfica, vídeo, fotografia e linguagem multimídia, com o objetivo de promover a inclusão social da juventude. A nova escola será equipada com computadores, impressoras, câmeras digitais, projetores, equipamentos de som, vídeo e DVDs. Os alunos vão receber bolsa auxílio e alimentação. O projeto de responsabilidade social, que representa investimentos de R$ 1,2 milhão, começou a funcionar em junho de 2003, em um galpão da zona portuária, do Rio de Janeiro e foi levado também para a cidade de Salvador.”


Indústria disputa trabalho barato de preso, “Folha de São Paulo” (19/02/2006)
“Com remuneração ao redor de R$ 300 por mês, sem direito a 13º, férias e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), os presos se transformaram em vantagem competitiva para as indústrias. Por essa razão, é cada vez maior o interesse dos empresários na mão-de-obra carcerária. Quase metade dos cerca de 85 mil presos das unidades administradas pela Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo presta serviços às empresas. O grupo de indústrias que exploram os serviços dos presos é considerado pequeno --cerca de 200 empresas contratam os serviços de 40.512 presos no Estado. Isso gerou descontentamento de empresários e sindicalistas e levantou até suspeitas de esquema de favorecimento do Estado no processo de seleção de empresas.”


Caminhada conscientiza pais sobre perigos da bebida alcoólica para adolescentes, “Ministério Público – RS” (18/02/2006)
“Visando conscientizar especialmente os pais para que assumam sua responsabilidade e orientem seus filhos, não permitindo o uso de bebidas alcoólicas, mais uma caminhada em prol de crianças e adolescentes aconteceu na manhã deste sábado, nas praias de Torres, Capão da Canoa e Tramandaí. A campanha “Verão Consciente” foi criada pelo Simers e conta com apoio do Ministério Público. Promotores de Justiça acompanhados de servidores, com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul e o Departamento Estadual da Criança e Adolescente, percorreram a orla do litoral norte distribuindo folderes e alertando veranistas que o álcool é a porta de entrada para drogas como a maconha, cocaína, crack e ecstasy.(...)”

 Sobe 

Projeto de inclusão social carece de recursos, “O Globo” (20/01/2006)
“O espaço existe e é gigantesco, a idéia é excelente, o projeto é de um dos mais conceituados arquitetos do país, começou a ser tocado, mas parou na reforma das estruturas e dos arcos forrados com tijolos que, por sinal, impressionam pela beleza. Maurício Andrade, coordenador e, juntamente com Betinho, fundador da ONG Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria, criada em 1993, não vê a hora de brotar outra semente, fruto de uma idéia ousada, porém viável: transformar o galpão de 14 mil metros quadrados na Zona Portuária do Rio no Centro Cultural da Ação da Cidadania, com o objetivo de reunir crianças e jovens em situação de risco para conhecer e se aprofundar no mundo mágico de seis manifestações artísticas. Mas falta dinheiro. O que foi feito até agora veio da Petrobrás, que financiou o início da reforma, projeto do arquiteto Hélio Pellegrino, ao custo de R$ 3,6 milhões. A Petrobrás não retomou o investimento e a obra parou, faltando, segundo Maurício Andrade, cerca de R$ 8 milhões para a sua conclusão. Em agosto passado, Maurício reuniu um grupo de artistas, empresários e intelectuais para firmar parcerias e terminar a obra, que prevê duas salas de cinema, um pólo de cinema e vídeo, uma área para shows que vai se chamar Renato Russo; um teatro que será chamado de Domingos Oliveira e restaurante. (...)”


Despedida de Annan leva casal Jolie-Pitt a Davos, “Folha de São Paulo” (21/01/2006)
“DAVOS, Suíça (Reuters) - O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, disse na quarta-feira a líderes empresariais de todo o mundo que, durante seus dez anos no cargo, a entidade se abriu a "uma nova mentalidade" a respeito de direitos humanos, leis, a natureza da guerra e o papel das corporações. Na sua despedida do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Annan disse que o legado de seu mandato, que termina em dezembro, é ir além dos governos, cooptando também empresas, celebridades e ONGs para promovem o trabalho da ONU. Os anfitriões foram uma surpresa: a atriz Angelina Jolie, embaixadora da boa-vontade da ONU para refugiados, e o ator Brad Pitt, de quem ela está grávida. Os dois conversaram com Annan depois do seu discurso e ficaram para uma conferência. Ironicamente, no evento havia três possíveis candidatos a sua sucessão o chanceler sul-coreano Ban Ki-Moon, o assessor presidencial Jayanthan Dhanapala, de Sri Lanka, e a presidente da Letônia, Vaira Vike-Freiberga. (...)”


ONU confia no esporte para potencializar desenvolvimento mundial, “Folha de São Paulo” (25/01/2006)
“O esporte é uma potente ferramenta para melhorar econômica e socialmente o mundo, avançar rumo à paz e agilizar o desenvolvimento dos países desfavorecidos, defenderam hoje o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge. Durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, concordou com os dois líderes ao afirmar que é necessário tirar proveito desse "enorme potencial em benefício de toda a sociedade". "O esporte favorece a tolerância, o respeito e a paz, o que permite que, em algumas ocasiões, o povo deixe as armas por um momento e se una para jogar ou competir em algum esporte", explicou Annan. Por sua vez, Rogge explicou que, por ocasião dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, o COI distribuiu US$ 253 milhões entre as diferentes federações para reforçar seus programas esportivos, assim como US$ 244 milhões entre comitês olímpicos individualmente. Além disso, do total de US$ 1 bilhão arrecadado pelos direitos de televisão e patrocínios, 92% foi redistribuído em benefício do esporte, o que mostra as grandes quantias que podem ser destinadas a melhorar o nível esportivo das sociedades.(...)”

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Diretoria do Pacto Global terá brasileiros, “PNUD-Site” (26/04/2006)
“Dois brasileiros — os presidentes da Petrobrás (José Sergio Gabrielli) e do Instituto Ethos (Oded Grajew) — estão entre os 20 membros da recém-criada diretoria do Pacto Global, uma iniciativa das Nações Unidas para incentivar a prática da responsabilidade social corporativa. Os diretores são ligados a empresas, sindicatos e organizações da sociedade civil, e foram indicados pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Eles terão a função de prover informações e recomendações para os participantes e coordenadores do pacto. Lançado em 2000, o Pacto Global das Nações Unidas tem o objetivo de unir empresas a agências da ONU, sindicatos, organizações da sociedade civil e governos para estimular ações sociais na iniciativa privada. As associadas devem se comprometer com dez princípios, calcados nas áreas de direitos humanos e do trabalho, meio ambiente e anticorrupção. Mais de 2.500 empresas aderiram ao pacto, em mais de 90 países. (...)”.


Vale escolhe Tito Botelho Martins para diretor-executivo da empresa, “Valor Econômico” (04/04/2006)
“A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) indicou Tito Botelho Martins, de 43 anos, para ser diretor-executivo de Assuntos Corporativos. A escolha do profissional, que está na empresa desde 1985, será analisada pelo Conselho de Diretores da companhia em reunião do dia 20. "O novo diretor executivo será responsável pela coordenação da Vale com os acionistas dela, com o objetivo de usar as práticas de responsabilidade social e consolidar a imagem da empresa", destacou a CVRD em nota distribuída pela internet nesta terça-feira. Antes da Vale, Tito Martins passou por empresas como Samarco, Ferroban e Açominas. Desde outubro de 2003, é diretor executivo da Caemi e das Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), funções das quais abrirá mão para ser diretor-executivo da CVRD. (...)”


Empresas "sociais" conquistam investidor, “Folha de São Paulo” (03/04/2006)
“A responsabilidade social está cada vez mais na moda no mercado financeiro. Além de a Bolsa de Valores de São Paulo ter criado um novo índice com ações de empresas preocupadas com o tema, grandes instituições financeiras têm lançado fundos afins. O primeiro fundo desse segmento foi lançado pelo ABN Amro, em novembro de 2001. No fim do ano passado, foi a vez de a Bolsa paulista lançar o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial). Três tópicos resumem as características da chamada responsabilidade social: preocupação com o ambiente, práticas sociais e governança corporativa. (...)”

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Empresa exige resultado em projeto social, “Folha de São Paulo” (28/03/2006)
“ Eficiência, maximização dos recursos e busca de excelência. Os dogmas da gestão empresarial furaram a velha carcaça de empirismo dos investimentos sociais privados e já norteiam as iniciativas das companhias mais atentas. Empenhadas em verificar se e como frutificam seus investimentos sociais, elas estão criando ou buscando, em consultorias e organizações não-governamentais, técnicas para aferir a eficiência dos seus programas. Assim, podem melhorá-los. Ou encerrá-los. (...)”


Fiesp sai em defesa da CNBB e cobra programa de desenvolvimento, “Folha de São Paulo” (02/03/2006)
“A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) saiu em defesa do secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Odilo Pedro Scherer, que criticou a política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que é preciso rever "os juros altos" porque o Brasil tem sido um "paraíso financeiro". O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, deve visitar dom Odilo na próxima semana para cumprimentá-lo pelas declarações. Na visita, Skaf deve discutir com representantes da CNBB propostas para o desenvolvimento do país combinado à melhoria das condições sociais da população. (...)”


Firjan lança programa para inserção de pessoas com deficiência mental, “O Globo” (16/02/2006)
“O Sistema Firjan lançou o programa InSERir, voltado para a inserção de portadores de deficiência mental e/ou com paralisia cerebral no mercado de trabalho de forma eficaz. A iniciativa, primeiramente, se desenvolve no edifício-sede da entidade, onde já foram selecionados quatro portadores de paralisia cerebral. Eles estão em fase de treinamento, durante seis meses, na função de mensageiros e recebem salário mínimo e alimentação. Até o fim deste ano, o programa será adotado pelas demais 53 unidades do Sistema Firjan. No fim do treinamento, a perspectiva é de contratação ou de encaminhamento desses profissionais para outras empresas pela Assessoria de Responsabilidade Social da Firjan. As quatro pessoas que já estão em treinamento foram encaminhadas pelo Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa de Portadora de Deficiência (IBDD), mediante convênio assinado para o preenchimento das vagas. (...)”

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Premiações ajudam a "empurrar" voluntários, "Folha de São Paulo" (26/06/2006)
"Concursos de projetos com prêmios em dinheiro e em produtos, treinamentos, slogans, divulgação e horas livres no expediente. Mecanismos tipicamente usados para estimular a performance de vendas e de outras áreas "agressivas" começam a aparecer também nos programas corporativos de estímulo ao voluntariado. De acordo com gestores e consultores, as companhias percebem, na adesão de funcionários a serviços voluntários --ações não remuneradas em escolas, hospitais e organizações não-governamentais--, um meio de aperfeiçoar habilidades como liderança e trabalho em equipe. "Um programa estruturado traz a oportunidade de treinar os funcionários", afirma Andrea Goldschmidt, da consultoria Apoena Social. Rosangela Coelho, assessora de responsabilidade social da Embraco, confirma: "Muitos funcionários desenvolvem habilidades que os tornam mais qualificados para suas funções, como capacidade de lidar com desafios e situações novas". (...)"


Escolas latino-americanas perdem um aluno a cada 28 segundos, diz fundação, "Folha de São Paulo" (23/06/2006)
"O índice de evasão escolar na América Latina assusta o empresariado brasileiro. A cada 28 segundos um estudante latino-americano abandona a escola, segundo cálculo apresentado nesta sexta-feira pela Fundação Lemann. Para dar uma dimensão do problema, a fundação montou na conferência "Ações de Responsabilidade Social em Educação Melhores Práticas na América Latina", que acontece até amanhã na Bahia, um relógio que mede a quantidade de alunos que terão abandonado a escola até o final do evento. "Queremos mostrar o censo de urgência de realizar investimentos em educação", disse a diretora-executiva da Fundação Lemann, Ilona Becskeházy.(...)".


Empresários se unem para propor ações para melhoria da educação, "Folha de SP" (23/06/2006)
"Insatisfeita com a gestão pública da educação, parte do empresariado brasileiro decidiu colocar a mão na massa e criar ações para elevar o nível do ensino do país. Mais do que investir na qualidade e capacitação da mão-de-obra de suas próprias fábricas, o empresariado diz que aplicar em educação ajuda a acelerar o crescimento econômico e social do país. 'Se dependermos apenas do governo, não chegaremos lá. Estou aflito com o pouco crescimento do país', disse Jorge Paulo Lemann, presidente da Fundação Lemann. Entre os pontos considerados críticos por Lemann está o baixo crescimento econômico do país, inferior à taxa média da América Latina e do mundo. 'Se continuarmos assim, vamos perder a corrida da eficiência e da competência no mundo globalizado. Se não atacarmos o problema, nosso crescimento será inadequado.'(...)"


Congresso reage à violência no Rio, “Correio Braziliense” (12/02/2007)
"Em resposta ao apelo popular, que cobra dos parlamentares leis mais duras contra criminosos como os assassinos do menino João Hélio Fernandes, 6 anos, a Câmara dos Deputados incluiu na pauta de quarta-feira dois projetos de lei do pacote de segurança pública que tramita na Casa. Uma de autoria do Executivo (PL nº 6.793/06) e outra do Senado (PL 4.500-A/01), as duas propostas tornam mais rígidas a progressão do regime prisional para os autores de crimes hediondos. Pelo menos quatro dos responsáveis pela morte do pequeno João Hélio, semana passada no Rio, se enquadram na categoria. Um é menor de idade."

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Filantropia e capitalismo global, “Folha de São Paulo” (02/11/2006)
“Bill Gates e Warren Buffet, os dois homens mais ricos do mundo, após doarem 70 bilhões de dólares para a Fundação Gates, são também os maiores filantropos vivos. Símbolos do capitalismo global, eles integram os 40 atuais bilionários mundiais que acumularam sozinhos sua fortuna. A filantropia nasceu nos Estados Unidos ao final do século 19 para remediar a incompetência das instituições em atender os excluídos daquele tempo. Ideólogos como Andrew Carnegie e Herbert Spencer incentivavam os doadores a aplicar aos problemas sociais os métodos racionais da revolução industrial. Aliás, foi Buffet quem deu a Gates o famoso texto de Carnegie, "O Evangelho da Riqueza", sobre a "necessidade moral" da grande filantropia. (...)”


Vale suspende ajuda a indígenas, “O Liberal” (01/11/2006)
“A diretoria da Companhia Vale do Rio Doce anunciou ontem, durante encontro realizado em Brasília e, simultaneamente, numa entrevista coletiva ocorrida na sede da empresa, no Rio de Janeiro, a suspensão da ajuda financeira por ela concedida às comunidades indígenas Xikrin do Cateté e do Djudjêkô. As duas aldeias estão localizadas em área contígua à Floresta Nacional de Carajás, no sul do Pará, e abrigam hoje uma população de aproximadamente 900 índios. Essas comunidades vêm recebendo assistência da CVRD desde a fase inicial de montagem do complexo mineral de Carajás, na época em que a Companhia era ainda estatal. Depois da privatização, a Vale manteve e ainda ampliou a ajuda concedida às comunidades indígenas, no Pará, no Maranhão e em outros Estados brasileiros. “A Companhia não aceita chantagens e não vai ficar sujeita à pressão de grupos invasores', afirmou o seu diretor executivo de assuntos corporativos, Tito Martins, na entrevista que concedeu no Rio de Janeiro. Além da imprensa local e de correspondentes estrangeiros, participaram também da entrevista, em vídeo-conferência, jornalistas de quatro capitais brasileiras - Belém, São Luís, Vitória e Belo Horizonte.”


De acordo com o IBGE, meninas são maior parte das empregadas domésticas, “O Liberal” (24/10/2006)
“No próximo dia 7 de novembro, Ronivaldo Guimarães Furtado será julgado no salão do tribunal do júri do Fórum Civil, em Belém. Ele é acusado de, junto com a companheira Roberta Sandreli - condenada a 38 anos de prisão -, ter violentado sexualmente e espancado até a morte Marielma Sampaio, de 11 anos, que trabalhava como babá da filha do casal. O crime aconteceu em novembro passado. Sua morte pontuou de forma trágica o roteiro de oportunidades que levaria a menina nascida em Vigia, município pobre do litoral paraense, a uma vida melhor. Quatro meses antes, o casal havia convencido a mãe de Marielma a deixá-la trabalhar em Belém. O trabalho seria compensado pela possibilidade de estudar na capital, além de roupas, sapatos e outros artigos de primeira necessidade. Marielma sequer chegou a entrar na escola. O caso chamou a atenção da opinião pública paraense para o drama silencioso do trabalho doméstico infantil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 170 mil crianças e adolescentes entre 5 e 15 anos, em sua maior parte meninas, são empregados domésticos em todo o Brasil. Além de ilegal, o trabalho doméstico nessa faixa etária confere à criança responsabilidades da vida adulta para as quais ela não está preparada, expondo-a a situações que, não raro, resvalam em humilhações verbais e até mesmo físicas. Tida como mão-de-obra dócil e subserviente, a criança pouco contesta e dificilmente se volta contra seus abusadores. Na melhor das hipóteses, a privação de uma época torna suas vidas amargas e destrói perspectivas de um futuro ainda distante.(...)”

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Vencedoras Eletronorte e Vale estão entre as empresas que receberam prêmio, “O Liberal” (24/10/2006) 
“O Serviço Social da Indústria (Sesi) entregou na noite desta quinta-feira, na sede da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), em Belém, o Prêmio Sesi de Qualidade no Trabalho às empresas paraenses que se destacaram nas ações desenvolvidas em prol da melhoria da qualidade de vida do trabalhador, dentro e fora da indústria, e das atividades implementadas com vistas à preservação do meio ambiente. Seis empresas receberam troféus de ouro e prata: a Eletronorte, Companhia Vale do Rio Doce; Guascor do Brasil;Centro de Tecnologia da Eletronorte; Tapon Corona e Ecomar; empresa de pesca de Vigia. Outras trinta e três empresas receberam certificados de participação no prêmio. Este ano, 41 empresas do Pará participaram da etapa regional do Prêmio Sesi. No ano passado foram apenas 12 participantes. Para a coordenadora da premiação em Belém, Suely Linhares, o aumento de empresas inscritas mostra o nível de conscientização das empresas que estão investindo na melhoria da qualidade de vida do trabalhador e contribuindo para implantação de medidas de responsabilidade social.. 'Nosso objetivo é valorizar ações que busquem a melhoria do trabalhador, de seu ambiente de trabalho e ao mesmo tempo, ações que se expandam para a melhoria da sociedade onde essas empresas estão inseridas', firma a coordenadora local da premiação, Suely Linhares.(...)”


ONU cria grupo de responsabilidade social, "Estadão” (25/10/2006)
“Foi realizado ontem o lançamento da Conversando com as Nações Unidas (CNU-Brasil), uma organização que tem como objetivo aproximar a ONU da sociedade civil, por meio da divulgação de suas idéias, valores e pesquisas. “As pessoas se sentem muito distantes da ONU porque normalmente são seus governos que se manifestam na tomada de decisões. E muitas pessoas não sabem o que seus governos andam fazendo”, explicou o embaixador Rubens Ricupero, presente ao evento.Cláudio Szajman, presidente do CNU-Brasil e do Grupo VR, diz que esse novo órgão vai servir de ponte entre tudo o que já foi feito pela ONU e pela sociedade. Os melhores trabalhos de responsabilidade social das empresas e entidades serão estudados e difundidos. “Existem ‘N’ programas excelentes no Brasil que tratam de crianças, por exemplo. Mas esses programas não são utilizados como referência e cada empresa tem de recriar a roda ao montar seu próprio projeto”, explica. “E também não se conhece o que é feito lá fora.” Szajman diz que isso ocorre mesmo com a grande presença de agências das Nações Unidas do Brasil: das 23 existentes, 21 estão no País. Uma das primeiras decisões da CNU foi de criar a Casa da ONU, que deve ser construída em 2007 no centro de São Paulo. “Ainda não há projeto definido, mas será uma casa onde as pessoas poderão conhecer tudo o que é feito de melhor pelas empresas e pela ONU”, diz o presidente do Banco Real e presidente do conselho de governança da CNU, Fábio Barbosa. Ele afirmou também que existe a intenção de se instalar um Centro de Estudos e Pesquisas no Brasil. “Já temos diversas pesquisas sobre IDH, meio ambiente e violência. (...)”


Movimento Olímpico fomentará educação através do esporte, “Folha de São Paulo” (24/10/2006)
“Os mais de 700 especialistas procedentes de 150 países que participaram do V Fórum sobre Esporte, Educação Olímpica e Cultura, que terminou hoje em Pequim, concordaram na necessidade de fazer do esporte um ramo fundamental da educação dos jovens. "O desafio de nosso Movimento Olímpico é fazer a educação da juventude através do esporte tão relevante hoje como o era quando Pierre de Coubertin fundou o Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre este princípio há 100 anos", disse o presidente do COI, o belga Jaques Rogge, no discurso que encerrou o fórum. É a primeira vez que este fórum, patrocinado pela Unesco, o COI e o Comitê Organizador de Pequim 2008 (BOCOG), acontece fora da Europa e em Pequim estiveram representantes de Comitês Olímpicos Nacionais de todo o mundo além de ex-desportistas e especialistas em cultura e educação. (...)”


Os trabalhadores mais jovens, “Folha de São Paulo” (24/10/2006)
“Parban tem 15 anos e um olho de vidro. Quebrando pedras, uma lasca lhe acertou o olho direito e a infecção fez o resto. Isso faz quatro anos. Suas vias respiratórias não estão muito melhores. Ele é uma das 2,6 milhões de crianças entre 5 e 14 anos que trabalham no Nepal, 41% do total. O país proíbe empregar menores de 14 anos, mas a ausência de fiscais permite que em Chobchar, a comunidade onde vive Parban, haja crianças que com 6 anos já quebram pedras para a indústria da construção. Parban é um dos beneficiários de uma ONG internacional que promove sua educação. Enquanto esperam as condições para que o trabalho infantil não seja necessário para a economia familiar, ONGs como esta defendem sua regulamentação para que se realize em boas condições, em vez de proibi-lo. A Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Unicef ou a Marcha Global contra o Trabalho Infantil acreditam, por outro lado, que nesse assunto não há pacto válido é preciso eliminá-lo e legislar por exclusão, quer dizer, evitar considerar os menores como trabalhadores. A recente aprovação na Índia de uma lei que proíbe empregar crianças na hotelaria e no serviço doméstico reabriu o debate. (...)”

 

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Na ânsia de exportar, a China coloca os lucros acima da vida humana, “Folha de São Paulo” (21/10/2006“Os comunistas chineses há muito tempo desistiram do verdadeiro comunismo. Devido ao interesse no lucro e na riqueza, a propriedade é mais respeitada do que a vida humana, e os trabalhadores da China são mais explorados do que os de qualquer outro país. A mão-de-obra barata na China se constitui em um ataque contra as nossas sociedades civis. Nota do editor: O ensaio que se segue foi extraído do best-seller alemão "Guerra Mundial pela Riqueza: A Captura em Escala Global do Poder e da Prosperidade" de autoria do editor da "Der Spiegel" Gabor Steingart. Quando se trata de redistribuir poder e riqueza, o Estado desempenha um importante - e há quem diga decisivo - papel. No Ocidente, os governos estabelecem garantias de que os membros mais produtivos da economia auxiliem a sociedade como um todo. As companhias ficam com a maior parte dos lucros. O resultado é benéfico para todos, e não apenas para aqueles diretamente envolvidos com a produção de riquezas. O Estado de bem-estar social (welfare state) facilita a transferência de dinheiro da esfera da produção para aqueles setores da sociedade nos quais nenhuma riqueza é produzida, somente consumida. Desta forma, a riqueza criada no centro economicamente produtivo da sociedade alcança aqueles indivíduos que estão na periferia desse sistema, e que não estão diretamente envolvidas com uma atividade econômica do país.(...)”


O álcool e responsabilidade social, “Gazeta Mercantil” (5/10/2006)
 “ Faltam cuidados com a saúde e segurança dos trabalhadores. Não é novidade o crescente interesse internacional pelo álcool combustível brasileiro. O produto, um complemento ideal para a diminuição de emissões nocivas à saúde, além de ser uma alternativa à gasolina, ganhou mais força nos países que precisam cumprir o Protocolo de Quioto de redução de emissões de CO2 na atmosfera. Porém, como os canavieiros e usineiros terão de se organizar para atender às novas demandas, os investimentos necessários e o potencial para geração de negócios e empregos têm mascarado uma total falta de atenção para os cuidados mínimos com a saúde e segurança dos trabalhadores envolvidos com o corte de cana. Isso sem falar no impacto ambiental da monocultura para a preservação do solo e do ambiente no entorno. Estas questões, infelizmente, estão em segundo plano nas discussões sobre o modelo auto-sustentável de matriz energética que alçaria o Brasil à posição de maior fornecedor mundial de álcool, mas podem se tornar um empecilho gravíssimo para o desenvolvimento sustentado do setor sucroalcooleiro. Na União Européia ou no Japão, o tratamento dispensado aos trabalhadores é algo seríssimo. Diferentemente do Brasil, as escolhas do consumidor desses países têm o poder de derrubar empresas e setores caso a opinião pública julgue que o processo de produção de determinada commodity fere procedimentos básicos adotados nas convenções internacionais do trabalho ou na Declaração Universal dos Direitos Humanos.(...)”

 

Meio ambiente entra na Bolsa Social da Bovespa "Gazeta Mercantil - 08/03/2007
"A Bovespa anunciou ontem que a Bolsa de Valores Sociais (BVS), iniciativa lançada em 2003 com o objetivo de levantar fundos para projetos de educação, ampliará sua área de atuação, abrigando também projetos ambientais. Com a mudança, a BVS passará a se chamar Bolsa de Valores Sociais & Ambientais(BVS&A).  Com a incorporação do tema ambiental, a BVS&A vai ampliar de 30 para 35 o número de projetos listados. De acordo com o presidente da Bovespa, Raymundo Magliano Filho, o objetivo da mudança foi integrar o programa de responsabilidade social da entidade ao conceito de políticas sustentáveis, em linha com os dez princípios do Pacto Global da ONU - do qual a Bolsa paulista faz parte - dos quais quatro referem-se ao meio ambiente".


Cresce preocupação ambiental em empresas "Folha de São Paulo" - 27/02/2007
”Desastres ambientais apontados como decorrência do aquecimento global, escassez de recursos naturais essenciais -como a água- e a alta do petróleo conseguiram alçar a preocupação com a preservação do ambiente ao posto de prioridade para a iniciativa privada, mais de uma década depois da Eco-92, marco da conscientização sobre o problema”.

 

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ONGs e governo contra redução de maioridade “O Estado de São Paulo” – 27/02/2007
“A dois dias da votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado do projeto que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, várias instituições de defesa da criança e do adolescente e o próprio governo se mobilizam contra a aprovação. “O rebaixamento da idade penal é inegociável para nós”, disse a presidente do Conselho Nacional da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira, também subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente do governo federal. Se a CCJ aprovar o projeto amanhã, a matéria será levada ao plenário. Se aprovada novamente, segue para a Câmara.Amanhã, a CCJ do Senado deve votar projeto do senador Demóstenes Torres (PFL-GO) que reduz a maioridade penal em dois anos, mas com uma ressalva: a prisão para os jovens com idades entre 16 e 18 anos só pode ser aplicada nos casos de crimes hediondos. Nos outros casos, vale o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).”


ONU prevê desaceleração mundial “O Popular” – 20/02/2007
“Após três anos de crescimento acelerado, a atividade econômica mundial deve passar a se expandir de forma mais lenta a partir de 2007. Os países desenvolvidos serão os mais atingidos pelo refreamento da atividade econômica, o que pode trazer implicações para todos os demais. A conclusão é do relatório World Economic Situations and Prospects 2007, cuja tradução em português é Situação Econômica Mundial e as Projeções para 2007.Segundo o estudo recém-publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007, o Produto Bruto Mundial (PBM) deverá crescer a taxas de 3,2% ao ano. Em 2006, as estimativas indicavam um crescimento de 3,8%. Países de primeiro mundo devem registrar um aumento médio de 2% em relação ao ano passado. Para o Brasil, as previsões atuais das Nações Unidas são de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,3% em 2006 e 3,5% em 2007”.


Projeto prevê punição para trabalho escravo "O Liberal - 20/02/2007"
“A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou por unanimidade parecer favorável do senador Flávio Arns (PT-PR) a projeto de lei que poderá vir a ser um instrumento no combate ao trabalho escravo. De autoria da ex-senadora Ana Júlia Carepa (PT), hoje governadora do Pará, a proposição proíbe a concessão de empréstimo e a participação em processos de licitação a pessoas físicas ou jurídicas condenadas em última instância administrativa por haver submetido empregado a condição degradante de trabalho ou grave restrição à liberdade individual.”

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Concentração recorde de gás-estufa “O Globo” – 20/02/2007

“O acúmulo de gases do efeito estufa na atmosfera - o maior responsável pelo aquecimento global - atingiu um novo recorde de concentração, o mais alto em pelo menos 650 mil anos, informaram ontem cientistas que trabalham
no Ártico”.


Em acordo, Coréia do Norte aceita suspender atividade nuclear – "Folha de São Paulo" – 14/02/2007
"O governo norte-coreano aceitou nesta terça-feira suspender suas atividades nucleares, em um acordo selado em reunião multilateral que garantirá US$ 300 milhões em ajuda ao país. Segundo o acordo, fechado em reunião entre seis países em Pequim após uma semana de negociações, Pyongyang deve suspender as atividades em seu principal reator nuclear e permitir inspeções da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) no local"


Fundos de pensão aderem ao investimento responsável “Valor Econômico” – 27/03/2007
“A célebre frase do economista Milton Friedman "o objetivo social das empresas é o lucro" passou por um processo evolutivo no final da tarde ontem, quando o presidente da Caixa dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), Sérgio Rosa, acrescentou a palavra "sustentável" a ela, depois de pedir licença ao seu criador. A declaração marcou o discurso de Rosa no evento em que um grupo de 15 fundos de pensão - entre os quais, Valia, Funcef, Petros e Centrus, além da própria Previ - aderiram aos Princípios para o Investimento Responsável (PRI). Trata-se de uma cartilha com seis regras de conduta que as fundações devem seguir para selecionar os investimentos conforme o comprometimento das companhias com questões ambientais, sociais e de governança corporativa - ESG, na sigla em inglês.”


No IDH Ambiental, Brasil dá salto “O Globo” – 25/03/2007
“Se a ONU passasse a incorporar a variável ambiental na avaliação feita, anualmente, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), uma espécie de dança das cadeiras seria promovida entre as nações. Os Estados Unidos despencariam no ranking, enquanto o Brasil subiria alguns degraus. É que hoje não basta responder apenas a perguntas como: o que é a pobreza? Como medi-la? Quem são os pobres? E por que são pobres?”.


ONU lança um dramático alerta sobre a água – “Correio do Povo” – 23/03/2007
“A ONU lançou ontem, em Roma, um dramático alerta sobre a situação dos recursos hídricos do planeta ao enfatizar que dois em cada três habitantes estarão ameaçados pela escassez até 2025. Por ocasião de uma conferência internacional organizada na sede das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), na capital da Itália, em função do Dia Mundial da Água, o diretor-geral da agência, Jacques Diouf, enfatizou a grave preocupação da ONU quanto ao fato de que 1,2 bilhão de pessoas já vivem em zonas de déficit de água e que 500 milhões a mais estão ameaçadas da escassez em curto prazo”.

 Sobe 

Brasil lidera com derivados da biomassa “Gazeta Mercantil” – 21/03/2007
“O clima favorável, a abundância de terras agrícolas e de biodiversidade apontam que o caminho do desenvolvimento do Brasil no campo. O conhecimento avançado no mercado de biomassa poderá transformar o País em um dos líderes mundiais no setor de produtos industriais ecologicamente corretos, ultrapassando inclusive os países desenvolvidos. Para o "ecossocioeconomista" Ignacy Sachs, uma aposta neste mercado poderá fomentar um novo ciclo de desenvolvimento rural, includente e sustentável.”


BID renova sua luta contra a pobreza – “Correio do Povo” – 21/03/2007
“O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) encerrou, ontem, na Guatemala, sua reunião anual centrada na luta contra a pobreza, embora os protagonistas tenham sido a Venezuela e seu projeto de criar um banco alternativo e a China, que iniciou um processo para ingressar no organismo. Os representantes dos 47 países membros do Banco, o maior credor multilateral da América Latina, debateram durante dois dias como estender aos mais pobres os benefícios do forte crescimento dos últimos anos na região, que tem o maior nível de desigualdade social do mundo”.


Empreendedorismo - Reciclagem de papel “Jornal do Commércio AM” – 21/03/2007
“A questão ambiental vem causando impactos positivos em vários setores econômicos, gerando oportunidades de negócios e ocupações para milhões de empreendedores em todo o mundo. O Brasil é referência mundial quando o assunto é reciclagem de latas de alumínio, sendo detentor de uma rede de ampla capilaridade que recolhe estas embalagens e as revendem para as indústrias recicladoras, num negócio altamente lucrativo para todos os envolvidos. Os índices deste tipo de reciclagem no país alcançam 78% do que é produzido, segundo o Portal Ambiente Brasil, sendo superado neste aspecto somente pelo Japão. A reciclagem de papel, no entanto, é menor que a do alumínio, pois somente 30% do que é produzido é reciclado. Mesmo assim, estes são percentuais animadores, que revelam potencialidades econômicas enormes”.


BID anuncia fundo para o etanol “O Estado de São Paulo” - 20/3/2007
"Na Assembléia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o presidente da instituição, Luis Alberto Moreno, anunciou ontem plano conjunto do banco, Brasil e Estados Unidos de criar, ainda este ano, um fundo de investimento para o financiar projetos de biocombustíveis, que sirva também para estimular o desenvolvimento do mercado de etanol. “É importante que a produção cresça, pois é a única forma de o combustível se tornar commodity.” Moreno informou que o volume de recursos a serem disponibilizados no fundo está em discussão. “Estamos trabalhando com Brasil e Estados Unidos para ver como poderemos criar o fundo para promover esse tipo de projeto”, limitou-se a dizer”.

 Sobe 

Erradicar analfabetismo na América Latina é uma dívida dos Estados – “Gazeta Mercantil” – 15/03/2007
“Erradicar o analfabetismo que afeta na América Latina 34 milhões de pessoas "é uma dívida dos Estados", afirmou nesta quarta-feira, em Madri, a ministra espanhola da Educação, durante apresentação de um plano de alfabetização para jovens e adultos da região."A alfabetização é um direito humano básico (...). É uma dívida e um compromisso ético dos Estados", sustentou Mercedes Cabrera ao intervir no ato de lançamento deste plano impulsionado por vários organismos ibero-americanos com o apoio da Coroa e do governo espanhóis, cujo principal objetivo é que "esta população seja alfabetizada antes ou em 2015".


Amazônia superaquecida – “Diário da Manhã” – 12/03/2007
“A Amazônia pode ter um aumento de até 6ºC até 2100, enquanto para o mundo a previsão mais pessimista é a de que as temperaturas mínimas aumentem até 5ºC. Esse é um dos resultados da simulação feita pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) José Marengo, divulgada ontem, durante o 1º Simpósio Brasileiro sobre Mudanças Ambientais Globais, que termina nesta segunda-feira, em um hotel da zona sul do Rio”.


Água será reduzida em 50% até 2050 = “Diário da Manhã” – 12/03/2007
“A quantidade de água por pessoa disponível nos países do mundo árabe e no Irã diminuirá progressivamente até cair em 2050 para 50% da atual, segundo um relatório apresentado pelo Banco Mundial no Cairo”.


Em Recife, um retrato da juventude excluída “O Globo” – 11/03/2007
“Capital brasileira com o maior índice de mortalidade de jovens entre 15 e 24 anos, com 207,9 homicídios por cem mil habitantes nessa faixa etária, Recife retrata a situação de risco da juventude do país também em outros indicadores, como os de exclusão social e falta de acesso à escola pública. Há um exército de adolescentes fora da escola. Eles não trabalham e se transformam em presas fáceis para o tráfico e outros crimes. Os números divergem. Pelos estudos do sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, criador do IDJ (Índice de Desenvolvimento da Juventude), com base na Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad, do IBGE), há pelo menos 173.865 jovens sem ocupação na região metropolitana de Recife. “


Pescadores terão acesso à eletricidade “O Estado do Maranhão” 11/3/2007
“A Ilha dos Lençóis, localizada no município de Cururupu, é habitada basicamente por pescadores. Com uma população em torno de 400 pessoas, a ilha é mais um dos pontos do país que não tem eletricidade. Para reduzir o problema, o Departamento de Engenharia de Eletricidade da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) conseguiu o financiamento de um projeto que utiliza fontes alternativas como o vento e o sol para produzir energia elétrica. O projeto, que teve a aprovação do Ministério de Minas e Energia, encontra-se na fase inicial de instalação e estará funcionando completamente até dezembro deste ano. O financiamento foi feito por meio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O orçamento é da ordem de R$ 1.900.000,00.”

 

 Sobe 

Rede ambientalmente sustentável nas escolas – “O Estado de São Paulo” – 30/04/2007
“As secretarias municipais de Educação e Meio Ambiente de São Paulo vão assinar, na quarta-feira, um termo de compromisso com os princípios da Carta da Terra, documento adotado desde 2002 pela Organização das Nações Unidas (ONU) como diretriz para um mundo democrático, uma cultura de paz e de respeito ao meio ambiente. O objetivo do documento é difundir os conceitos entre a rede de alunos e professores e adotar na prática medidas que estejam de acordo com seus princípios, entre elas a economia de água e luz elétrica nas unidades escolares. Também estará presente no evento a diretora-executiva da Secretaria Internacional da Carta da Terra, Mirian Vilela”.


Avanços e limites dos biocombustíveis – “Gazeta Mercantil” - 30/4/2007
“Desde que começou o ano de 2007, os assuntos ligados aos biocombustíveis têm sido parte de grandes debates que analisam sua utilização na economia brasileira. Não é à toa o interesse pelos temas energéticos que envolvem o etanol, o biodiesel e os hidrocarbonetos de forma geral. Toda a sorte do desenvolvimento dos países, industrializados ou não, depende de sua relação com algum insumo empregado na geração de calor ou de eletricidade para transporte, residência e produção industrial e agrícola”.


Rentabilidade maior para as companhias com boas práticas – “Gazeta Mercantil” - 30/4/2007
“As questões sobre a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental começam a ganhar mais atenção no mercado, ocupando espaço semelhante ao que recentemente era destinado à governança corporativa, conceito cuja importância ninguém mais dúvida. A governança já é, inclusive, mensurável para as companhias. Um estudo recente que avaliou 294 companhias mostra que a rentabilidade sobre o patrimônio das empresas com boas práticas de governança foi de 16,4% nos últimos 12 meses encerrados em setembro do ano passado. As empresas sem governança apresentaram resultado significativamente menos atraente: rentabilidade sobre o patrimônio de 4%”.


Sistema financeiro e meio-ambiente – Correio Braziliense 30/4/2007
“A recente divulgação de pesquisas científicas sobre o nível de aquecimento global despertou a atenção da sociedade internacional e parece ter catalisado a superação do velho paradigma de que a preocupação ambiental implica obstáculo ao desenvolvimento econômico. Ressurge a preocupação com o desenvolvimento sustentável, usualmente definido como aquele que atende às necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade de satisfação de necessidades das gerações futuras. Nesse contexto, a variável ambiental é um dos principais componentes de um modelo de desenvolvimento realmente sustentável. O papel a ser desempenhado pelas instituições financeiras na questão ambiental não pode estar adstrito à burocrática verificação de licenças e estudos de impacto ambientais dos empreendimentos. A necessidade de reformulação das relações entre o capital e a natureza, imposta pelo agravamento da situação climática de nosso planeta, impõe uma atuação mais vigorosa e incisiva do sistema financeiro, por sua atuação propulsora do desenvolvimento”.


ONU ataca subsídios a etanol – “O Estado de São Paulo” - 29/4/2007
“A Agência Internacional de Energia (AIE) e os principais organismos da Organização das Nações Unidas (ONU) atacam os subsídios dados nos Estados Unidos e Europa para a produção do etanol e suas tarifas de importação. A AIE alerta que o novo combustível não conseguirá ser uma alternativa sustentável se depender indefinidamente de ajuda estatal para financiar a produção agrícola usada. Já a ONU alerta que as barreiras comerciais dificultarão os investimentos nos países em desenvolvimento no setor do etanol e defende que a produção se concentre apenas em locais competitivos, ou seja, nos países em desenvolvimento. Na sexta-feira, em Genebra, presidentes de petrolíferas, organizações internacionais e ministros de Energia se reuniram para debater o futuro do mercado de combustíveis. O etanol esteve presente em todas as intervenções”.

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Em ato político, Lula assina decreto para dar início ao PAC da Educação – “O Globo” - 24/4/2007
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Fernando Haddad, lançam hoje o Plano de Desenvolvimento da Educação, o já apelidado PAC da Educação, com ações em todos os níveis de ensino. De acordo com assessoria de imprensa do Ministério da Educação (MEC), serão 42 medidas. A solenidade de caráter político, no Palácio do Planalto, foi determinada por Lula. Nas próximas semanas, o governo promoverá caravanas para divulgar as principais ações, começando pelos estados do Nordeste.”


BNDES pode financiar transporte escolar – “Folha de São Paulo” - 24/4/2007
“O Ministério da Educação espera contar com um empréstimo de R$ 600 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para financiar a compra de ônibus e barcos para transporte escolar. A medida integra o pacote de propostas que será apresentado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).”


Campanha nacional quer ampliar os investimentos em educação pública – “O Liberal” – 24/04/2007
“A Campanha Nacional pelo Direito à Educação quer aproveitar a Semana de Ação Mundial 2007 para debater a necessidade de investimentos para a educação no Brasil. A mobilização acontece em mais de 100 países de hoje a 27 de abril. De acordo com a entidade, o evento terá a participação de 23 instituições, entre fundações, organizações não-governamentais (ONGs) e associações, além de três sindicatos, escolas públicas e sete pólos do projeto Nossa Escola Pesquisa Sua Opinião (Nepso).”


O lucrativo negócio da sustentabilidade – “Gazeta Mercantil” - 23/4/2007
“Empresas mostram que responsabilidade socioambiental pode ser um modelo viável de negócios. Um grupo seleto de companhias brasileiras já sabe como fazer dos investimentos socioambientais responsáveis um modelo de negócio. Dele fazem parte nomes como Arcelor, Suzano, Grupo Bertin, Vale do Rio Doce e Banco do Brasil. Embora lembrem que os esforços nesse sentido devem sempre ser medidos no longo prazo, elas contam como vem conseguindo dar uma racionalidade econômica às suas iniciativas, agregando valor ao acionista, gerando novas oportunidades de negócios e, claro, aumentando as receitas.”


Créditos de carbono geram US$ 60 milhões – “Gazeta Mercantil” - 23/4/2007
“O Brasil tem 217 projetos em curso de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Destes, 99 estão registrados na ONU e 62 já estão recebendo créditos de carbono. Os 62 projetos foram responsáveis pela redução da emissão de 6 milhões de toneladas de gases que provocam o efeito estufa, e pela entrada de US$ 60 milhões com a venda de créditos, disse o Secretário Executivo de Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, José Domingos Miguez, em palestra proferida na Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) e realizada na última sexta-feira, em Florianópolis (SC)”.


Unesco sugere ações contra analfabetismo – “A Notícia/SC” - 23/4/2007
“A educação na infância é a primeira das seis metas para se reduzir pela metade o analfabetismo no mundo até 2015. O compromisso Educação para Todos foi firmado por vários países em Dakar, no Senegal, em 2000. O ensino na primeira infância é também o tema do Relatório do Monitoramento Global Educação para Todos 2007 da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Segundo a Unesco, cem milhões de crianças, em todo o mundo, continuam fora da escola. O compromisso com a educação é lembrado pelos países, todos os anos, na Semana de Educação para Todos, que começa hoje.”


Com terras disponíveis, Brasil é "celeiro" para alimentos e bioenergia – “Valor Econômico” - 20/4/2007
“Nos 14 países de maior área agrícola no mundo, 49% das terras agricultáveis ainda estão disponíveis para plantio. Poucos, contudo, têm potencial para expandir fortemente o cultivo de grãos, de forma que a oferta possa atender à simultânea - e crescente - demanda das áreas de alimentos e biocombustíveis. Esta é a principal conclusão de um estudo, recém-concluído, do Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial (Pensa), vinculado à Fundação Instituto de Administração (FIA/USP). O estudo é baseado em dados da FAO, braço da ONU para alimentação e agricultura. Segundo o levantamento, de 1,862 bilhão de hectares de terras aráveis distribuídas em países como Brasil, EUA, Rússia, Índia, China, além da União Européia, 917,7 milhões não são aproveitados para produção agrícola. O problema, aponta Marcos Fava Neves, coordenador do Pensa, é que nas regiões onde os planos de expansão do plantio para atender ao setor de biocombustíveis são mais ousados não há área disponível em amplitude suficiente. Exceto no Brasil”.


Portadores de Aids sem coquetel são 5 milhões – “O Povo” - 18/4/2007
“Apenas dois milhões de portadores da Aids nos países em desenvolvimento se beneficiavam da triterapia (coquetel de medicamentos) no final de 2006, enquanto mais de sete milhões necessitavam de um tratamento urgente para sobreviver. É o que assinala um relatório divulgado ontem pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Programa das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em Genebra”.

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Brasil quer ajuda para manejo sustentável - “Gazeta Mercantil” - 17/4/2007
“A conservação da floresta amazônica pode tornar-se uma tarefa de várias nações daqui a alguns anos. Uma das propostas que o Brasil apresentará na 7 Sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF) é que os países desenvolvidos contribuam financeiramente para que o Brasil possa implementar programas de manejo sustentável na Amazônia. O evento das Nações Unidas sobre florestas começou no último sábado em Nova York e se estende até o próximo dia 29. A participação do Brasil está prevista para a próxima semana. O diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo, representa o País nos debates. "Proteger as florestas custa muito caro e nós acreditamos que é muito importante protegê-las, mas também tem que ser criado algum mecanismo que faça com que o mundo ajude a pagar a conta de manter a floresta em pé." Segundo ele, ao preservar a floresta o Brasil prestará um serviço ao mundo inteiro”.


Brasil adere ao Banco do Sul “Jornal do Brasil” – 16/04/2007
“Enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) perde forças por falta de recursos financeiros e o Banco Mundial (Bird) por denúncias de nepotismo contra o seu presidente, Paul Wolfowitz, o Banco do Sul, uma idéia que nasceu abertamente como oposição a estes organismos multilaterais, ganha fôlego a partir de hoje. O Brasil deverá ser formalmente convidado a tomar parte como membro pleno do projeto em encontro que reúne os presidentes dos países da Comunidade Sul-Americana (Casa) em Isla Margarita, na Venezuela”.


Pobreza extrema atinge 47 milhões na América Latina “Gazeta do Espírito Santo” - 15/4/2007
“Um relatório divulgado pelo Banco Mundial na sexta-feira revela que cerca de 47 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe ainda vivem em condições de pobreza extrema. De acordo com o Relatório de Monitoramento Global 2007, 8,6% da população da região vive com menos de US$ 1 por dia. O Banco Mundial destaca que a região, provavelmente, estará, em 2015, próxima de cumprir a primeira Meta de Desenvolvimento do Milênio, estabelecida pela ONU, de reduzir a pobreza pela metade em 25 anos.”


Funasa estimula uso de plantas medicinais “Jornal do Commercio PE” - 15/4/2007
“O resgate da sabedoria indígena no tratamento de doenças é parte da política da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que desde 1999 substituiu a Funai na assistência à saúde nas aldeias. Em Pernambuco, além dos xucurus, há projetos em andamento em Águas Belas, no Agreste, com os fulniôs, e em Tacaratu, no Sertão, com os pancararus.Na reserva de Águas Belas, está sendo implantado um laboratório de manipulação de plantas medicinais, informa o chefe do Distrito Sanitário Indígena de Pernambuco, Antônio Fernando Silva. Com os pancararus, o foco é a revitalização das nascentes, para cultivo de ervas medicinais entre outras atividades.”


Aquecimento afetará 50% das terras agrícolas, diz IPCC “Valor Econômico” - 12/4/2007
“Até 2050, a desertificação e salinização afetarão 50% das terras agrícolas da América Latina e Caribe por causa das mudanças climáticas, o que trará bilhões de dólares de prejuízos para o agronegócio. Essa é uma das poucas constatações feitas com "alta confiança" por cientistas no capítulo sobre a região no segundo relatório do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU. O documento foi aprovado semana passada em Bruxelas, mas só será divulgado em setembro. Os desastres provocados pelas mudanças climáticas poderão custar US$ 300 bilhões por ano na América Latina se não forem tomadas ações para combater o problema, diz o documento, apoiando-se em estimativas da Swiss Re de 2002”.

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Brasil não monitora mudanças do clima “Folha de São Paulo” - 11/4/2007
“O Brasil, e toda a América Latina, não tem uma idéia exata de quais são as mudanças climáticas mais significativas que estão ocorrendo nesse momento nessa região geográfica do mundo. A afirmação é de um grupo de cientistas brasileiros que protagonizou ontem um debate sobre o tema no IEA (Instituto de Estudos Avançados) da USP (Universidade de São Paulo).”.


Em busca da sustentabilidade “O Estado de São Paulo” - 11/4/2007
“A exigência de produções sustentáveis como chave para o promissor mercado mundial está lançando um grande desafio para a agricultura moderna: oferecer justiça social e preservação do ambiente com garantia de lucro. A pesquisa brasileira começa a apresentar formas práticas de aplicação do conceito, que por enquanto é viável, comprovadamente, em pequenas propriedades.Os pesquisadores Geraldo Stachetti Rodrigues e Clayton Campanhola, da Embrapa Meio Ambiente, criaram o método Avaliação Ponderada de Impacto Ambiental e Atividades do Novo Rural (Apoia-NovoRural), que está sendo testado pela equipe do pesquisador Pedro José Valarini”.


Secretário-geral da ONU estuda cúpula sobre aquecimento em 2008 - “Valor Econômico” - 11/4/2007
“A Organização das Nações Unidas (ONU) cogita promover em setembro um "encontro de alto escalão" sobre mudanças climáticas para dar uma direção política à reunião de ministros de Meio Ambiente marcada para dezembro, em Bali. O evento na Indonésia é considerado crucial para que se avance na questão do clima e poderia resultar em uma reunião de cúpula global no próximo ano”.


Aquecimento global reduzirá nível de água do subsolo, afirma pesquisador - “Valor Econômico” - 11/4/2007
“Que o semi-árido nordestino será uma das regiões brasileiras mais afetadas pelas mudanças climáticas globais, os cientistas vêm alertando há meses. A área, já carente em recursos hídricos, econômicos e sociais, parece ameaçada por mais uma má notícia: os estudos revelam que, no processo de aquecimento global, não só choverá menos e as secas serão mais intensas, mas há outro perigo - alguns indicadores apontam que o processo de aquecimento global também significará uma redução no nível de água dos reservatórios subterrâneos. O mesmo pode acontecer na África Ocidental, região igualmente pobre em recursos hídricos e castigada pela aridez. O alerta foi feito ontem pelo pesquisador José A. Marengo, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, durante exposição feita por pesquisadores do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, realizado ontem, no auditório do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo”.


Cresce debate sobre legalização do aborto – “Diário de Pernambuco” - 11/4/2007
“O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, sancionou ontem uma nova lei permitindo o aborto até a 10ª semana de gravidez, aproximando o país fortemente católico da grande maioria de seus vizinhos europeus. Mas o presidente Cavaco Silva pediu ao Parlamento, que aprovou o projeto de lei no mês passado após um referendo nacional sobre a questão, para adotar novas medidas que garantam que o aborto seja visto como um último recurso. Grupos de direitos das mulheres afirmam que cerca de 10.000 mulheres são hospitalizadas anualmente em Portugal por complicações relacionadas a abortos ilegais. A lei do aborto, que enfrentou forte oposição da Igreja Católica, entrará em vigor quando for publicada no diário oficial, provavelmente no mês que vem”.

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OMS faz alerta sobre o aborto “Jornal do Commercio” - 11/4/2007
“Avaliação da Organização mostra que todos os anos são realizados no mundo cerca de 20 milhões de abortos sem a assistência médica adequada. GENEBRA – Vinte milhões de abortos sem assistência médica adequada são realizados todos os anos no mundo, principalmente nos países em desenvolvimento. A avaliação é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que alerta que desse total, pelo menos 68 mil mulheres acabam morrendo e outras milhares sofrem traumas psicológicos e problemas de saúde que vão afetá-las pelo resto de suas vidas”.


Jeito brasileiro ajuda a melhorar qualidade de vida - “O Estado de São Paulo” - 9/4/2007
“É possível reduzir a mortalidade infantil, diminuir a pobreza, fazer com que a educação chegue a uma parcela maior da população sem grandes investimentos financeiros e sem a necessidade de ações extremamente complexas. Em todo o País, a sociedade civil tem se organizado e conseguido bons resultados em prol do desenvolvimento humano. Iniciativas assim estão retratadas em um livro que será lançado amanhã, em Salvador, pelo Programa dos Voluntários das Nações Unidas (UNV).A publicação, cujo título é 50 Jeitos Brasileiros de Mudar o Mundo, traz projetos consagrados, capitaneados por instituições de renome, e o trabalho de instituições pequenas e com pouco dinheiro. “Temos bons exemplos de iniciativas desenvolvidas com recursos escassos, que tiveram grande impacto”, afirma o coordenador do UNV e da publicação, o sociólogo Dirk Hegmanns”.


Efeitos do aquecimento global chegam antes do previsto – “Valor Econômico” - 9/4/2007
“Nós estávamos certos o tempo todo. Esta é a essência do relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), órgão da ONU encarregado de avaliar as conseqüências do aquecimento global. Em 2001, o IPCC já previa que o aquecimento global iría provocar extinção de espécies, escassez de água, maior incidência de doenças tropicais e queda de produção na agricultura, pesca e atividades florestais em algumas regiões. Agora, os cientistas dizem ter evidências ainda mais fortes de que essas calamidades estão ocorrendo, em muitos casos, mais rapidamente do que eles imaginavam. O relatório anterior do IPCC, divulgado em fevereiro, examinou evidências de que o planeta estava ficando mais quente. O novo relatório trata dos prováveis impactos do aquecimento global. Foi divulgado sexta-feira passada, depois de uma semana de negociações entre cientistas e governos sobre o texto final do documento. Representantes da China, Rússia, Arábia Saudita e EUA teriam tentado amenizar o relatório, o que provocou uma noite inteira de debates antes de se chegar a um acordo”.

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Mudanças climáticas ameaçam saúde da população do país, diz pesquisador – “Valor Econômico” 9/4/2007
“Propagação de doenças, fome, migração em massa. Para o pesquisador brasileiro Ulisses Confaloniere, um dos autores do relatório das Nações Unidas sobre potenciais catástrofes causadas pela mudança climática, o governo brasileiro precisa com urgência tentar entender a ameaça para a saúde da população. A seguir, trechos da entrevista concedida ao Valor”.


ONU: Amazônia será 25% menor até 2080 - “Folha de Rondônia” - 8/4/2007
“O aquecimento global vai afetar drasticamente todo o Planeta e um dos ecossistemas que mais sofrerá será o da Amazônia. Esse é o resumo de extenso relatório divulgado neste final de semana pela ONU, com sombrias previsões a curto, médio e longo prazos, para todos os recantos da Terra. Segundo o assustador relatório, há determinadas zonas geográficas e ecossistemas mais vulneráveis ao aquecimento, entre eles recifes de corais, pólos, tundra, florestas boreais e regiões mediterrâneas. Um dos ecossistemas que mais receberam destaque pelo painel foi a Floresta Amazônica. “Há 50% de probabilidade de que a floresta dê lugar a uma vegetação de cerrado. A extensão dessa transformação vai depender de quanto a temperatura global subir. No cenário mais pessimista, isso significaria perder 25% da Amazônia até o ano 2080”, explicou Graciela Magrin, coordenadora do capítulo dedicado à América Latina”.


Falta d’água atingirá 1 bilhão e Amazônia vai virar sertão - “O Liberal” - 8/4/2007
“A Organização das Nações Unidas divulgou ontem a segunda parte de um extenso relatório sobre o aquecimento global. Focado nas adaptações que a humanidade deverá fazer para sobreviver em um mundo até 3ºC mais quente, o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) apresentou, também, desastres ambientais que poderão ocorrer caso não haja uma substancial redução dos gases causadores do efeito estufa, entre eles o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nítrico (N2O)”.


Ilusão de um paraíso biotecnológico – “Folha de São Paulo” – 27/05/2007
“Uma consulta à página na internet do Centro de Biotecnologia da Amazônia, em Manaus, revela que os 12 mil metros quadrados da instalação contêm espaço para 25 laboratórios, mas abrigam só nove doutores e, ao todo, menos de cem funcionários. Se a Amazônia fosse de fato o Celeiro de Genes do mundo, o Pulmão Molecular do planeta, seu Eldorado Tecnobiológico, como explicar que permaneça vazio o elefante branco no Distrito Industrial da Zona Franca de Manaus?”.


Programa de Combate ao racismo perde financiamento – “Tribuna do Norte” – 27/05/2007
“O Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI) vai perder um aliado importante no Brasil. O principal financiador, o Ministério Britânico para o Desenvolvimento Internacional (DFID), ligado ao governo do Reino Unido, confirmou que não vai mais repassar dinheiro para a iniciativa. “O aporte financeiro se encerrou. O programa acabou formalmente e, na verdade, não há perspectiva em relação a continuidade”, disse Ernesto Jeger, assessor de governança do DFID no Brasil. Criado em 2001, o PCRI recebeu do DFID US$ 1,06 milhão nos últimos seis anos, segundo informações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que também é parceiro da iniciativa.”


A chave para o desenvolvimento sustentável - “O Norte” - 26/5/2007
“É impossível alcançar um desenvolvimento econômico sustentável sem apostar na educaçãoRenan Calheiros , Presidente do Senado FederalRegulamentar o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – o Fundeb - era um compromisso do Senado Federal. A inclusão do ensino médio e do ensino infantil no fundo que antes atendia apenas ao ensino fundamental vai beneficiar milhões de crianças e adolescentes no Brasil todo e permitir um salto de qualidade na educação pública. A iniciativa também é estratégica: sem apostar na educação é impossível alcançar um desenvolvimento econômico verdadeiramente sustentável.”

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Projeto das hidrelétricas do Madeira é adaptado para ter licença do IBAMA – “Folha de São Paulo” – 25/05/2007
“O projeto das hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia, foi adaptado pelo consórcio Furnas-Odebrecht em documento submetido ao Ibama há uma semana, na tentativa de liberar a licença ambiental. O destino de uma das mais importantes obras do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) deverá ser anunciado nos próximos dias.”


Ministro lança Alfabetização na Idade Certa – “Diário do Nordeste” – 25/05/2007
“O que era para ser a conseqüência direta dos anos de estudo nas salas de aula das escolas públicas virou programa de governo. O ministro da Educação, Fernando Haddad, esteve ontem no Centro de Convenções do Ceará, onde em parceria com o governador Cid Gomes e a secretária da Educação do Estado, Izolda Cela, lançou o Programa Alfabetização na Idade Certa. A meta é até 2010 ter todas as crianças da escola pública de até sete anos sabendo ler e escrever.”


Novas atitudes em prol da natureza - “Diário do Nordeste” - 25/5/2007
“Em uma sociedade marcada pelo consumismo por vezes exacerbado, a briga das empresas para ver quem produz objetos melhores e em maior quantidade não cessa e a produção de dióxido de carbono, principal responsável pelos danos ambientais, aumenta. Um dos resultados disso é o aquecimento global, causado pelo efeito estufa, agravado pela emissão de poluentes das fábricas, veículos, entre outros. Mola mestra dessa cadeia produtiva, o consumidor pode ajudar a reduzir os prejuízos à natureza através de simples decisões no momento da compra ou atitudes no dia-a-dia”.


BNDES lança novo índice social – “Jornal do Commercio” - 25/5/2007
“As diferenças dos indicadores sociais entre as regiões brasileiras se reduziram nos últimos dez anos e o padrão de cinco perfis diferentes de desenvolvimento social migrou para um País dividido em dois: o primeiro formado pelas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul e outro pelo Norte e Nordeste. O diagnóstico foi feito ontem pelo superintendente da Secretaria de Assuntos Econômicos (SAE) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ernani Torres, ao divulgar o novo Índice de Desenvolvimento Social (IDS-BNDES)”.


Ocupação informal afeta desenvolvimento da América Latina, aponta estudo do Bird – “Valor Econômico” - 24/5/2007
“O alto número de trabalhadores informais constitui um obstáculo ao desenvolvimento da América Latina e do Caribe porque reduz o crescimento e "corrói a integridade" da sociedade, aponta um estudo do Banco Mundial (Bird). O relatório, publicado ontem, destaca que o alto número de trabalhadores sem carteira é um "sintoma das falhas institucionais" e afeta o crescimento e a própria sociedade. "Um ambiente mais propício aos investimentos permitiria a ampliação das empresas formais e o pagamento de salários mais altos", disse um dos autores do estudo, Guillermo Perry”.


OMS aprova política nacional de acesso a remédios – “Diário Catarinense”- 24/5/2007
“Com a oposição declarada do maior responsável por registros de patentes no mundo (EUA), o Brasil conseguiu aprovar na Organização Mundial da Saúde (OMS) uma resolução que serve como uma espécie de aval para as políticas seguidas pelo país no setor de medicamentos, principalmente depois da decisão de quebrar a patente de um remédio da Merck. A resolução estabelece a criação de uma estratégia internacional de acesso a remédios contra a Aids e o apoio da agência da ONU para a saúde aos países que queiram quebrar patentes de medicamentos”.


Cresce interesse por edifícios verdes entre construtoras – “Gazeta Mercantil” - 23/5/2007
“Assunto deveria virar critério para entrada no ISE da Bovespa, diz consultoria. A adoção de práticas socioambientais responsáveis, cada vez mais presente na agenda do mercado de capitais, pode ganhar contornos mais sérios entre as empresas candidatas a entrar no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa, especialmente da construção civil. A avaliação é de Newton Figueiredo, presidente da Sustentax, consultoria especializada na concepção de empreendimentos com conceito socioambiental”.


Bird financia obra do Brasília Sustentável – “Jornal do Commercio” - 22/5/2007                                           
“O início das obras de infra-estrutura e saneamento básico na Vila Estrutural deve ocorrer nos próximos 90 dias. O prazo foi determinado pelo governador José Roberto Arruda, que na tarde de ontem assinou aditivo de um convênio com o Banco Mundial (Bird) para o Programa Brasília Sustentável. O valor das obras financiadas pelo banco internacional será de US$ 115 milhões, sendo a metade da verba de contrapartida do governo local. A liberação das construções, no entanto, depende do licenciamento ambiental em análise pela Superintendência do Ibama na capital”.

 Sobe 

Sustentabilidade passa a integrar agenda das agências e anunciantes – “Valor Econômico” – 21/05/2007
“O tema sustentabilidade entrou na ordem do dia e tem pautado não só os veículos de comunicação como as agências de publicidade. Quem saiu na frente, teme a banalização do assunto com a superexposição e a exploração indevida de questões sérias como aquecimento global, preservação do meio ambiente e utilização racional de recursos naturais. Na semana passada, o Banco Real deu início à segunda fase de sua campanha publicitária com o tema sustentabilidade. Desenvolvida pela agência Talent, a nova campanha fala em "reinventar" a forma de viver e de se relacionar com o meio ambiente. "As pessoas hoje não querem apenas um relacionamento funcional. Elas querem compartilhar valores", afirma Júlio Ribeiro, presidente da Talent”.


AIDS: País inicia batalha diplomática – “Tribuna da Imprensa” – 21/05/2007
“O Brasil colocará sua política de patentes à prova hoje na agência da ONU para a Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS). O País apresentou uma proposta de resolução que pede que a entidade acelere o estabelecimento de uma estratégia global de acesso às tecnologias e remédios de combate à Aids. A partir de hoje, o governo inicia uma batalha diplomática para conseguir a aprovação do documento. A idéia é de que o plano estipule como um país pode, sempre que sentir necessidade, emitir licenças compulsórias sobre um remédio. Para diplomatas, a resolução na prática seria um teste de credibilidade para a postura internacional do governo, que recentemente quebrou a patente de um remédio da Merck para o combate à Aids. A resolução ainda seria a forma pela qual o governo encontrou para conseguir que a OMS se declarasse a favor da postura de governos que tomem a decisão de quebrar uma patente quando necessário”.


Responsabilidade ambiental, bom negócio para as empresas – “Jornal do Commercio” - 21/5/2007
“Com a sustentabilidade no centro do debate mundial, empresas brasileiras aproveitam a oportunidade de serem identificadas com um país rico em recursos naturais para atrair mais consumidores e investidores. Frente aos alertas de aquecimento global e esgotamento de recursos, as companhias têm feito investimentos em tecnologias limpas, programas de redução ou anulação de emissões de carbono, reciclagem, conscientização de funcionários e restrições a clientes que não respeitam o meio ambiente”.


Brasil não conseguirá atingir meta estabelecida para educação infantil – “Correio do Estado” - 20/5/2007
“O Brasil não vai conseguir cumprir com as metas estabelecidas no Plano Nacional da Educação (PNE) para a educação infantil. Para atender ao que seria proposto, o País necessitaria elevar em 470% o número de crianças em creches até 2011, segundo estimativa do Inep, órgão do Ministério da Educação. Na pré-escola, na rede pública, o número deveria passar os cerca de 3,9 milhões para 7,2 milhões de estudantes”.


Polêmica dos biocombustíveis – “Diário da Manhã” - 20/5/2007
“Alguns dizem que é preciso favorecer seu desenvolvimento, outros afirmam que isso seria uma aberração. Grandes países e governantes discutem sobre o tema diariamente, o que mostra o interesse e a importância deste assunto. Mas o que é realmente importante para entender o conflito em torno desta forma de obter energia? Os biocombustíveis são uma fonte de energia de origem vegetal obtida por meio de cultivos ou por restos orgânicos – como é o caso da cana-de-açúcar, a principal matéria-prima do biocombustível brasileiro – como ossos ou excrementos. Em um primeiro momento poderia ser uma boa opção para os países pobres que não podem se dar ao luxo de pagar os altos preços do desenvolvimento do petróleo, postura aprovada pelas Nações Unidas”.


Setor pesqueiro quer entrar no PAC – “O Liberal” - 20/5/2007
“O setor pesqueiro encaminhou esta semana ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o pedido de inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do qual ficou de fora, junto com os agricultores, reclama o presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do Estado do Pará e Amapá (Sinpesca) e do Conselho Nacional da Pesca e Aqüicultura (Conepe) Fernando Ferreira”.

 Sobe 

 

Ambientalistas querem regulação para monoculturas – “Valor Econômico” - 18/5/2007       
“Na opinião de ambientalistas, a falta de regras para a expansão das lavouras de eucalipto e de cana-de-açúcar pode resultar em graves impactos ambientais e "empurrar" gado e soja para novas regiões da Amazônia e do Cerrado. Isso pode colocar o Brasil em uma encruzilhada quanto à evolução sustentável das produções de etanol e de celulose. Desde a criação do Proalcool, em 1975, a área de cana-de-açúcar passou de 2 milhões de hectares para 7 milhões de hectares, concentrada nas regiões Sudeste e Nordeste. Mas a corrida por combustíveis mais limpos para frear mudanças do clima deve resultar em mais 4 milhões de hectares plantados nos próximos anos, inclusive no Centro-Oeste. As perspectivas são de maior uso de álcool veicular e de que o país responda por metade do abastecimento global de etanol até 2020”.


Governos divergem sobre como combater as mudanças climáticas – “Valor Econômico” - 17/5/2007
“Todos concordam em combater o aquecimento global, mas ninguém se entende em como fazê-lo. Na primeira reunião de governos após os relatórios da ONU sobre mudanças climáticas, não houve consenso nenhum sobre pontos fundamentais em relação à redução de emissões de gases-estufa. Desde o dia 7, diplomatas de 166 países discutem na Alemanha o futuro do Protocolo de Kyoto - o chamado regime pós-2012, quando expiram as metas de compromisso de redução de emissões dos países industrializados. Também tentam atualizar pontos de outro acordo importante, a convenção sobre mudanças climáticas”.


PAC da saúde terá ajuda do BNDES – “Tribuna da Imprensa” - 17/5/2007
“Depois do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) da Educação, de um congênere para Ciência e Tecnologia e de outro para Segurança, é a vez de o Ministério da Saúde anunciar suas intenções de investimento e reestruturação. A pasta apresentará, até o final do semestre, o PAC da Saúde, com diretrizes para melhorar hospitais, incrementar a produção nacional de remédios e estruturar o atendimento por meio de agentes comunitários. As informações foram reveladas pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que definiu o propósito das medidas em termos nada modestos: "Nosso objetivo é ter um dos melhores sistemas de saúde do mundo." O ministro está em Genebra para a assembléia da Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

 Sobe 

Álcool brasileiro pode ajudar países em desenvolvimento – “O Popular” - 12/5/2007
“A produção de etanol pode ajudar a diversificar a produção agrícola e reduzir a pobreza nos países em desenvolvimento. Essa é a expectativa de representantes de 70 países da África, América Latina e Ásia, cujas economias dependem da produção de commodities, que participaram da conferência Iniciativa Global em Commodities, realizada esta semana em Brasília, pelo Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas (ONU) em parceria com o Ministério da Agricultura. Ontem, o grupo visitou a Usina de Açúcar e Álcool Jalles Machado, em Goianésia, para conhecer a experiência brasileira na produção de etanol”.


OIT diz que discriminação contra negros e mulheres recuou no Brasil – “O Globo” - 11/5/2007
“A discriminação de gênero e raça no mercado de trabalho brasileiro caiu em dez anos, entre 1995 e 2005. Segundo o Relatório Global da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre direitos e igualdade - elaborado com base em dados diversos e pesquisas do IBGE -, o mercado absorveu mais mulheres e negros no período que homens, especialmente brancos. Enquanto o percentual de trabalhadoras cresceu 30,2%, o de trabalhadores expandiu-se apenas 10%. Se o recorte for por raça, o número de negros ocupados aumentou 33,1%, e o de brancos, apenas 15,1%”.


Biocombustíveis podem agravar fome, afirma ONU – “Folha de São Paulo” - 10/5/2007
“Um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) divulgado ontem pode ser considerado um sinal amarelo para a política internacional de expansão do mercado de biocombustíveis. Se for mal implementada, a tecnologia que promete ao mesmo tempo combater o efeito estufa e liberar o mundo do petróleo acabaria causando fome e destruição de habitats.”


Marina defende que Brasil crie marca de sustentabilidade – “Valor Econômico” - 10/5/2007
“Se o Brasil conseguir criar uma marca para seus artigos que transmita o conceito de uma produção responsável e com sustentabilidade ambiental, os consumidores podem responder de forma muito positiva. A aposta, feita ontem a uma platéia de 250 empresários reunidos no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, não foi defendida por um profissional de marketing - partiu da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante palestra no seminário "Créditos de carbono e mudanças climáticas - propostas e desafios para a sustentabilidade ambiental" promovido pelo Valor. "O Brasil é uma potência ambiental e já está sendo cobrado por isso", alertou. Na mesma linha, Rubens Antônio Barbosa, que foi embaixador do Brasil em Londres e Washington, disse acreditar na "nova força" que é o consumidor mais consciente, e emendou com o comportamento dos europeus, tradicionalmente receptivos a produtos com selos verdes. "Empresas atentas ao ambiente terão mais aceitação no mercado que empresas omissas".

 Sobe 

Responsabilidade Social
As transformações sócio-econômicas dos últimos 20 anos têm afetado profundamente o comportamento de empresas até então acostumadas à pura e exclusiva maximização do lucro. Se por um lado o setor privado tem cada vez mais lugar de destaque na criação de riqueza; por outro lado, é bem sabido que com grande poder, vem grande responsabilidade. Em função da capacidade criativa já existente, e dos recursos financeiros e humanos já disponíveis, empresas têm uma intrínseca responsabilidade social.
A idéia de responsabilidade social incorporada aos negócios é. portanto, relativamente recente. Com o surgimento de novas demandas e maior pressão por transparência nos negócios, empresas se vêem forçadas a adotar uma postura mais responsável em suas ações.
Infelizmente, muitos ainda confundem o conceito com filantropia, mas as razões por trás desse paradigma não interessam somente ao bem estar social, mas também envolvem melhor performance nos negócios e, conseqüentemente, maior lucratividade. A busca da responsabilidade social corporativa tem, grosso modo, as seguintes características:

 

É plural. Empresas não devem satisfações apenas aos seus acionistas. Muito pelo contrário. O mercado deve agora prestar contas aos funcionários, à mídia, ao governo, ao setor não-governamental e ambiental e, por fim, às comunidades com que opera. Empresas só têm a ganhar na inclusão de novos parceiros sociais em seus processos decisórios. Um diálogo mais participativo não apenas representa uma mudança de comportamento da empresa, mas também significa maior legitimidade social.

 

É distributiva. A responsabilidade social nos negócios é um conceito que se aplica a toda a cadeia produtiva. Não somente o produto final deve ser avaliado por fatores ambientais ou sociais, mas o conceito é de interesse comum e, portanto, deve ser difundido ao longo de todo e qualquer processo produtivo. Assim como consumidores, empresas também são responsáveis por seus fornecedores e devem fazer valer seus códigos de ética aos produtos e serviços usados ao longo de seus processos produtivos.

 

É sustentável. Responsabilidade social anda de mãos dadas com o conceito de desenvolvimento sustentável. Uma atitude responsável em relação ao ambiente e à sociedade, não só garante a não escassez de recursos, mas também amplia o conceito a uma escala mais ampla. O desenvolvimento sustentável não só se refere ao ambiente, mas por via do fortalecimento de parcerias duráveis, promove a imagem da empresa como um todo e por fim leva ao crescimento orientado. Uma postura sustentável é por natureza preventiva e possibilita a prevenção de riscos futuros, como impactos ambientais ou processos judiciais.

 

É transparente. A globalização traz consigo demandas por transparência. Não mais nos bastam mais os livros contábeis. Empresas são gradualmente obrigadas a divulgar sua performance social e ambiental, os impactos de suas atividades e as medidas tomadas para prevenção ou compensação de acidentes. Nesse sentido, empresas serão obrigadas a publicar relatórios anuais, onde sua performance é aferida nas mais diferentes modalidades possíveis. Muitas empresas já o fazem em caráter voluntário, mas muitos prevêem que relatórios sócio-ambientais serão compulsórios num futuro próximo.

Muito do debate sobre a responsabilidade social empresarial já foi desenvolvido mundo afora, mas o Brasil tem dado passos largos no sentido da profissionalização do setor e da busca por estratégias de inclusão social através do setor privado.

 Sobe 

Certificação Sócio-ambiental
No intuito de estimular a responsabilidade social empresarial, uma série de instrumentos de certificação foram criadas nos últimos anos. O apelo relacionado a esses selos ou certificados é de fácil compreensão. Num mundo cada vez mais competitivo, empresas vêem vantagens comparativas em adquirir certificações que atestem sua boa prática empresarial. A pressão por produtos e serviços socialmente corretos faz com que empresas adotem processos de reformulação interna para se adequarem às normas impostas pelas entidades certificadoras.
Entre algumas das certificações mais cobiçadas atualmente enumeramos as seguintes:
Selo Empresa Amiga da Criança. Selo criado pela Fundação Abrinq para empresas que não utilizem mão-de-obra infantil e contribuam para a melhoria das condições de vida de crianças e adolescentes.
ISO 14000. O ISO 14000 é apenas mais uma das certificações criadas pela International Organization for Standardization (ISO). O ISO 14000, parente do ISO 9000, dá destaque às ações ambientais da empresa merecedora da certificação.
AA1000. O AA1000 foi criada em 1996 pelo Institute of Social and Ethical Accountability. Esta certificação de cunho social enfoca principalmente a relação da empresa com seus diversos parceiros, ou “stakeholders”. Uma de suas principais características é o cárater evolutivo já que é uma avaliação regular (anual).
SA8000. A “Social Accountability 8000” é uma das normas internacionais mais conhecidas. Criada em 1997 pelo Council on Economic Priorities Accreditation Agency (CEPAA), o SA8000 enfoca, primordialmente, relações trabalhistas e visa assegurar que não existam ações anti-sociais ao longo da cadeia produtiva, como trabalho infantil, trabalho escravo ou discriminação.

 

Balanço Social
Até meados dos anos 30, a idéia de responsabilidade social e acesso à informação de cunho empresarial era virtualmente desconhecida por grandes corporações. A percepção comum era que a performance da empresa deveria ser de acesso restrito para se proteger os dividendos dos sócios.
Grandes fortunas do capitalismo moderno, como J.P. Morgan, John Rockefeller ou Cornelius Vanderbilt, eram sigilosos quanto a suas empresas e comportamento, os quais só eram divulgados na existência de instrumentos compulsórios de prestação de contas. Tal situação permaneceria virtualmente inalterada até a segunda metade da década de 60, quando preocupações ambientais começam a ser levantadas internacionalmente.
Com crescente demanda por “accountability” empresarial vinda de países europeus, países como a França, através da criação do “bilan social” em 1972, e Reino Unido, com o pacote instrumental do “Corporate Report” em 1975, seriam pioneiros na “contabilidade social” de empresas. Tal prática, aos poucos, seria adotada mundialmente em paralelo ao crescimento do poder de aferição e cobrança típicos da imprensa investigava moderna.
No Brasil, de certo o processo foi mais lento que na Europa e Estados Unidos. No entanto, com o fim do regime militar e da repressão política, o Brasil verifica uma explosão de organizações civis. O exercício da cidadania, até então reprimido, ganha novo impulso através da sociedade civil organizada, a qual naquele momento passa a atuar ativamente na promoção de políticas de cunho social. No Brasil, o movimento de apoio à responsabilidade social, ganha impulso a partir dos anos 90 e é conseqüência do surgimento de um sem-número de organizações não governamentais, assim como do crescimento não igualitário dos anos do “milagre econômico”.
Diante da deficiência do Estado em suprir nossas severas demandas sociais, empresas atuam cada vez mais de forma proativa e incorporam um discurso social mais justo. São pelas razões acima que, em face de uma crescente cobrança por transparência, não basta hoje atuar de forma responsável, mas é preciso mostrar resultados. Por isso, empresas demonstram sua performance social em relatórios corporativos das mais diversas formas e modelos.
Quanto ao formato do que se convencionou chamar “Balanço Social”, este pode ser o mais variado. Balanços Sociais modernos contam podem contar com edições luxuosas, de impressionante impacto visual, a dados quantitativos simples que sucintamente retratam a performance sócio-ambiental da empresa. De modo geral, a lógica atrás dos relatórios sócio-ambientais é simples. Empresas devem prestar contas não só aos seus acionistas, mas agora o espectro de “stakeholders” é muito mais amplo e consumidores, empregados, e até outros atores sociais, como sindicatos e ONGs, estão dentro da esfera de interesse do mundo empresarial.
O certo é que a divulgação da performance social de uma empresa interessa grupos empresariais pelas mais diversas razões. A primeira se refere à ética e ao princípio pelo qual empresas, na qualidade de atores sociais, têm ativa participação no crescimento de uma nação e, portanto, devem prestar contas à sociedade. No entanto, razões de cunho prático se somam a estas e, felizmente, fazem da divulgação dos “Balanços Sociais” uma prática cada vez mais comum. Interessa a empresas a divulgação de seus casos de boa prática empresarial.
Ainda que muitos, de forma cética, vejam o “Balanço Social” como simples peça de marketing, este é – antes de tudo – prova de maturidade empresarial. Um bom relatório sócio-ambiental, ou Balanço Social, deve ser claro, ter profundo compromisso com a verdade, e ser amplamente disponibilizado ao público por todos os meios possíveis, incluindo-se aí a Internet. As informações contidas nele não devem ser apenas um “check-list” de requisitos sócio-ambientais, mas devem descrever de forma precisa o retrato da atividade social da empresa em determinado período de tempo.
Não é raro empresas mascararem ou omitirem falhas de conduta em seus relatórios. A transparência, contudo, é importante vantagem comparativa para empresas. É prova de que a empresa está aberta a apontar suas deficiências e assim aprimorar sua performance. É por isso que o RESPONSABILIDADESOCIAL.COM é a favor de verificações independentes para o Balanço Social. O RESPONSABILIDADESOCIAL.COM tem poucas restrições ao que se convencionou chamar “Balanço Social” no Brasil. A primeira se refere a questões terminológicas.
A idéia de balanço foi tomada emprestada da ciência contábil e cria uma série de mal-entendidos, como o pressuposto de que existe um “ativo” e um “passivo” social, mas também a errônea impressão que valores e produtos sócio-ambientais, de difícil definição e utilidade, são objetos de mensuração contábil segura. A confusão instrumental criada é, portanto, evidente. A segunda reserva ao modelo em voga no Brasil é de ordem de conteúdo.
Ainda que o modelo brasileiro contenha avanços notáveis – como a referência à questão racial no Balanço Social – o caráter da informação é ainda excessivamente quantitativo, o que – se, por um lado, permite a comparação temporal da performance da empresa e o detalhamento de despesas sociais – por outro, peca pela falta de descrição narrativa de como estas verbas sociais foram efetuadas e quais os resultados alcançados.
No entanto, como dissera Churchill sobre a democracia, “a pior forma de governo, excetuando-se todas as outras que foram tentadas através dos tempos”, o Balanço Social nos moldes brasileiros é ainda a melhor forma de relatar a performance social de empresas, na falta de substituto melhor. Vale lembrar, todavia, que a responsabilidade social, assim como o Balanço Social, são fenômenos recentes e ainda há muito a ser desenvolvido. Empresas ainda estão no aprendizado de sua cidadania e o Balanço Social surge como importante marco referencial para aqueles que, voluntariamente, buscam um melhor exercício de sua responsabilidade para com a sociedade.
É por isso que, ainda que o RESPONSABILIDADESOCIAL.COM discorde com alguns pontos do Balanço Social hoje em ampla circulação no país, acreditamos que a iniciativa é louvável e deve ser estimulada, por representar um importante avanço conceitual. A seguir, o RESPONSABILIDADESOCIAL.COM oferece algumas indicações úteis sobre o tema, além de um breve apanhado de relatórios sócio-ambientais:
GRI. O Global Reporting Initiative (GRI) é atualmente um dos modelos de prestação de contas em ações sócio-ambientais mais completo que existe. É amplamente utilizado por empresas multinacionais e tem o apoio das Nações Unidas. Recentemente, o GRI completou sua comissão permanente para constantemente atualizar suas recomendações.
IBASE. O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) – através da figura do saudoso Herbert de Souza, o Betinho, foi o pioneiro na discussão de relatórios corporativos com enfoque social no Brasil. O modelo proposto pelo IBASE começou a ser discutido em meados de 1997 e é um demonstrativo anual publicado pela empresa reunindo um conjunto de informações sobre projetos, benefícios e ações sociais dirigidas aos empregados, investidores, analistas de mercado, acionistas e à comunidade. O modelo proposto pelo IBASE é hoje hegemônico no Brasil e ainda é bem atraente. A principal característica do modelo é sua simplicidade e caráter voluntário.

 Sobe 

Investimento Social Privado
O investimento social privado é uma das várias facetas da responsabilidade social. Empresas cada vez mais têm investido recursos em projetos sociais e há uma maior demanda por resultados concretos.
O investimento social privado é o uso voluntário e planejado de recursos privados em projetos de interesse público. Ao contrário do que muitos pensam, o investimento social privado não deve ser confundido com assistencialismo.
Como qualquer investimento, as pessoas físicas ou jurídicas que financiam projetos de cunho social têm o intuito de aferir os resultados alcançados. Há, portanto, a preocupação em se gerar um retorno positivo à sociedade, de forma que o monitoramento das atividades desempenhadas seja constante e envolva uma equipe de profissionais, tais como assistentes sociais, pedagogos e educadores. Isto leva ao crescimento e maior profissionalização do ''terceiro setor'' frente às dificuldades dos setores público e privado no combate às mazelas sociais do país.
Em estudo realizado pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), constatou-se que 79% dos associados ao GIFE realizam alguma forma de plano estratégico para nortear sua atuação social, sendo que 91,7% dos 48 associados pesquisados realizam regulares avaliações de resultados (Investimento Social Privado no Brasil, 2000). Algumas referências interessantes:
Grupo de Instituições, Fundações e Empresas (GIFE). O GIFE baseia sua atuação no fortalecimento do terceiro setor (especialmente das organizações sociais de origem empresarial) no desenvolvimento de políticas públicas e nas ações de seus associados, que vêm criando e aperfeiçoando suas práticas e tecnologia de investimento social privado.
Banco de Tecnologias Sociais. Programa voltado para a disseminação de tecnologias de baixo custo e fácil aplicação para problemas sociais nas áreas de alimentação, demanda de água, renda, energia, saúde, educação e meio ambiente. O Banco é uma base de dados contendo informações sobre tecnologias cadastradas através do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social que, em sua primeira edição, certificou 128 ''soluções sociais''.
Council on Foundations. O Council on Foundations (COF) é referência internacional no tocante aos requisitos mínimos para fundações. O site oferece respostas práticas para empresas interessadas em montar fundações filantrópicas, além de organizar eventos e seminários sobre o tema.

 

Missão e Valores na estruturação de relacionamentos de parceria
Andrea Goldschmidt

Os problemas sociais brasileiros são muitos e, por isso mesmo, é fundamental a união de esforços para otimizar os resultados alcançados através das ações sociais. ONGs, empresas, fundações, pessoas físicas, igrejas e governos, juntos, têm um enorme poder de transformação da realidade. Por isso, a busca de parceiros que sejam co-responsáveis pelo atingimento dos objetivos propostos é fundamental para que as ações tenham maior impacto, que os custos sejam reduzidos e que as experiências de uns possam ser aproveitadas por outros, aumentando a eficiência e a eficácia do trabalho social e otimizando o sistema como um todo.

 Sobe 

Parcerias
Durante muito tempo as ONGs se colocaram como prestadoras de serviços, seja para o governo ou para qualquer outro financiador de suas atividades. Tenho convicção de que o papel das ONGs é muito maior do que este. Cabe a nós criar novas tecnologias sociais, buscar formas de viabilizar soluções para os problemas que enfrentamos, ajudar a difundir estas soluções a fim de beneficiar o maior número possível de pessoas, garantindo que o padrão de qualidade aplicado possa tornar cada uma das atividades que desenvolvemos uma referência mundial – como aconteceu no caso do tratamento e da prevenção da AIDS no Brasil.
Quando pensamos em parcerias, pensamos em uma cadeia de pessoas e organizações empenhadas em solucionar (ou ao menos minimizar) os problemas sociais existentes. Uma cadeia composta de muitos elos, todos igualmente importantes para a eficiência do sistema. Neste sentido, as ONGs devem ser parceiras de seus financiadores, não “escravas” do dinheiro que financia suas atividades.  Sei que a tarefa de buscar recursos para a sustentabilidade dos programas sociais que operamos não é fácil. Como captadora de recursos, vejo muitas organizações que possuem um trabalho maravilhoso e que lutam dia a dia para se manterem funcionando.
O importante é termos em mente que a simples “busca de financiadores” pode fazer com que esta situação continue difícil para sempre, que estejamos sempre “correndo atrás de dinheiro” para viabilizar a continuidade de nossos programas. O desenvolvimento de relações de parcerias pode ajudar a evitar esta roda viva.
A definição de parceiro, de acordo com o dicionário é a seguinte: Parceiro = associado, colega, cada uma das pessoas que dançam juntas, pessoa que joga no mesmo time que a outra, duas ou mais pessoas contratualmente associadas como dirigentes de um negócio.
Desta forma, criar uma parceria é muito mais do que “buscar dinheiro” para viabilizar uma ação, é estabelecer um relacionamento de longo prazo, é associar-se ao financiador como dirigentes de um negócio, jogar no mesmo time das pessoas (ou empresas) que têm potencial para ajudar a sua ação a tornar-se maior e mais efetiva.
Os parceiros buscam juntos as soluções de problemas sociais. Cada um dos parceiros tem um papel específic alguns financiam as ações, outros as operacionalizam, cedem know how, indicam outros parceiros ou prestam trabalhos voluntários. O importante é que todos tenham a mesma visão, que persigam os mesmos objetivos, que “dancem juntos”. Os relacionamentos de parceria são muito mais duradouros, mais sólidos e, por isso, trazem resultados melhores na solução dos problemas sociais.
É claro que não é fácil construir uma relação de parceria, mas quanto antes começarmos a pensar e a agir desta forma, tanto antes seremos capazes de sonhar com uma situação mais tranqüila em termos de financiamento, manutenção e até de crescimento das nossas atividades! Segundo Aristóteles (384 - 322 a.C.) “Distribuir dinheiro é algo fácil e quase todos os homens têm este poder. Porém, decidir a quem dar, quanto, quando, para que objetivo e como não está dentro do poder de muitos e nem tampouco é tarefa fácil”.
Da mesma maneira, “Receber dinheiro (ou outros tipos de apoio) é algo fácil e quase todas as ONGs têm este poder. Porém, decidir de quem receber, quanto, quando, para que objetivo e como não é tarefa fácil”. Muito mais do que simples financiadores, as ONGs precisam de pessoas e empresas que acreditem naquela causa e queiram envolver-se em sua solução. Pessoas e empresas que, comprometidas com um objetivo comum, permanecerão fieis à causa durante muito tempo, agindo em conjunto, tornando as ações mais sólidas e consistentes. Parceiros!

 Sobe 

O Papel das ONGs
Durante muitos anos, enquanto a visão que prevalecia era a de que as ONGs atuavam como “substitutas” do Estado em diversas áreas onde ele não é eficiente, fazia sentido que o governo financiasse suas atividades. No novo papel proposto, as ONGs são mais do que prestadoras de serviços para o govern elas têm o papel de testar novas tecnologias de desenvolvimento social e devem pressionar o governo para que as boas práticas transformem-se em políticas públicas, operadas pelo Estado ou por muitas organizações diferentes, para que possam gerar impacto nacional e não apenas local, o que trás a necessidade de investimentos ainda maiores na área social. Se sabemos que dentro da lógica neo-liberal, a tendência é termos cada vez menos investimentos do Estado, quem, então, pode ocupar esta lacuna? Se devemos pensar em menos Estado e mais Mercado, como fazer com que o mercado se interesse em investir na área social?
Como todo país católico, o Brasil teve uma longa fase da chamada “filantropia tradicional” durante a qual a visão era de que as pessoas que têm uma situação financeira mais privilegiada devem ajudar as pessoas mais necessitadas. Nesta visão ainda estava embutido o conceito de que, mesmo que haja muitas pessoas cheias de boa vontade, a responsabilidade pela solução de problemas sociais é, em última análise, do governo. Estamos migrando agora para a fase do “Investimento Social”. A nova visão é de que cada indivíduo é um agente transformador da realidade. Nesta nova visão, até os indivíduos menos privilegiados têm sua parcela de contribuição no desenvolvimento social. Todo cidadão deve lutar pelo desenvolvimento social de sua comunidade e a melhor maneira para qualquer indivíduo iniciar um trabalho social é associar-se a uma ONG com a qual se identifique, doando dinheiro, “khow how” e tempo (através de trabalhos voluntários).
Além disso, os indivíduos também começam a perceber que, como consumidores, podem exigir de seus fornecedores um novo padrão de conduta. Podem exigir que as empresas tenham atuações sociais mais efetivas. Nesta nova visão, os indivíduos e as empresas passam a ser agentes de mudança e, como tal, devem envolver-se e comprometer-se com a solução dos problemas sociais existentes. Segundo o Instituto Ethos (maior responsável pela difusão do conceito de Responsabilidade Social no Brasil) “a empresa é socialmente responsável quando vai além da obrigação de respeitar leis, pagar impostos e observar as condições adequadas de segurança e saúde para os trabalhadores e faz isso por acreditar que assim será uma empresa melhor e estará contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa”.
Sob esta ótica, a empresa que demonstra sua responsabilidade social - comprometendo-se com programas sociais voltados para o futuro da comunidade e da sociedade e adotando padrões de conduta ética que valorizem o ser humano, a sociedade e o meio ambiente – tem um diferencial competitivo significativo. Estas empresas conseguem agregar valor à sua imagem e, com isso, aumentam o vínculo que seus consumidores estabelecem com ela.
Apesar de o envolvimento social ser avaliado como muito importante, este não é o foco de atuação (“core business”) das empresas privadas. Além disso, o desenvolvimento de atividades sociais é bastante complexo e não há experiências anteriores que possam servir de base para esta nova atividade.
Como a atividade social é muito diferente da atividade comercial à qual as empresas se destinam, é natural que elas busquem ONGs como parceiras quando começam a pensar no desenvolvimento de programas sociais.


Planejamento Estratégico
Uma ONG pode e deve ter vários parceiros. As parcerias fortalecem a causa. Desta forma, é possível e recomendável continuar trabalhando em parceria com o governo e, ao mesmo tempo, iniciar um processo de planejamento e estruturação interna para o desenvolvimento de parcerias com empresas privadas, fundações, indivíduos, igrejas e outros que demonstrem preocupação com o conceito de responsabilidade social e com o desenvolvimento social do país.
O que é preciso entender é que não é qualquer empresa (ou pessoa) que pode se associar a qualquer ONG. Uma ONG que trabalha na área ambiental não deve ser parceira de empresas conhecidamente poluidoras, uma ONG que atende crianças não deve ser parceira de indústrias de bebidas ou de cigarros. Cada organização deve avaliar quem são seus parceiros potenciais e quem são as pessoas e as empresas com as quais não deve se envolver a fim de não prejudicar sua imagem e sua credibilidade junto ao grande público e aos outros parceiros. A identificação de possíveis parceiros deve começar com o planejamento estratégico da ONG.
O planejamento estratégico é o processo através do qual a ONG se organiza para definir o seu futuro, é uma ferramenta muito importante na gestão e na captação de recursos já que vai orientar as atividades a serem desenvolvidas, a identificação dos objetivos a serem atingidos, dos recursos necessários para atingi-los e de possíveis parceiros. O planejamento estratégico tem como principal objetivo mostrar a todos (interna e externamente) o que é a instituição e onde ela pretende chegar. Envolve informações sobre missão, valores, público alvo, tipo de trabalho que será desenvolvido, formas de avaliação dos resultados, etc.
Um dos pontos chave do processo de planejamento estratégico é definir como acontecerá a sustentabilidade financeira da ONG. Para isso, precisamos montar um plano de captação de recursos que deve responder as seguintes perguntas:
• Que recursos são necessários para o atingimento dos objetivos (incluindo recursos financeiros, humanos, tecnológicos, etc.)?
• Quem são os potenciais doadores para a causa?
• Quais são os interesses, preconceitos, condicionamentos e padrões de doação dos potenciais doadores?
• O que leva os doadores a fazer uma doação? Que forças motivam os doadores?
• O que os doadores solicitarão como intercâmbio?
• Quem toma a decisão sobre as doações? O que afetará essa decisão?
• Quem são os formadores de opinião? Que opinião eles têm sobre esta organização?
Quando iniciamos o levantamento dos potenciais parceiros, temos que levar em consideração que, por vários motivos as pessoas e as empresas “escolhem” fazer doações. Seu “negócio” não é filantropia. Elas também sabem que têm inúmeras alternativas de investimentos e irão pesquisar onde devem colocar seu dinheiro e seu tempo a fim de terem o melhor retorno possível. Quando temos clareza de qual é a missão da ONG que representamos, quais são nossos objetivos, quais são os valores que norteiam nossas atividades, que tipo de parceiros gostaríamos de ter, o que esperamos receber do parceiro, o que podemos dar em contrapartida,... fica muito mais fácil saber quem devem ser nossos parceiros na realização da nossa missão.
Para iniciarmos a seleção de potenciais parceiros, portanto, é preciso identificar pessoas e empresas que compartilhem dos nossos ideais, que tenham missões similares às nossas – ou que, pelo menos, apontem na mesma direção. É preciso localizar um “território comum”.  A missão é a declaração do que a ONG se propõe a fazer no âmbito de uma causa. É a alma da organização.
A maior parte das empresas privadas buscam causas que tenham a ver com o seu negócio, causas que agreguem valor às suas marcas e com as quais possam envolver os seus funcionários. A seleção de ONGs que podem vir a se tornar parceiras é sempre feita com muito rigor e através de critérios bem definidos. Se a ONG estiver capacitada para agir da mesma forma, selecionando parceiros com critérios bem definidos, haverá uma probabilidade muito maior de sucesso no desenvolvimento dos relacionamentos de parceria e a relação entre os parceiros, provavelmente, será mais igualitária. Mais do que o desenvolvimento de bons relacionamentos de parceria, surge aí uma grande oportunidade para as ONGs que é atuar como “consultora” das empresas na implantação de atividades de cunho social que atendam a objetivos comuns.
Uma vez selecionadas as empresas que gostaríamos de ter como parceiras, podemos auxiliá-las no processo de implantação de uma atividade social já que conhecemos muito melhor este meio e temos uma maior experiência no desenvolvimento de programas sociais. É importante lembrar que são sempre indivíduos que fazem as doações pela empresa. As pessoas (ou empresas) doam por muitos motivos diferentes - por acreditarem na causa, por estarem de alguma maneira envolvidos com ela, porque acreditam que é importante para seus empregados, clientes ou fornecedores, porque o concorrente tem uma atuação social e é importante equiparar-se com ele, porque isso beneficia sua imagem, etc. É fundamental tentar colocar-se no lugar do doador e tentar entender o seu comportamento, as suas motivações, os seus receios. Isso ajudará a ONG a selecionar os parceiros da maneira mais adequada e desenvolver abordagens que terão maior probabilidade de sucesso.
Também é fundamental pensar na identificação das expectativas dos possíveis parceiros. Será mais fácil conquistar e manter a parceria por um longo período se todos os envolvidos sentirem que suas necessidades e expectativas estão sendo preenchidas através do trabalho conjunto. E, finalmente, é necessário avaliar se temos condição de atender a estas expectativas. Se pudermos atender às expectativas de todos os envolvidos, podemos iniciar a parceria, mas se nossa avaliação for de que não temos condição de atende-las, precisamos começar a pensar em como podemos nos estruturar para sermos capazes de atende-las no futuro. Isso pode (e deve) fazer parte do planejamento estratégico da organização.

 Sobe 

A importância de ser fiel à missão
É muito comum vermos organizações que abrem mão de sua missão para servir a um doador. Quando abrimos mão de nossos princípios básicos, corremos o risco de perdermos nossa identidade. A missão e os valores devem nortear todas as ações da organização. A missão deve ser uma das razões que MAIS motiva pessoas ou empresas a trabalharem ou contribuírem com esta organização e, desta forma, não tem sentido desviar de sua missão para servir a um doador. Se ambos os lados - ONGs e empresas - tiverem certeza de que têm a mesma missão em termos de investimento social, de que compartilham valores e objetivos, o trabalho conjunto pode ser realizado através de uma parceria com maior probabilidade de sucesso a longo prazo e com maior probabilidade de ser considerado satisfatório para todas as partes. Uma parceria só poderá perdurar se as partes envolvidas puderem sentir-se como associados, como pessoas que jogam no mesmo time, como pessoas que dançam juntas e que estão contratualmente associadas como dirigentes de um negócio (como foi dito acima na definição de parceiro).


Conclusões
A primeira importante conclusão que chegamos é que as parcerias são fundamentais para o desenvolvimento do terceiro setor e de cada uma das ONGs que operam no Brasil porque elas trazem mais força para a causa. Escolher os parceiros, no entanto, não é uma tarefa fácil. É importante que dediquemos tempo a isso a fim de sermos mais eficientes no processo de captação de recursos. Ter ciência das necessidades e expectativas dos potenciais parceiros é muito importante. Temos sempre que lembrar que, da mesma forma que estamos escolhendo nossos parceiros, estamos sendo escolhidos por eles. As parcerias devem ser vistas como vínculos de longo prazo e, por isso, devem refletir decisões tomadas através do planejamento estratégico da ONG (e dos parceiros).
A nossa missão e os nossos valores devem ser o centro do trabalho de identificação de possíveis parceiros. Só quem compartilha destes valores pode ser um parceiro de verdade, comprometendo-se com os resultados do trabalho por um prazo mais longo e ajudando a atingir as metas estabelecidas ao longo do percurso.
E, finalmente, vale lembrar que ter parcerias sólidas é um grande passo para que a ONG possa atuar de forma mais estruturada e com maior tranqüilidade. Ter parceiros fiéis e envolvidos com a causa facilita o atingimento dos objetivos comuns e diminui a necessidade de nos preocuparmos permanentemente com a continuidade de nossas atividades e com a sustentabilidade da organização que representamos.

 

Os desafios do gerenciamento de ações de Marketing Social
Andrea Goldschmidt

As empresas vivem um momento onde está cada vez mais dispendioso aumentar a participação de suas marcas no mercado. Os clientes, cada vez mais exigentes, tornam-se difíceis de ser fidelizados e todo diferencial possível precisa ser explorado a fim de ajudar a marca a manter (ou aumentar) sua participação em mercados cada dia mais concorridos.
O Marketing Social representa uma oportunidade importante para as marcas passarem a um patamar superior, é uma forma efetiva de diferenciar produtos e melhorar a imagem corporativa.
Por este motivo, é crescente o número de empresas que fazem promoções ou associam sua imagem a causas sociais, como forma de estimular vendas ou agregar valor a sua imagem institucional.
Do ponto de vista do consumidor, adquirir produtos de uma empresa ou marca que esteja associada a uma causa social relevante é uma ótima oportunidade de tornar real o desejo de participar, pertencer, compartilhar e sentir a auto-realização, característicos do topo da Hierarquia das Necessidades de Maslow.
A fim de viabilizar esta estratégia de atuação, as empresas firmam acordos com entidades sem fins de lucro, que executam as ações propostas e, em seguida, convidam os consumidores a colaborarem com a causa, simplesmente consumindo produtos daquela marca.
A idéia, muito boa do ponto de vista estratégico, precisa ser planejada com antecedência, para que o processo funcione bem.
Como toda atividade em que existem vários parceiros envolvidos, é necessário planejar as ações com antecedência a fim de promover a satisfação e trazer vantagens para todas as partes envolvidas. Segundo James Austin, existem 7 itens que precisam ser analisados com atenção:
1) Clareza de Objetivos – entender claramente o que cada parte deseja e criar um “acordo”. Cada parte pode fazer o seu levantamento de expectativas separadamente e, em seguida, podem reunir-se para chegar a um acordo sobre ações que serão realizadas por cada parte.
2) Conexão com as pessoas e com os objetivos – todas as pessoas envolvidas precisam ter uma forte conexão com a causa. Também é desejável que haja uma forte conexão entre as pessoas envolvidas dos dois lados.
3) Congruência de  missão, estratégias e valores – as missões, estratégias e valores das três partes envolvidas não precisam ser idênticas, mas é fundamental que haja sobreposição suficiente para que seja possível identificar ações sobre as quais todos os envolvidos possam trabalhar.
4) Criação de valor – a preocupação maior não pode ser com “o que eu ganho com isso”, mas sim com “como eu contribuo para o sucesso deste empreendimento conjunto”. É fundamental que cada um tenha o seu papel e que todos contribuam de forma significativa para o sucesso do trabalho, para evitar desmotivações.
5) Comunicação entre parceiros – em três níveis:  com as pessoas envolvidas, com os demais funcionários da empresa, com a sociedade.
6) Continuum de aprendizagem – desenvolver continuamente formas de trabalhar melhor em conjunto .
7) Compromisso com a aliança – haverá tempos bons e tempos difíceis, é preciso haver o compromisso de sempre tentar tornar a parceria melhor e nunca abandoná-la.
O sucesso destas ações, no entanto, não é garantido. Se não forem tomados os devidos cuidados, a ferramenta pode ter um efeito contrário ao esperado inicialmente. Desta forma, deve ser dada uma especial atenção às etapas de planejamento e estruturação da campanha.

 Sobe 

Quem é socialmente responsável?
Tanya Rothgiesser

A temática “Responsabilidade Social” tem sido alvo constante de análises no mundo corporativo. E para além da expressão de compromisso com as causas sociais, incorporou-se como opção de um modelo de gestão. Modelo já adotado, principalmente, pelas grandes empresas sintonizadas com um mundo globalizado cada vez mais exigente em relação à dinâmica de seus negócios e à sustentabilidade empresarial.
Dentro do universo corporativo conceitos sobre “responsabilidade social” têm sido vários e flexíveis, de acordo com a capacidade de compreensão de seus profissionais, não poucas vezes diretamente vinculada à cultura institucional prevalente na empresa.
Se formos, entretanto, buscar elementos de identidade para uma empresa “socialmente responsável”, tem havido certo consenso ressaltar as que adotam processos que incorporam escuta e negociação com seus parceiros de negócios - internos e externos - fortalecendo uma cultura institucional voltada à democratização das relações de trabalho. Nesta linha e através destes parceiros, as empresas estabelecem relações de comprometimento com uma agenda social consolidada por projetos de caráter sustentável, que apontam para a crucial questão da desigualdade de renda no Brasil.
A qualidade da postura institucional da “empresa socialmente responsável” diante de seus públicos interno e externo é, desta forma, de grande importância. Uma empresa pode optar, culturalmente, em direção a uma postura "ptolomáica" ou em direção a uma postura "copérnica". Explica-se: pode situar-se em relação aos seus parceiros como “objeto central do universo”, no qual apenas prevaleçam os seus interesses – uma forma “ptolomáica” de visão de negócios. Ou adaptar seus processos de trabalho ao real de uma empresa em constante movimento, agente de um sistema que incorpora outros agentes-parceiros, de diversas grandezas e processos, em um sistema integrado de várias partes interessadas em um mesmo negócio. E assim é a empresa moderna: “copérnica”.
O modelo de gestão da Responsabilidade Social Corporativa tem sido adotado por empresas competitivas, na linha da modernidade, empresas sintonizadas com um mundo globalizado cada vez mais exigente em relação à dinâmica de seus negócios e à sustentabilidade de sua marca empresarial. Empresas que incorporam seus projetos de responsabilidade social em um planejamento estratégico, delegando-os a uma equipe multidisciplinar que assuma não só o monitoramento destes projetos mas, antes de tudo, a necessária mudança cultural. E que as habilite como empresas-cidadãs, construindo relações “copérnicas” com seus parceiros, tornando-as co-responsáveis pelo desenvolvimento social brasileiro.
Consolidar um “modelo próprio de responsabilidade social” exige grandes investimentos empresariais. Mas nunca, simplesmente, financeiros. Exige atitude, desejo de mudança e consciência de cidadania. Exige compromisso com a modernidade, compromisso com seus parceiros de negócios em uma estratégia que incorpore o interesse articulado de todos em direção à sustentabilidade, ou seja, sobre sólido tripé: fortalecimento dos negócios, com eqüidade social e com qualidade ambiental. Por quê? Porque sem a consideração harmônica destes fatores nos processos de tomada de decisão empresarial não há, no cenário internacional, mais marca ou negócio que se mantenha perene e lucrativo.
No cenário empresarial brasileiro não é nada fácil identificar a “empresa socialmente responsável”. São empresas em estágios variados, perseguindo um caminho voltado à responsabilidade social, porém muitas vezes ainda atreladas a uma arcaica cultura “ptolomáica”. O importante é verificar que este assunto já não é mais encarado como modismo e que já existe um amplo conhecimento empresarial, mesmo que nem sempre concretizado em processos de trabalho sistemáticos. E que dispomos, atualmente, de modelos e de ferramentas voltados à integração de novas formas de enriquecimento compartilhado entre o mundo corporativo e a nação, aí entendidos o Estado e a Sociedade Civil.
Sem qualquer concessão a ilusões de um “novo mercado bonzinho”, falamos de business e dos benefícios que o modelo de gestão da Responsabilidade Social pode propiciar às empresas. Tornando-as ainda mais ricas e perenes sem o ônus do preconceito em relação ao "visado lucro", na medida em que este enriquecimento extrapola sua divisão entre proprietários e acionistas e também incorpora outros agentes envolvidos no process colaboradores, clientes, consumidores, fornecedores, governos, comunidades e tantos outros. Pode torná-las construtoras conscientes de uma nova realidade nacional, voltada a tornar o Brasil cada vez menos dependente de interferências externas para o seu desenvolvimento econômico e social sustentável, consolidando seu mercado interno e lucros maiores com marcas mais fortes - aqui e no exterior.

 Sobe 

Os desafios do gerenciamento de ações de Marketing Social
Andrea Goldschmidt

As empresas vivem um momento onde está cada vez mais dispendioso aumentar a participação de suas marcas no mercado. Os clientes, cada vez mais exigentes, tornam-se difíceis de ser fidelizados e todo diferencial possível precisa ser explorado a fim de ajudar a marca a manter (ou aumentar) sua participação em mercados cada dia mais concorridos.
O Marketing Social representa uma oportunidade importante para as marcas passarem a um patamar superior, é uma forma efetiva de diferenciar produtos e melhorar a imagem corporativa.
Por este motivo, é crescente o número de empresas que fazem promoções ou associam sua imagem a causas sociais, como forma de estimular vendas ou agregar valor a sua imagem institucional.
Do ponto de vista do consumidor, adquirir produtos de uma empresa ou marca que esteja associada a uma causa social relevante é uma ótima oportunidade de tornar real o desejo de participar, pertencer, compartilhar e sentir a auto-realização, característicos do topo da Hierarquia das Necessidades de Maslow.
A fim de viabilizar esta estratégia de atuação, as empresas firmam acordos com entidades sem fins de lucro, que executam as ações propostas e, em seguida, convidam os consumidores a colaborarem com a causa, simplesmente consumindo produtos daquela marca.
A idéia, muito boa do ponto de vista estratégico, precisa ser planejada com antecedência, para que o processo funcione bem.
Como toda atividade em que existem vários parceiros envolvidos, é necessário planejar as ações com antecedência a fim de promover a satisfação e trazer vantagens para todas as partes envolvidas. Segundo James Austin, existem 7 itens que precisam ser analisados com atenção:
1) Clareza de Objetivos – entender claramente o que cada parte deseja e criar um “acordo”. Cada parte pode fazer o seu levantamento de expectativas separadamente e, em seguida, podem reunir-se para chegar a um acordo sobre ações que serão realizadas por cada parte.
2) Conexão com as pessoas e com os objetivos – todas as pessoas envolvidas precisam ter uma forte conexão com a causa. Também é desejável que haja uma forte conexão entre as pessoas envolvidas dos dois lados.
3) Congruência de  missão, estratégias e valores – as missões, estratégias e valores das três partes envolvidas não precisam ser idênticas, mas é fundamental que haja sobreposição suficiente para que seja possível identificar ações sobre as quais todos os envolvidos possam trabalhar.
4) Criação de valor – a preocupação maior não pode ser com “o que eu ganho com isso”, mas sim com “como eu contribuo para o sucesso deste empreendimento conjunto”. É fundamental que cada um tenha o seu papel e que todos contribuam de forma significativa para o sucesso do trabalho, para evitar desmotivações.
5) Comunicação entre parceiros – em três níveis:  com as pessoas envolvidas, com os demais funcionários da empresa, com a sociedade.
6) Continuum de aprendizagem – desenvolver continuamente formas de trabalhar melhor em conjunto .
7) Compromisso com a aliança – haverá tempos bons e tempos difíceis, é preciso haver o compromisso de sempre tentar tornar a parceria melhor e nunca abandoná-la.
O sucesso destas ações, no entanto, não é garantido. Se não forem tomados os devidos cuidados, a ferramenta pode ter um efeito contrário ao esperado inicialmente. Desta forma, deve ser dada uma especial atenção às etapas de planejamento e estruturação da campanha.

 

Social não é gasto nem custo, é investimento
Miguel Fontes

As ações sociais representam um gasto ou investimento para o país? Dependendo da resposta, essas ações podem se tornar um mero ônus para a sociedade - conhecido entre os economistas tradicionais como um instrumento de “recompensa aos perdedores”, ou podem significar a própria via para o desenvolvimento sustentável. Faz-se então necessária uma análise profunda sobre essa questão para examinar a capacidade das atividades sociais de gerar riqueza. Essa análise deve ser desenvolvida sem impulsos ideológicos e fundamentada em bases empíricas de verificação do seu impacto para o crescimento econômico e diminuição das desigualdades sociais. Dessa forma, este documento traz algumas reflexões sobre as contribuições dos investimentos sociais para a melhoria das condições econômicas do país, e apresenta alguns exemplos sobre como o investimento social resulta em lucros econômicos tangíveis para toda a sociedade.

De Custo para Investimento
É comum observar estudos que tentam demonstrar formas mais eficientes de utilização dos gastos ou custos sociais. Ambos são vistos como despesas que devem ser repassadas a sociedade em razão de emergências específicas ou da necessidade de pagamento de dívidas sociais, como no caso da institucionalização de crianças identificadas como “de rua” ou “carentes”. Investimento, no entanto, não combina com gastos emergenciais, por essa razão cria-se a imagem que essas atividades não produzem riquezas econômicas, mas somente dispêndios financeiros.
Como em qualquer investimento, um retorno tangível deve ser demonstrado para que os benefícios resultantes de um projeto sejam superiores aos seus custos fixos e variáveis. A demonstração de resultados positivos contribui para que futuros investimentos sejam mobilizados para um determinado empreendimento. No caso da área social, há várias maneiras de demonstrar os benefícios tangíveis de um investimento, principalmente quando este é feito de forma planejada. Um exemplo do retorno do investimento social para a economia é o aumento da produtividade em relação aos anos de escolaridade. Com a melhoria do nível de escolaridade, como demonstrado na tabela a seguir, o nível de produtividade econômica cresce consideravelmente. Crianças que efetivamente passam de série escolar serão muito mais produtivas e a conseqüência disto será a geração de riquezas econômicas.

 Sobe 

TABELA I -Análise do Ganho Educação x Produtividade


ANOS DE ESCOLARIDADE

SALÁRIO

AUMENTO DA PRODUTIVIDADE*

2,0

1,55

40%

5,5

2,39

54%

9,0

3,51

47%

12,5

5,59

59%

15,0

11,63

108%

FONTE: John Snow do Brasil com indicadores do IBGE.
* Aumento da produtividade em relação ao nível de escolaridade imediatamente anterior.
As limitações das ciências econômicas e sociais em demonstrar esses resultados contribuem para o entendimento das razões do porquê as ações sociais têm sido consideradas como mera despesa. Ao contrário, estes indicadores revelam que o investimento social é a base fundamental para o crescimento econômico de um país e a diminuição das suas diferenças sócio-econômicas. Muitos outros indicadores podem ser identificados para demonstrar o impacto dos investimentos sociais na economia. Com a utilização de algumas técnicas de validação e avaliação de investimentos econômicos podemos chegar à conclusão de que não existe recurso melhor aplicado do que aquele destinado às atividades sociais de apoio primário ou comunitário.

Social: O Melhor Investimento do Mercado
Há crescentes evidências sobre a relação direta entre o investimento social e crescimento econômico. Por exemplo, em um levantamento dos investimentos realizados a “fundo perdido” pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para crianças em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro, resultados surpreendentes foram encontrados em relação a razão custo X benefício desses empreendimentos sociais. Subdividido de acordo com uma segmentação baseada em capital social : a) existente; b) parcialmente existente; e c) não existente, o estudo demonstrou que para cada R$1,00 investido em projetos com crianças com capital social “existente”, o retorno econômico é, em média, de R$9,31. Do outro lado, embora menor, investimentos em projetos com crianças com capital social “não existente” também apresentam um saldo positivo. Para cada R$1,00 investido, o benefício econômico é de R$4,75.
Em um outro estudo semelhante, em relação aos investimentos feitos pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social do Rio de Janeiro (SMDS/RJ), a razão custo x benefício dos projetos com adolescentes foi bastante alta. Por exemplo, para o projeto conhecido como “Rio Jovem”, onde se busca um reforço do capital social desses jovens, o nível de retorno do investimento chegava a R$47,00 por R$1,00 investido. Isto embora, outros projetos com “crianças de rua” e “carentes” (ex. Volta prá Casa), tenham obtido um resultado muito inferior, retornando apenas R$1,14 por R$1,00 investido.
Assim, conclui-se que investimentos realizados em projetos sociais direcionados a populações com menor presença de capital social são os que oferecem as menores taxas de retorno. Esta é a conclusão, também, de diversos estudos sobre as taxas de recuperação de centros e instituições voltados para populações em situação de extrema pobreza e vulnerabilidade social. De qualquer forma, os investimentos sociais primários na comunidade trazem retornos representativos para a economia; sendo que em alguns casos, superam até mesmo as taxas dos melhores investimentos oferecidos pelo mercado de ações e financeiro, tanto no Brasil quanto no mundo.

Mudança do Paradigma e Futuras Perspectivas
O estudo de custo x benefício de investimentos sociais demonstra a importância de modificar o atual paradigma de custo e gasto social para um novo paradigma de investimentos. Diversas ações sociais geram enormes riquezas econômicas, principalmente aquelas que não visam ao resgate de dívidas sociais, como no caso de projetos com crianças em suas próprias comunidades. A existência e demonstração desses retornos têm um efeito direto para o desenvolvimento de novas políticas públicas.
Será, talvez, necessário modificar ainda as atuais análises informais e espontâneas sobre esses investimentos para colocar a área social em seu verdadeiro patamar de prioridade nacional. No setor da educação, a avaliação do retorno gerado com a ampliação da cobertura da rede de ensino pode representar a principal justificativa para maiores investimentos em educação primária. Essa avaliação poderá incluir indicadores de resultado, como por exemplo a produtividade futura de crianças e adolescentes no mercado de trabalho. Esses indicadores poderão ser utilizados para facilitar o reconhecimento e divulgação do crescimento econômico obtido a partir dos investimento realizados no setor. Isto vale, também, para outros setores sociais, como saúde e desenvolvimento social. Neste caso, as políticas públicas poderão passar por uma avaliação do potencial de geração de riqueza econômica e social, contribuindo para a demonstração da sua função em prol do desenvolvimento sustentável do país.

 Sobe 

Os desafios da captação de recursos para Institutos e Fundações de empresas
Andréa Goldschmidt

Muito se tem discutido sobre o papel das empresas na solução de problemas sociais no Brasil. O que se ouve comumente é que a iniciativa privada pode contribuir muito para a solução (ou amenização) de alguns destes problemas, já que dispõe de forte poder econômico, mão-de-obra qualificada e grande capacidade de influência.
O conceito de responsabilidade social empresarial reforça esta idéia: se a empresa deve ser responsável pelo impacto da sua atividade econômica em relação a todos os stakeholders com os quais interage, ela passa a ter, não só o poder, mas o dever, de investir em ações em benefício da preservação do meio ambiente e da melhoria das condições de vida nas comunidades onde atua.
Como estas ações “sociais” têm foco muito diferente da atividade econômica principal da empresa, muitas delas acabaram optando pela criação de um Instituto ou de uma Fundação - que seria o seu “braço” de investimento social, permitindo a manutenção do foco e aumentando a eficiência do investimento realizado em benefício da comunidade.
Desde que foram fundados, estes institutos de empresas vêm trabalhando com muito sucesso, conseguindo, em geral, gerar um impacto real positivo nas comunidades onde atuam.
Só que os problemas são tantos, que logo notamos que o investimento precisa ser aumentado, que existem outras necessidades não satisfeitas e que, para gerar um impacto mais significativo naquela comunidade, precisaremos de mais investimento.
Se o Instituto leva o nome da empresa, a comunidade passa a entender sua existência como uma parte desta empresa e, desta forma, é sua responsabilidade manter os níveis de realização e atender as expectativas dos beneficiários.
Por mais importantes que sejam as ações sociais da empresa, seu orçamento não é tão flexível assim e a manutenção destes Institutos, muitas vezes, já representa um alto custo. O que fazer, então, se a empresa não dispõem de verba para aumentar este investimento?
A primeira resposta que surge, é a estruturação de um sistema de captação de recursos de terceiros que aumente a disponibilidade de dinheiro para ser investido nos programas selecionados.
A formação de parcerias parece ser uma conseqüência natural deste processo se levarmos em consideração o fato de que sempre que um investimento social é iniciado, ele traz benefícios não só para a empresa que o criou, mas para todas as outras empresas que atuam na mesma região.
Rateando este investimento com outros parceiros, é possível aumentar a sua abrangência e, ao mesmo tempo, evitar a sobreposição de ações na mesma comunidade.
O governo local, instituições financiadoras (nacionais e internacionais), outras empresas e a comunidade local são parceiros nos quais pensamos imediatamente, mas o Instituto também pode pensar em como envolver outros stakeholders da empresa. Muitas vezes funcionários e fornecedores podem se interessar em contribuir para o projeto desenvolvido na comunidade.
O desafio que se apresenta aqui é como formar e administrar estas parcerias. Como em qualquer ação de captação de recursos, cada parceiro terá necessidades, desejos e estruturas de atuação diferentes e todos precisam ser satisfeitos.
No caso dos Institutos de empresas, no entanto, a formação de parcerias pode ser um processo ainda mais difícil do que no caso de organizações de base. Especialmente por que:

  • Pode haver alguma resistência dos potenciais parceiros pelo fato do Instituto estar associado a uma empresa, principalmente se levar o nome da empresa ou estiver, através de alguma marca, fortemente associado a ela.

  • O mercado pode demorar algum tempo para se adaptar à nova imagem do Instituto - que passa de financiador a receptor de recursos.

  • O tema (missão) escolhido pelo Instituto pode não ser o mais significativo para a região, dificultando a parceria com organizações locais e com o governo.

  • O compromisso com a continuidade do projeto é sempre do Instituto que iniciou o projeto, mesmo sob o risco de perder parceiros no meio do percurso. Por este motivo, as parcerias formadas precisam ser perenes. 

  • O custo das ações de captação de recursos pode chegar a cerca de 25% do valor total arrecadado. A maior parte dos financiadores prefere direcionar os recursos para a ação e não para atividades administrativas, mas como as despesas administrativas precisarão ser financiadas por algum dos parceiros, pode ser necessário que a empresa que está iniciando o processo de captação de recursos garanta a manutenção das atividades através das suas doações e use os recursos dos parceiros para as atividades-fins.

  • A divisão de poder dentro de um sistema de parceria merece especial atenção e pode ser responsável pelo sucesso (ou fracasso) de qualquer projeto conjunto. Sempre que são formadas parcerias, será necessário determinar quais são as prioridades de ação, quais serão os níveis de influência de cada parceiro nas decisões de investimentos, como será o sistema de prestação de contas, etc.

  • A transparência das ações, principalmente no que diz respeito à questão da prestação de contas, pode significar a necessidade de dividir com os futuros parceiros informações que a empresa pode julgar sigilosas ou estratégicas.

Captar recursos é uma tarefa que exige empenho e especialização. É uma atividade que precisa ser planejada com muito rigor Isso não significa, no entanto, que um Instituto não possa ter muito sucesso na captação de recursos.
Segundo James Austin, em seu livro The Collaboration Challange, existem 7 aspectos que precisam ser levados em consideração para que uma parceria como esta tenha sucesso. São eles:

  • Clareza de Objetivos – entender claramente o que cada parte deseja e criar um “acordo”. Cada parte pode fazer o seu levantamento de expectativas separadamente e, em seguida, podem reunir-se para chegar a um acordo sobre ações que serão realizadas por cada parte.

  • Conexão com as pessoas e com os objetivos – todas as pessoas envolvidas precisam ter uma forte conexão com a causa. Também é desejável que haja uma forte conexão entre as pessoas envolvidas dos dois lados.

  • Congruência de  missão, estratégias e valores – as missões, estratégias e valores das partes envolvidas não precisam ser idênticas, mas é fundamental que haja sobreposição suficiente para que seja possível identificar ações que interessem a todos os envolvidos.

  • Criação de valor – a preocupação maior não pode ser com “o que eu ganho com isso”, mas sim, com “como eu contribuo para o sucesso deste empreendimento conjunto”. É fundamental que cada um tenha o seu papel e que todos contribuam de forma significativa para o sucesso do trabalho.

  • Comunicação entre parceiros – em três níveis:

    • com as pessoas envolvidas 

    • com os demais funcionários da empresa 

    • com a sociedade

  • Continuum de aprendizagem – desenvolver continuamente formas de trabalhar melhor em conjunto.

  • Compromisso com a aliança – haverá tempos bons e tempos difíceis. É preciso haver o compromisso de sempre tentar tornar a parceria melhor e nunca abandoná-la.

Como toda aliança estratégica, estamos tratando aqui de um processo e, desta forma, as ações desenvolvidas em conjunto precisam ser avaliadas e revistas periodicamente para garantir o seu sucesso, a satisfação de todos os parceiros envolvidos e, conseqüentemente, o impacto que geram na comunidade.

 Sobe 


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