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O EMPREENDEDOR DO FUTURO
Estamos viajando para o futuro a uma velocidade de 60 minutos por hora. Estudos, profissão, carreira, realização são palavras que martelam a cabeça: "Será que valerá a pena tanto tempo de estudos nessa era marcada pela velocidade de mudança? Qual será o futuro de minha profissão daqui há dez anos? Conseguirei uma carreira promissora em uma empresa capaz de ser também promissora? Terei condições de ter o meu próprio negócio? Conseguirei realização pessoal e profissional?"
Segundo estimativas, apenas 25% da população economicamente ativa conseguirá registro na carteira de trabalho em um futuro próximo. Isso significa que o restante deverá pensar em como oferecer algum tipo de serviço ou de produto à sociedade para, em troca, garantir o seu sustento. Isso também provocará algumas mudanças em nossa cultura: a busca do bom emprego dará lugar à idealização de um promissor empreendimento; a dependência (do emprego, da empresa, do empregador) dará lugar a uma maior independência; a inocência (a busca do culpado fora) dará lugar à autonomia (a busca do culpado em si próprio).
A principal mudança, no entanto, está em compreender a nova realidade e aprender o que precisa ser aprendido. O jovem sempre se preocupou em desenvolver algum tipo de habilidade que pudesse "ser comprada" por algum empreendedor. Isso ajudou a aumentar o desemprego a médio prazo uma vez que tal habilidade, quando substituída pela máquina, fez com que o mesmo jovem voltasse à estaca zero em sua carreira profissional.
Com base no pensamento sistêmico, podemos sugerir um rol de conhecimentos que o jovem empreendedor deveria preocupar-se em desenvolver. São eles:
Conhecimentos sobre o mundo
O Planeta Terra virou um mundo pequeno. A globalização uniu os mercados. Se antes era difícil viajar para o exterior, hoje é muito raro algum empreendedor que já não tenha saído do País. É claro que o conhecimento do mundo não se consegue apenas viajando. TV's a cabo, Internet, revistas, etc ajudam a compreender o mundo. A compreensão do mundo contribui na ampliação da compreensão da humanidade, dos hábitos, dos costumes e ajuda a perceber tendências e oportunidades. Lembrando John Naisbitt: "pense globalmente, haja localmente".
Conhecimento do Mercado
O mercado possui suas leis próprias através da dinâmica da oferta e da demanda. O comportamento da oferta e da demanda é, por sua vez, influenciado pelas ações dos agentes econômicos: empresas, famílias, governo, instituições financeiras, etc. Compreender o sistema econômico é uma maneira de fazer com que o novo empreendimento interaja positivamente com as forças econômicas.
Conhecimento de Negócio
Esse é um dos principais erros dos novos empreendedores: sair por aí oferecendo um serviço ou um produto a quem se interesse por comprá-los. Poucos conseguem conceber um negócio interessante na forma de produtos e serviços. Poucos focam um público-alvo para quem o negócio deve ser direcionado. Conhecimento de negócio é fundamental para começar a carreira de empreendedor com o pé direito.
Sobe
Conhecimento de Gente
Esse é outro erro muito comum dos jovens empreendedores. Não saber ou não se interessar por gente. Herança da Era Industrial, para montar um empreendimento há anos atrás, era necessário saber fazer alguma coisa. Manusear e manipular eram mais importante do que comunicar e se relacionar.
As habilidades técnicas eram mais importantes do que as habilidades humanas. Hoje, é fundamental conhecer a natureza humana, quer seja para lidar melhor com o cliente, quer seja para preparar uma equipe de trabalho.
Auto-Conhecimento
Na sociedade moderna, o jovem é atingido com uma enxurrada de distrações. Dispersar é fácil; difícil é manter o foco. Mas, para manter o foco, é preciso ter foco. E essa é a deficiência de grande parte dos jovens. Não sabe exatamente para onde ir. Divaga a esmo sem uma missão pessoal. Não avalia os pontos fortes e fracos para, a partir daí, criar uma direção. Sem direção, titubeia. E o futuro é tratado como um jogo de azar.
Sem missão pessoal, o jovem desperdiça a sua inteligência sistêmica de aproveitar ao máximo o que o mundo ao redor lhe oferece.
Muitos jovens lidam mal com o aproveitamento de tempo e velocidade. Vivem de maneira histérica. Falam no telefone celular enquanto dirigem, comem qualquer coisa em qualquer tempo e lugar, gastam o tempo do sono em academias, bares e Internet, atuam como processadores passivos das inúmeras informações que o atacam diariamente.
Max Weber dizia que "a perda de tempo é o primeiro e maior pecado do homem". Aproveitar bem o tempo também está relacionado com a missão pessoal. Quando existe um destino, existe a busca, até instintiva, do melhor caminho.
É natural que as atividades sejam escolhidas de acordo com esse destino. A missão pessoal é o fator principal de motivação.
Todos os esforços são canalizados no sentido de fazer com que a missão pessoal se concretize.
Futuro: ameaça ou oportunidade?
Se você acreditar que o futuro é uma ameaça, você está certo! Se acreditar que existem muitas oportunidades no futuro, você também está certo. Com isso, conclui-se que um outro fator de sucesso para o jovem empreendedor está em desenvolver um modelo mental que perceba o mundo de forma positiva. Esse modelo mental deve ser formado à luz de informações e conhecimentos, mas também apoiado na fé e na coragem. Sem dúvida, a Era do Conhecimento traz um novo surto de empreendedorismo por pelo menos três bons motivos:
A fragmentação das grandes empresas que geram novos empreendimentos correlatos. Citando mais uma vez John Naisbitt, a economia de escala que fez o progresso da Era Industrial está dando lugar à economia de escopo, que exige conhecimento para competir e prosperar, quais sejam: sinergia entre foco e negócio, flexibilidade e velocidade.
Com isso, aumenta a importância dos serviços na nova sociedade. Cada vez mais as empresas assemelham-se à centrais de idéias ao invés de centrais de produção, apenas.
Os empreendedores da antiga estão sentados sobre os seus paradigmas. Mesmo sem conseguir os mesmos resultados que obtinham anteriormente, insistem em gerenciar o negócio do mesmo jeito. Parecem acreditar que a retomada da economia, apenas, será capaz de viabilizar a sua empresa. Bom para o jovem empreendedor que, livre dos bloqueios da Era Industrial, será capaz de construir uma empresa nos moldes da Era do Conhecimento.
Como pode ser visto, o novo mundo dos negócios é um celeiro de oportunidades para quem compreender o novo jogo empresarial e as suas novas regras. E principalmente para aqueles que sabiamente não dormem no ponto!
Sobe
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