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ATENDIMENTO AO CLIENTE
DICAS DE COMO ENCANTAR SEU CLIENTE NO COMÉRCIO
Preço, qualidade e um bom ponto comercial já são apenas requisitos mínimos no varejo. Num mercado aberto e globalizado, a diferença entre se destacar da concorrência, planar na média ou fracassar nos negócios depende, mais do que nunca, de um fator básico: atendimento. Matéria composta por variada gama de disciplinas, que vão do marketing propriamente dito à arquitetura e decoração da loja, da vitrine ao balcão, da arrumação de prateleiras ao treinamento de vendedores. Tudo permeado por aconchego e boa educação.
O consumidor, que já era rei, agora quer ser majestade. O que não significa exatamente um cerimonial solene. Ao contrário. Se o layout da loja e a técnica de vendas requerem muitas vezes a ajuda de especialistas, o tratamento dispensado ao cliente depende de detalhes aparentemente inverossímeis, de tão simples. Um singelo “bom dia”, acredite! Ou chamar pelo nome a pessoa que está à sua frente, no outro lado do balcão. Melhor ainda, conhecê-la muito bem. Personalizar o atendimento é a grande receita. Atitudes gentis são a chave secreta para estabelecer laços, e poucos empresários conhecem a força da gentileza.
Mesmo para ambientes refinados recomenda-se a simplicidade. O bonito é conseqüência do funcional. O máximo da sofisticação é ser simples e direto. Não é à toa que a definição de layout de loja é assunto hoje confiado a profissionais. O investimento pode ser mais alto que os arranjos amadores, mas o resultado em geral compensa. Antes de mais nada um projeto deve expressar muito bem a proposta do lojista em termos de objetivo e produto, para que o consumidor-alvo sinta, logo ao entrar, que está em consonância com seus anseios.
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Vestuário para a classe AA, por exemplo, exige vitrines temáticas ou despojadas e amplos espaços internos, com poucas peças expostas. O cliente tem que reconhecer, à primeira vista, que está diante de produtos exclusivos. Já uma loja de alimentos tem que caprichar na apresentação dos melhores quitutes, se possível ao alcance das mãos da freguesia. É preciso ser tentador, literalmente, dar água na boca. Acertar em cheio, portanto, depende de formatar muito bem o negócio previamente. Não há bom projeto ou layout que resolvam a falta de foco do empreendimento. Ele tem que mostrar a que veio e a quem se destina. Essa são as vigas mestras sobre as quais se ergue a obra.
A obediência do visual, porém, ainda não significa que o enunciado da equação esteja completo. Falta um dado fundamental, um imponderável mix: o projetista deve apresentar o que melhor traduz o sentimento e o jeito do empresário. Trata-se de uma questão de sintonia fina, pois a maior parte dos negócios não começa dessa maneira.
Qualquer que seja o ponto de partida, entretanto, é bom saber que hoje o varejo enfrenta uma tendência inexorável: mudar. Exceções à parte, ele vive de novidades, inclusive na forma. Então deve modificar o visual de tempos em tempos. Por questões de marketing e mercado, aumentou a velocidade da reciclagem; lojas com a mesma aparência não sobrevivem por mais de três anos.
Por isso mesmo, os interiores ganham elementos móveis, intercambiáveis, capazes de sobreviver a mudanças. O mais indicado é o sistema modular, até porque os estoques cada vez mais tendem a ser aparentes. Sobe
Certamente é preciso levar em conta o poder aquisitivo do público que se pretende conquistar. Mas o luxuoso não requer mais colunas e dourados, assim como o popular não tem necessariamente significar desleixo e baciadas. Sobretudo quando o produto é vestuário não é bom cair no lugar-comum do popular, tipo vitrines atulhadas e interior poluído. Hoje o consumidor de baixa renda também é exigente e tem como parâmetro as lojas de marca. Seja qual for o design do interior, contudo, continuam valendo regras básicas para a colocação de prateleiras: jamais deixar vazios que possam indicar falta de mercadoria. Só que a nova ordem é não atulhar, embora os estoques fiquem praticamente à mostra.
Bem diferente é o desafio que se apresente para o varejo tipo self-service. Ele deve se preocupar exatamente em como aproveitar bem o espaço para mostrar uma ampla gama de produtos. Na ponta das gôndolas sempre devem ficar os produtos em promoção. O layout do interior de um estabelecimento como esse ou dos supermercados exige a colocação das gôndolas antes das vitrines refrigeradas, onde se encontram os itens de maior saída. É justamente para que os consumidores, na passagem obrigatória, acabem levando mais itens do que pretendiam inicialmente. Em outros tipos de loja, a atenção pode ser despertada por outros elementos, como a iluminação, que deve ser tanto geral como pontual.
Até nas prateleiras, às vezes, é indicado colocar focos de luz, no fundo ou em cima. Isso, naturalmente, com extremo cuidado para evitar exageros.
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Mas tudo que for feito no visual ficará prejudicado se não houver cuidado no atendimento. Um quesito não sobrevive sem o outro. Lamentavelmente ainda se cometem muitos equívocos, como abordar o cliente quando ele ainda está olhando as vitrines. Um engano, aliás, praticado no mundo inteiro. O bom atendimento começa com uma correta escolha de colaboradores. "Contrate o sorriso e treine a habilidade” é a máxima de uma grande rede norte-americana. Não basta, porém, contratar gente simpática e acolhedora, é preciso delegar responsabilidades para que o funcionário possa resolver problemas de imediato, pois o cliente espera comprometimento.
Existem algumas “fórmulas” para a implantação de programas que devem ser seguidos à risca, por exemplo os sete passos desenvolvidos pela Faculdade de Economia e Administração da USP:
1º) definir qualidade de atendimento como missão;
2º) estar disposto a provocar emoções;
3º) nomear um líder, que deve ser treinado fora;
4º) praticar com a equipe de trabalho;
5º) recrutar colaboradores com sorriso fácil;
6º) fazer mudanças de fachada e layout, e
7º) controlar a implantação com indicadores que avaliem a satisfação do cliente
(como a caixa de sugestões).
A falta de um desses requisitos invalida todo o esforço, e não haverá resultados sem o comprometimento pessoal do dono da empresa. Dele deve vir o melhor exemplo.
Hoje o que se vende não é exatamente o produto, mas o serviço, o que transparece do início ao fim da compra.
Como organizar as prateleiras
o bê-á-bá da conquista
o que evitar, sempre
tendências para o visual
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Como Organizar as Prateleiras
- Mantenha-as sempre cheias, com os principais produtos bem visíveis;
- Deixe tudo muito limpo e impecável;
- Em lojas de vestuário, atente para a combinação de “degradés”, com peças em
poucos dobramentos;
- Coloque os varões ou araras em altura confortável para a clientela;
- Use adequadamente a iluminação, no fundo ou em cima;
- Opte por equipamentos e móveis ajustáveis; e
- Quando a loja for self-service deixe os preços bem visíveis.
O Bê-á-bá da Conquista
- Cumprimente o cliente com um aperto de mão na entrada e na saída;
- Pergunte seu nome e se apresente;
- Deixe bem claro, na imposição de voz e na postura, que ele está diante de um profissional prazeroso com sua atividade;
- Ofereça água ou café;
- Se possível, tenha à mão amostras, pequenos brindes e descontos inesperados (arredondar centavos no caixa, por exemplo);
- Pergunte-lhe se conhece o produto ou o atendimento da casa. Se a resposta for negativa, dê-lhe informações à respeito. Com simplicidade, mas transmitindo muita segurança;
- Saiba o que o cliente procura, exatamente, e apresente a ele propostas condizentes com sua expectativa;
- Sugira, quando necessário, mas sempre levando em consideração o estilo da pessoa à sua frente.
O que evitar, sempre
- A rotineira pergunta: “posso ajudar?”, quando alguém se aproxima das vitrines ou entra na loja. A resposta, invariavelmente, será: “Não, estou só olhando!”. O cliente prefere se sentir livre para escolher o vendedor, que deve no entanto estar atento e solícito;
- Rodinhas de vendedores no fundo da loja. Eles sinalizam negativamente. O eventual comprador certamente se sentirá um intruso que chega para incomodar;
- Oferecer produtos adicionais sem retirá-los das prateleiras. Eles devem ser manuseados à vontade pelo cliente;
- A frase: “se não gostar, pode trocar” na conclusão da venda. A disposição, nesse sentido, deve ser expressa de maneira positiva. Se for um presente, por exemplo, melhor dizer algo como: “tenho certeza de que a pessoa vai gostar, mas se quiser outro tamanho ou modelo, basta falar com a gente”;
- Mentir, na falta de algum produto ou serviço. Se você não tiver em estoque determinado tamanho de roupa, deixe isso bem claro, sem oferecer algo maior ou menor, que o cliente poderá até levar para se arrepender em seguida. Sobe
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